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       São Paulo, 22/11/2008, 05:36          
 

Semana Missionária nas escolas

O desafio de apresentar à juventude um itinerário de crescimento e realização, despertando nos corações juvenis os mais altaneiros sonhos e os mais eloqüentes ideais é tarefa de todos. A espiritualidade franciscana, especialmente a partir das dimensões do cuidado com a natureza, da promoção da paz e do estabelecimento de relacionamentos ternos e fraternos quer ser uma plataforma segura a partir da qual o jovem poderá construir sua personalidade e marcar sua ação como protagonista na construção de um “novo mundo possível”. Por isso, uma das atividades da Semana Missionária é o trabalho com os adolescentes e jovens nas escolas.

Houve grande abertura por parte das direções das escolas de São Lourenço que acolheram a proposta do trabalho proposto. Assim, distribuídos em 3 equipes os missionários e missionárias visitaram as seguintes escolas:

1. Escola Estadual Dr. Humberto Sanches
2. Escola Estadual Prof. Antônio Magalhães Alves
3. Escola Estadual Prof. Mário Junqueira Ferraz
4. Escola Estadual Eurípedes Prazeres
5. Escola Municipal Manoel Monteiro
6. Escola Municipal Dr. Emílio Ábdon Póvoa
7. Colégio Imaculado Coração de Maria
8. Faculdade São Lourenço

Ao final dos nossos trabalhos registramos um sincero agradecimento ao corpo docente e aos alunos das escolas estaduais e municipais, bem como daquelas instituições particulares de ensino que abriram suas portas para acolher a Equipe Missionária.

Visitas domiciliares e celebrações nas comunidades
Na terça-feira (13) os missionários e missionárias, distribuídos em sete grupos, tiveram oportunidade de visitar as famílias, sobremaneira idosos e doentes, e celebrar com o povo das comunidades. Na parte da manhã e também à tarde, acompanhados por agentes de pastoral que indicavam os caminhos, de casa em casa frades, postulantes e leigos tiveram ocasião de partilhar a fé e a esperança com aqueles que ansiosa e acolhedoramente os receberam em suas casas. À noite, o povo reuniu-se para celebrar a Eucaristia. Os missionários puderam encontrar comunidades vigorosas, uma liturgia bem cuidada e grande disposição em acolher a alvissareira notícia do Reino. Houve ocasião para a prece agradecida pelo dom da vocação de todos e, especialmente, pela vocação de frei Adriano. Celebrou-se também a renovação do batismo e do compromisso com a missão de anunciar o Reinado de Jesus Cristo.

Relato de um postulante
O postulante João Carlos Cichaczewski visitou a comunidade Nossa Senhora da Saúde e relata-nos como foi seu dia de missão:

“Iniciamos com a oração da manhã na igreja matriz. Visitamos casas de idosos e doentes; tivemos oportunidade de encontrar com pessoas que carecem de uma palavra de conforto e uma prece que lhes de forças para encarar as dificuldades da vida. Um momento de prece confortante para os enfermos que puderam compartilhar conosco suas aflições, e um momento singular e significativo de formação cristã e franciscana. Na celebração da Eucaristia, ao final do dia, compartilhamos com o povo a gratidão pelo dia intenso de missão e celebramos num tom mais esperançoso e com novo vigor a vida e a vocação de cada um”.

Balanço da equipe
Ao final do dia de visitas e celebrações nas comunidades a equipe missionária reuniu-se na casa paroquial e aconteceu, como na comunidade dos discípulos, o “relato dos milagres operados”. Os vários depoimentos deram conta da hospitalidade e generosidade do povo do interior de Minas Gerais. A religiosidade e devoção de cada família, marcada pelas muitas imagens e oratórios, não passaram despercebidas. Alguns notaram ainda que o povo recorda com saudade o tempo em que os frades franciscanos andavam pelas ladeiras e ruas de São Lourenço levando a bom termo sua atividade evangelizadora.

O cansaço de um dia intenso de atividades era sentido; entretanto, infinitamente menor do que a grandeza dos muitos encontros: com o povo e sua gratidão; com a vocação da igreja em missão; com a pequenês e insignificância de cada missionário e missionária apesar do respeito, alegria e deferência que sua presença desperta nas famílias e comunidades que os acolhem.

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