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       São Paulo, 20/08/2008, 00:20          
 
DIÁRIO DO PEREGRINO
 


Basílica de Santa Cruz
Basílica de São João Latrão
Basílica deSanta Maria Maior
Grupo na Basílica de Latrão
Tumba de Inocêncio III
Relíquia da Santa Cruz

Diário do Peregrino
Dia 05 de julho (sábado)


Por Frei Ivo Muller

Roma (Itália) - Após o café-da-manhã, nos dirigimos a pé para a visita às quatro basílicas papais de Roma, do tempo do Imperador Constantino. O grupo estava incompleto, porque dois ficaram dormindo, por não se adaptarem ao fuso horário. Paciência! O sono também faz parte do Projeto Reviver!

Fizemos a oração da manhã, motivados por Frei Beto, na Capela dedicada a São Francisco de Assis, na Basílica de São João do Latrão. Alguns documentos antigos atestam que esta basílica foi construída no século IV, a mando do Imperador Constantino, sobre a memória de um batistério, dedicado a São João Batista.

Este local comemora a Igreja mãe, porque aqui funcionou a primeira Catedral de Roma. Francisco de Assis, quando veio à Roma para solicitar da Igreja a aprovação de sua forma de vida, a Regra (fotos), tinha como referência de Igreja de Roma, tal basílica.

Nesta época, segundo o Frei Beto, gravitava ao redor desta basílica toda a vida da cidade de Roma, uma vez que a grande Basílica de São Pedro (Vaticano) só foi construída no século XVI.

Portanto, era a residência oficial dos primeiros papas. De fato, pudemos visitar o túmulo do Papa Inocêncio III. Funciona até hoje aqui a Cúria de Roma, conservando-se no local alguns gabinetes da Diocese da Cidade Eterna.

No caminho para a seguinte basílica, passamos também na Igreja da Escada Santa. No itinerário seguinte, pudemos avistar os restos de uma torre ao lado da Basílica da Santa Cruz. Esta torre é do tempo de Francisco de Assis.

Segundo testemunhos da época, o Santo de Assis, ao ser convidado em 1209 pelo Cardeal Hugolino para se hospedar em sua residência, preferiu dormir nos restos da muralha da cidade da Roma antiga, como sinal de humildade e pobreza.

A Basílica da Santa Cruz foi edificada sobre os restos de um palácio do século III, onde habitava a mãe de Constantino, a Imperatriz Helena (foto). Diz a história que Helena trouxe os restos da Cruz de Cristo, de Jerusalém, conservando tal relíquia em sua residência privada. A atual basílica é do ano 1723, onde podem ser avistados os restos da Santa Cruza de Cristo.


Na seqüência de nossa peregrinação, visitamos ainda na parte da manhã a suntuosa Basílica de Santa Maria Maior. Tal basílica foi construída a partir da homenagem à Maria, mãe de Deus, no século IV (foto).

Às 11h40, concelebramos a missa numa capela interna do Antoniano. Após o almoço e o merecido descanso para recuperar as energias perdidas na longa caminhada, tomamos o metrô e nos dirigimos até a Cidade do Vaticano.

Lá, lemos um texto de Celano, que narra a visita de Francisco ao local do túmulo de São Pedro. Na visita, pudemos apreciar as maravilhas da arte do século XVI, retratadas e arquitetadas na Basílica de São Pedro.

Inclusive, percorremos o roteiro da cripta dos Papas, onde avistamos e admiramos o recente túmulo de João Paulo II, aberto à visitação do público.

Alguém comentou: “Tudo muito bonito e imponente, mas falta clima de oração. À diferença de outras basílicas e de Assis, aqui, dá mais turistas curiosos em bater fotos, que peregrinos!”

Às 17h30, em horário marcado diante do Obelisco da Praça São Pedro, foi lançado o desafio de voltar pro Antoniano de metrô, ou continuar mais uma hora de caminhada, passando pela Piazza del Popolo e Fontana di Trevi.

A maioria elegeu a segunda proposta, visitando outros monumentos mais turísticos. E por incrível que pareça, à noite, para aproveitar o clima de verão, ainda saímos para tomar um gostoso gelato!
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