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Santuário de Greccio |
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Presépio em Greccio |
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Frei Osmar, Frei Toigo e Frei Carlos celebram |
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Frei Ivo e o Santuário na montanha |
Diário do Peregrino
Dia 7 de julho (segunda-feira)
Por Frei Ivo Muller
Assis (Itália) - Deixamos o Antoniano às 9 horas, na expectativa de encontrarmos o ônibus contratado, que nos esperava. Porém, devido à greve geral de todos meios de transportes públicos em Roma, a Cidade Eterna estava parada. Até parecia o trânsito de São Paulo, em certos horários, às margens do Tietê.
Por conseguinte, o ônibus só conseguiu chegar ao local combinado uma hora mais tarde. Além disso, enfrentamos mais uma hora de tráfego lento até a saída da cidade. Tomamos a Via Salária, que era das principais vias de acesso a Roma, desde o tempo do Império. Fomos em direção a Rieti.
No caminho, avistamos os verdes olivais que encantam o vale sagrado. O vale foi tocado pelos pés de Francisco de Assis, que caminhou por estas bandas muitas vezes. Chegamos em Greccio com um certo atraso.
Contudo, o guardião do Conventinho nos acolheu de braços abertos. Iniciamos a celebração eucarística às 12h15, presidida por Frei Toigo e ladeada por Frei Carlos e por Frei Osmar (foto).
A motivação inicial apresentada pelo presidente da celebração nos conduziu para dentro dos mistérios da Encarnação, sentidos, vividos com paixão por São Francisco, ao criar neste local um presépio vivo. Conta-nos a história que Francisco já estivera no local em 1217, onde fez a experiência da alternância entre a contemplação e a ação evangelizadora.
O Santo costumava pregar nas aldeias do entorno. Assim, chamou os aldeões, para que trouxessem seus animais e montou na noite santa do Natal de 1223 o primeiro presépio franciscano do mundo, tendo em mira a memória viva do primeiro Peregrino da humanidade, o Menino Jesus.
Em 1228 foi edificada uma capela para consagrar o local, o que perdura até os nossos dias. Por aqui, passaram inúmeros frades franciscanos, especialmente os proto-frades: Frei Leão, Frei Rufino e Frei Ângelo.
Fizemos uma pausa em nossa meditação e contemplação, às 13h40, para podermos tomar o nosso lanche (almoço). Foi apenas um pãozinho, frutas e água.
Visita ao Santuário
A seguir, Frei Beto nos orientou, em base a alguns textos franciscanos, a uma visita pelo santuário, passando pela gruta do presépio, o pequeno refeitório onde Francisco viveu algum tempo, a cela onde ele dormia e as demais celas dos frades.
Causou-nos admiração o fato de as celas serem tão pequenas. Também o coro da Igreja onde eles rezavam. As estalas onde cada sentava não passam de 40 centímetros de largura. Por último, visitamos ainda a cela onde viveu São Boaventura e o Beato João de Parma, que aqui viveu numa espécie de exílio durante 32 anos, pelo fato de ser acusado de proliferar idéias joaquimistas.
Às 16h30, após um bom tempo de meditação pessoal, nos dirigimos até o ônibus, que nos trouxe até o Convento de Santo Antônio ao Monte, em Riete. Aqui, fomos muito bem recebidos, com um gostoso jantar, seguido de café e licor.
Assim, completamos mais uma jornada nessa peregrinação, sendo o primeiro dos sete dias que passaremos pelos mesmos caminhos onde Francisco de Assis passou, no Reviver a nossa vocação de peregrinos e forasteiros neste mundo.
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