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Basílica do Monte Alverne |
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Convento do Monte Alverne |
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La Verna |
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Hábito usado por São Francisco |
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Capela do beato Giovanni della Verna |
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Caverna usada como cela por Francisco |
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Lugar da impressão dos estigmas |
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Aniversário de ordenação de Frei Aloísio |
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Bosque em La Verna |
Diário do Peregrino
Dia 13 de julho (domingo)
Por Frei Ivo Müller (texto) e Por Frei César Külkamp (fotos)
Assis (Itália) -
Antes de mais nada, queremos justificar aos nossos internautas o atraso da publicação destes dois últimos dias, pelo fato de não termos acesso à internet no local.
Iniciamos o nosso dia de retiro no Monte Alverne, com a oração da manhã e algumas alavancas espirituais, motivadas pelo Frei Beto, conforme o resumo a seguir:
- Somos convidados a fazer uma síntese, num processo de individuação entre o humano e o divino, ao contemplar a experiência de Francisco sobre este monte;
- O encontro de Francisco com o Crucificado iniciou-se em São Damião, no abraço ao leproso;
- A experiência de Deus pressupõe a Sua proposta, num diálogo franco e sincero, que exige de nós uma resposta;
- Fazer a experiência é deixar-se conhecer por dentro. Não é uma mera dedução intelectual, mas a identificação com o próprio Deus. Por conseguinte, tudo o que fazemos enquanto religiosos, é resultante de tal experiência. Isso é inspiração divina; é experiência fundante;
- Quando nos deixamos questionar por Deus, isso nos incomoda, porque sentimos que o edifício de nossa existência, na maioria das vezes, é construído sobre a areia movediça. Não podemos permanecer na epiderme. Devemos, sim, nos deixar transformar por dentro e por fora por esta experiência, que envolve o humano no seu todo, da “cabeça às vísceras”. É uma resposta ao que se Revela. Daí, brota a consciência de nossas capacidades, mas também de nossos limites e fragilidades;
- A experiência de Deus surge no mundo e nos devolve ao mundo;
- Santa Tereza D’Avila viveu por cerca de 20 anos no convento, levando uma vida bastante medíocre. Porém, quando chegou o momento de deixar-se tocar por Deus, foi inteiramente transformada;
- A profissão religiosa, na ausência de uma profunda experiência de Deus, é um mero ato jurídico;
- Lembremos da parábola do tesouro, no Evangelho. Lembremos também que Francisco encontrou o caminho do tesouro no abraço ao leproso;
- Francisco foi um apaixonado por Cristo. Por isso, chegou aos estigmas neste monte. Segundo São Boaventura, que aqui também viveu por alguns anos a experiência de Deus, um fogo de amor o incendiou e o arrebatou;
- Proposta para o dia: Contemplar e fazer uma síntese daquilo que o Senhor nos revelou pelo caminho. O que Ele nos falou pelo caminho?
- Viver a experiência da com-paixão (pelos confrades e pelo Povo de Deus), abraçando os leprosos da atualidade, que são os excluídos do sistema, sobretudo na imensidão do nosso querido Brasil.
- Ler: Legenda Maior, 13 (veja abaixo); Fil 2,5-11.
Às 12h30, o grupo fez uma pausa em sua meditação pessoal para o gostoso almoço. Para a surpresa de todos, começou uma chuvinha leve, que foi aos poucos engrossando, com fortes trovadas e vento frio. Por causa da irmã chuva, muito bem-vinda à natureza, sedenta de água, tivemos que modificar o programa na parte da tarde. Em vez de subirmos o Monte Alverne, para as orações e a celebração eucarística, tivemos que celebrar no albergue.
Frei Beto presidiu, ladeado pelo Frei Aloísio, que hoje completa 17 anos de sacerdócio. Após o jantar, ele nos ofereceu um gostoso gelato, criando-se assim um bom momento de vida fraterna, intermediado de alguns cantos folclóricos do Brasil. Imediatamente, nos sentimos rodeados de italianos, que queriam ouvir nossas canções verde-amarelas.
FONTES FRANCISCANAS
São Boaventura - Legenda Maior
Capítulo 13 – Sobre os sagrados estigmas.
1 Francisco, homem angélico, tinha por costume nunca perder tempo na busca do bem; antes, como os espíritos supernos na escada de Jacó, ou subia para Deus ou descia para o próximo.
2 Pois aprendera a dividir o tempo que lhe fora concedido para o merecimento de maneira tão prudente que dedicava uma parte para lucros laboriosos do próximo; outra, para os tranqüilos excessos da contemplação.
3 Por isso, depois de ter se empenhado, segundo as exigências dos lugares e dos tempos, na busca da salvação, abandonando as inquietações das turbas, procurava os segredos da solidão e um lugar de sossego, onde, entregando-se mais livremente ao Senhor, limpasse o pó que porventura pudesse ter recebido por viver no meio das pessoas.
4 Por isso, dois anos antes de entregar seu espírito ao céu, foi conduzido pela divina providência, depois de múltiplos trabalhos, para um lugar elevado e solitário chamado Monte Alverne.
5 Por isso, como, de acordo com o seu costume, começasse a jejuar para fazer a quaresma de São Miguel Arcanjo, ficou transbordante pela doçura da contemplação superna, mais do que habitualmente, e, aceso pela chama mais ardente dos desejos celestes, começou a sentir num acúmulo maior os dons dos derramamentos celestes que nele se faziam.
6 Era carregado para o alto, não como curioso esquadrinhador da majestade para ser oprimido pela glória, mas como um servo fiel e prudente, investigando o que era agradável a Deus, a quem desejava conformar-se de todas as maneiras com o maior ardor.
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1 Mas, depois que o verdadeiro amor de Cristo transformou aquele que o amava em sua imagem, quando acabaram os quarenta dias que tinha decidido ficar na solidão, e tendo chegado também a festa de São Miguel Arcanjo, Francisco, o homem angélico, desceu do monte.
2 Trazia consigo a imagem do Crucificado, não gravada à mão em tábuas de pedra ou de madeira, com artifícios, mas escrita nos membros da carne pelo dedo de Deus vivo.
3 E como é bom esconder o sacramento do Rei, (cfr. Tb 12,7) o homem que era cônscio do segredo real ocultava como podia aqueles sinais santos.
4 Entretanto, como cabe a Deus revelar para a sua glória as grandes coisas que faz, o próprio Senhor, que tinha marcado em segredo aqueles sinais, mostrou abertamente alguns milagres através deles, para que a força oculta e admirável daqueles estigmas se tornasse conhecida pela claridade dos sinais.
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1 Eia, pois, valentíssimo soldado de Cristo, empunha as armas do Comandante jamais vencido, pois munido com elas insignemente, vencerás todos os adversários!
2 Carrega o estandarte do Rei altíssimo, para animar com sua visão todos os batalhadores do exército divino!
3 Carrega também o selo de Cristo, sumo pontífice, pelo qual tuas palavras e atos vão ser aceitados por todos como irrepreensíveis e autênticos!
4 Pois agora, por causa dos estigmas do Senhor Jesus, que carregas em teu corpo, ninguém te deve ser molesto, antes todo servo de Cristo está obrigado a professar-te singular afeto e devoção.
5 Esses sinais evidentíssimos, que foram comprovados justamente não por duas ou três testemunhas mas superabundamente por muitíssimas, fazem com que as manifestações de Deus em ti e por ti sejam tão dignas de crédito, que tiram aos incrédulos a mais leve desculpa,
6 enquanto confirmam os crentes na fé, elevam a confiança na esperança e inflamam no fogo da caridade.
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