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Cafarnaum Eucaristia |
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Cafarnaum Igreja construída sobre as ruínas
da casa de Pedro |
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Cafarnaum ruínas de sinagoga |
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Frades peregrinos no Mar da Galiléia |
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Kibutz |
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Magdala: Santuário das Bem-aventuranças |
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Santuário da Multiplicação dos pães |
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Santuário em memória do Primado de Pedro |
Diário do Peregrino
Dia 22 de julho (terça-feira)
Por Frei Ivo Müller (texto) e Por Frei César Külkamp (fotos)
Saímos às 08h30, em direção ao Lago da Galiléia. No caminho, ao pé do monte Arbel, está situada a cidade de Magdala, com restos arqueológicos, escavados por Frei Virgílio Corbo, no terreno da Custódia, que recordam Maria Madalena, ou seja, a sua cidade de proveniência.
Chegamos ao primeiro santuário de nosso itinerário, às 09h00. Ali, visitamos o local que traz a memória da Multiplicação dos pães, situada em Tabga. O recinto sagrado recorda todas as épocas históricas em seu pavimento mosaicado e cheio de colunas. Nos mosaicos anteriores à época bizantina se pode avistar a inscrição do Nilo, no meio de várias representações de aves e animais bíblicos. No centro da ápice, a representação dos cestos de pão e dos peixes, como memória do Evangelho. O santuário foi construído sobre estes mosaicos pré bizantinos, bizantinos, depois igreja cruzada. O santuário atual é dos beneditinos,
Tabga é um local de linda natureza, com sete fontes de água salgada. Estas fontes já aparecem mencionadas no diário da peregrina Etéria (Egeria), no quarto século. Toda a água destas fontes é desviada por um canal que contorna o lago.
A seguir, fomos a pé até o santuário do Primado de Pedro. Fomos muito bem recebidos por um frade brasileiro, Frei Neco, da Custódia do Sagrado Coração, que lá presta serviços. A construção atual foi feita pelos franciscanos no ano de 1968 sobre as ruínas bizantinas, mediante uma doação do Papa Paulo VI, que ao visitar o local, se sentiu tocado por Deus para ali interceder a construção de uma Igreja. No centro há uma rocha, onde é situada a Mensa Christi. Na margem do lago, se podem avistar algumas pedras, que representam as pedras onde Jesus pisou, ao sair do lago, segundo a peregrina Etéria.
Dando seqüência ao nosso itinerário, fomos até Cafarnaum. Trata-se de uma cidade em ruínas. O lugar é muito importante porque nos traz à memória os fatos bíblicos da casa de Pedro, onde Jesus estivera muitas vezes. Até o século passado era um lugar abandonado, com montes de pedras sobre o terreno. Os franciscanos adquiriram o terreno e começaram as escavações, sob a coordenação de Frei Virgílio Corbo. Encontraram restos de uma sinagoga contemporânea de Jesus, onde fora edificada uma outra, posteriormente. As pedras da entrada do sítio, à direita, são desta sinagoga, com a estrela de Davi e a Arca da aliança, esculpidas sobre as mesmas. Nas ruínas da sinagoga se pode localizar o matroneu, na parte de trás, onde poderia ser também uma sala da catequese sinagogal. Atrás desta, passava o Cardo Maximum da cidade romana. Do lado norte, pedras de moinhos de farinha e azeite. Como são tantas, a hipótese levantada é que poderia ser um lugar de venda destes moinhos, escavados na pedra basáltica, típica da região. Depois, no lado oeste, mosaicos e uma pedra da estrada romana, provavelmente da Via maris, que indicava a quilometragem. Na parte sul, os restos das casas e, a Casa de Pedro, onde Jesus visitava e fazia os milagres, como exemplo, a cura da sogra de Pedro. A Igreja atual está construída sobre os restos desta casa, que se transformou em Domus Ecclesia, no primeiro século, em forma octogonal. Depois, veio a época bizantina e a cruzada por cima. A igreja atual é do ano 1986. Muitos peregrinos apelidam esta Igreja de Disco voador. Ali, celebramos às 11h00 a Eucaristia, presidida por Frei Nivaldo e ladeada por Frei Antônio Marcos e por Frei Osmar.
Terminada a celebração, nos dirigimos pelo lado oriental do Lago, até o Kibutz En Gev. Lá, saboreamos o peixe de São Pedro, como prato principal do cardápio oferecido à maioria dos que freqüentam o ambiente. Em seguida, fizemos uma visita teleguiada ao Kibutz, onde fotografamos vacas, avestruzes e outros animais.
Os Kibutzin começaram em 1909, no sul deste lago, com ideologias marxistas e cristãs, pelos judeus russos. Os seus membros vivem a vida em comum, muito semelhante ao nosso modo de viver. Para entrar, somente se for judeu, que tenha vivido um ano numa família de judeus, e que passe pelos critérios do regulamento do Kibutz. Têm vinte dias de férias ao ano, para visitar sua pátria, ou familiares. As crianças, no passado, viviam em forma de orfanato, educadas por pedagogos devidamente preparados neste modo de viver. Atualmente, são educadas pelos próprios pais, para que assimilem melhor os valores familiares. Os membros normalmente, são a-religiosos. Mas quando se reúnem 10, podem formar uma comunidade sinagogal. Quanto ao trabalho, se dedicam, na sua maior parte à agricultura e agropecuária. A alta produção de frutas, com a tecnologia ultra moderna de Israel é consumida dentro do país (turismo, restaurantes, hotéis, consumo comum), mas também é exportada. Também se dedicam na rede hoteleira e de restaurantes. Formam um grande capital, com o enriquecimento do Kibutz, e o restante vai ao governo. Os seus membros, como voluntários, não recebem salários, mas vivem bem com todo o conforto favorecido dentro desta organização.
Após a visita, entramos num barco que estava nos esperando para a travessia do Mar da Galiléia. Este mar é formado pelas águas das três nascentes do Rio Jordão. Está situado a 210 m abaixo do nível do mar. Tem 21 Km de comprimento por 11 Km de largura. Daqui, é recolhida a maior parte da água que é distribuída a todo o Estado, por exemplo, à distância de 180 Km (Jerusalém) e 450 Km (Eilat). Os peixes multiplicam-se em abundância, favorecendo a vida dos pescadores desta região. Este lago foi santificado por Jesus. Sabemos, dos Evangelhos, que este lago foi cenário onde: Jesus caminhou sobre as águas, acalmou a tempestade, onde aconteceu a pesca milagrosa, onde Jesus apareceu naquela noite aos discípulos… Todas as palavras e discursos são pouco diante da beleza e maravilhas que sobre este lago se pode meditar ou contemplar!
Aportamos em Tiberíades, num calor de quase 50ºC e lá visitamos o Santuário dedicado a São Pedro, ao lado da Casa Nova.
Tiberíades é uma cidade no norte de Israel, situada às margens do Mar da Galiléia. É uma das quatros cidades sagradas no judaísmo e conta com cerca de 40.000 habitantes. Leva o nome do imperador romano Tibério. Durante a época das cruzadas, foi sede de um principado homônimo, também chamado de Principado da Galiléia.
Como último santuário do dia, visitamos as Bem-aventuranças. A linda paisagem e a panorâmica desta colina nos inspira a meditar o Sermão da Montanha. A tradição oral foi transmitida à história como sendo este o lugar onde Jesus proferira aquele maravilhoso discurso. Segundo o diário da peregrina Etéria, o lugar verdadeiro estava localizado a uns 500 metros desta Igreja, perto do lago, onde foram encontradas ruínas de um antigo mosteiro do século IV. O santuário atual foi construído em 1938 por uma associação italiana dedicada às missões, no terreno da Custódia da Terra Santa. É coordenado por um grupo de Irmãs.
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