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Santo Sepulcro |
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Calvário |
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Basílica do Santo Sepulcro |
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Celebração Eucarística no Santo Sepulcro |
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Celebração Eucarística no Santo Sepulcro |
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Ícone da Unção do Corpo de Cristo |
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Explanada do Tempo, ao fundo Mesquita de Al Aqsa |
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Muro das Lamentações |
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Muro das lamentações |
Diário do Peregrino
Dia 28 de julho (segunda-feira)
Por Frei Ivo Müller (texto) e Por Frei César Külkamp (fotos)
Fomos correndo para o Sepulcro de madrugada, para a missa solene, que aconteceu às 07h30. A Eucaristia foi presidida por Frei Fernando, acompanhada de mais dez concelebrantes. Este foi o número que coube dentro da ante-sala do Santo Sepulcro.
A grande Basílica do Santo Sepulcro engloba o Calvário, a Pedra da Unção, o Santo Sepulcro, o lugar da aparição às Marias e o encontro das Cruzes. O lugar era fora dos muros da cidade do tempo de Jesus. Era um lugar rochoso, onde fora construído o túmulo, doado por José de Arimatéia à família de Jesus.
Era um dos lugares mais freqüentados pelos primeiros cristãos, que não tinham aqui nenhuma igreja. Em 135, o imperador Adriano resolveu apagar a memória dos cristãos, construindo um templo a Júpiter e a Vênus. Em 326, com a vinda do imperador Constantino, o iluminado dos cristãos, construiu-se uma enorme basílica, englobando todos os lugares acima mencionados.
Este lugar passou pela destruição dos muçulmanos, turcos e otomanos, e também por terremotos. Por isso, a atual basílica consta apenas de restos dos tempos anteriores. A reconstrução feita pelos cruzados foi retomada por Constantino Monômaco em 1048. A grande cúpula foi refeita em 1869 e em 1949, por causa de incêndios.
A presença franciscana no Santo Sepulcro é desde 1309. Desde a entrada dos franciscanos até o início do século passado, todos deviam pagar o ingresso para entrar nesta basílica, porque os muçulmanos não abriram mão do cuidado da porta, que continua até hoje na mão de uma família muçulmana.
Somente com o acordo do Status Quo, feito no século passado, entre católicos, gregos ortodoxos, armênios ortodoxos e coptos ortodoxos (somente a parte de trás da edícula), os peregrinos passaram a ser isentos do pagamento de ingresso.
Cada comunidade, porém, além das regras do status quo sobre horários e espaços a serem usados em comum, deve pagar um contributo à soma exigida por essa família, encarregada de abrir e fechar a porta da basílica. À noite, ninguém pode entrar ou sair da basílica, a não ser nos horários de celebrações solenes das comunidades.
Após um gostoso café que nos foi ofertado no São Salvador, nos dirigimos pelos labirintos da Cidade Velha até o Muro das Lamentações. Este muro é a única parte que sobrou da destruição do Segundo Templo pelos romanos no ano 70 d.C.
Os judeus lamentam a perda do templo e imploram a vinda do Messias, para a reconstrução do Terceiro Templo. Fazem as suas orações, com suas inclinações, com os Tefilin (cf. Dt 6,8), que contém trechos da Toráh.
Também celebram a Bar Mitzvah, que é a introdução dos adolescentes na Toráh, com 12 anos de idade. Eqüivale à nossa crisma. É importante notar as suas vestes próprias, e a separação entre homens e mulheres, cada um no seu recinto.
Dando seqüência à nossa peregrinação, entramos na Explanada do Templo. O nosso escopo era visitar as Mesquitas. Porém, as encontramos fechadas. Segundo testemunhos locais, não as abrem ao público desde muito tempo, a não ser para as orações dos muçulmanos.
Algumas datas são importantes para se localizar no tempo e no espaço da Explanada do Templo:
- 1070-970: Davi ergue um altar a Jahvé nesta colina;
- 970-931: Salomão constrói o Primeiro Templo;
- 587: Destruição do Primeiro Templo pelos babilônios;
- 520-515: Construção do Segundo Templo, com a volta do Exílio;
- 70 d.C: Destruição do Segundo Templo pelos romanos;
- 134: Adriano constrói estátuas a Júpiter, e estátuas aos imperadores Adriano e Antônio Pio;
- 691: Construção da Mesquita de Omar (cúpula dourada);
- 711: Construção da Mesquita de Al Aqsa;
- 1100: Os Cruzados transformam a mesquita de Omar em Igreja e a mesquita de Al Aqsa em palácio;
- 1188: Saladino restitui as mesquitas aos muçulmanos.
A Mesquita de Al Aqsa é uma das maiores do Oriente Médio, onde os fiéis se reúnem para as devoções próprias, precedidas pelas purificações, do lado de fora. Conserva, à direita de quem entra, restos arqueológicos da época dos cruzados. Destaque são as colunas. A sala de oração mede 90 x 60m.
A Mesuita de Omar é o monumento melhor decorado em Jerusalém. Ao centro, estava o altar onde eram oferecidos os sacrifícios no Templo pelos sacerdotes.
Neste lugar, sobre a rocha, se recorda o sacrifício de Isaac, o lugar onde Jesus expulsou os vendilhões, bem como o lugar onde Maomé subiu até os céus, montado numa mula. É o terceiro lugar mais importante do mundo para os muçulmanos, depois de Meca e Medina.
Terminamos as visitas oficiais na Terra Santa às 11h15 e viemos de volta à Ain Karem, para o almoço com os frades da comunidade. Às 15h00, retornamos à Jerusalém para as compras do interesse de cada participante.
À noite, terminamos a jornada com um momento de recreação, à base de amêndoas, pistache, amendoins e outras sementes orientais, regadas à suco de cevada e outras bebidas.
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Mesquita de Omar |
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