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       São Paulo, 23/05/2012, 15:17          
 
   
 

1. O risco de ser taumaturgo
2.
Santo Antônio Pregador
3.
Santo Antônio místico
4.
Santo Antônio apologeta e exegeta
5.
Conclusão

5. Conclusão

Diz o Pe. Fernando Lopes: “O Santo Antônio que nosso povo traz no coração, nas lendas, nos seus cantares e rezas, é um Santo que ele para seu uso talhou. Na sua alma criança, na cadência muito simples da suas xícaras, na moldura de mangericos e cravos, só cabia um Santo reduzido a proporções de pequenino”. (8)

Acho feliz a expressão: o Santo Antônio que conhecemos foi “talhado”pelo povo, segundo seu engenho e arte, como resposta às suas necessidades. Talharam este Santo e assim o conhecemos, porque assim no-lo transmitiram as gerações. Não diria que deformaram Santo Antônio, mas sim que o refizeram muito incompletamente, muito imperfeitamente, muito despojadinho. No afã de aproximá-lo, fizeram-no do povo, esquecendo o sábio, o letrado, o escritor, tudo aquilo que, afinal, faz Santo Antônio ser ao natural diferente.

  1. O franciscanismo, Edit. Vozes 1944, p. 89ss
  2. Idem, ibidem
  3. P. Lopes, Santo Antônio de Lisboa Doutor Evangélico, Braga, 1954. 2ª edição, p. 101.
  4. S. Antonius Patavinus auctor musticus, in Antonianum, 1932, p. 39ss
  5. Revista Lúmen, junho 1946. Transcrito in REB, setembro de 1946, p. 744ss.
  6. P. Ilídio de Souza Ribeiro, Ibidem
  7. Boaventura Kloppenburg, S. Antônio Doutor Evangélico, REB, junho, 1946, p. 249
Op. Cit., p.248

(*) Frei Hugo Baggio faleceu aos 61 anos de idade. É autor de 40 livros sobre espiritualidade e diversos artigos, como este, que escreveu para a Revista Grande Sinal, editada pela Vozes, em 1981.

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