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5. Conclusão
Diz o Pe. Fernando Lopes: “O Santo Antônio que nosso povo traz no coração, nas lendas, nos seus cantares e rezas, é um Santo que ele para seu uso talhou. Na sua alma criança, na cadência muito simples da suas xícaras, na moldura de mangericos e cravos, só cabia um Santo reduzido a proporções de pequenino”. (8)
Acho feliz a expressão: o Santo Antônio que conhecemos foi “talhado”pelo povo, segundo seu engenho e arte, como resposta às suas necessidades. Talharam este Santo e assim o conhecemos, porque assim no-lo transmitiram as gerações. Não diria que deformaram Santo Antônio, mas sim que o refizeram muito incompletamente, muito imperfeitamente, muito despojadinho. No afã de aproximá-lo, fizeram-no do povo, esquecendo o sábio, o letrado, o escritor, tudo aquilo que, afinal, faz Santo Antônio ser ao natural diferente.
- O franciscanismo, Edit. Vozes 1944, p. 89ss
- Idem, ibidem
- P. Lopes, Santo Antônio de Lisboa Doutor Evangélico, Braga, 1954. 2ª edição, p. 101.
- S. Antonius Patavinus auctor musticus, in Antonianum, 1932, p. 39ss
- Revista Lúmen, junho 1946. Transcrito in REB, setembro de 1946, p. 744ss.
- P. Ilídio de Souza Ribeiro, Ibidem
- Boaventura Kloppenburg, S. Antônio Doutor Evangélico, REB, junho, 1946, p. 249
Op. Cit., p.248
(*) Frei Hugo Baggio faleceu aos 61 anos de idade. É autor de 40 livros sobre espiritualidade e diversos artigos, como este, que escreveu para a Revista Grande Sinal, editada pela Vozes, em 1981. |