Como se chega a ser clarissa
O primeiro sinal de vocação está no querer: “Eu quero ser Clarissa”. Par isso, exige-se algumas qualidades consideradas indispensáveis: alegria, espírito de sororidade e fraternidade e de serviço, gosto pela oração, saúde física e equilíbrio psíquico.
Qual o primeiro passo a ser dado para ser clarissa?
Entrar em contato com algum Mosteiro, escrevendo, telefonando ou visitando pessoalmente.
Quais as etapas para ser clarissa?
Candidata - A jovem vocacionada deve manter contato com o mosteiro até o ingresso. É uma fase importante de discernimento em que terá um acompanhamento vocacional, e poderá fazer um pequeno curso vocacional. A jovem pode escrever, telefonar ou visitar o Mosteiro. Este tempo perdura quanto for necessário, e a jovem não tem nenhum compromisso com o Mosteiro, pois está discernindo a vocação.
Estágio ou experiência – Se quer mesmo viver a vida clariana, ao ingressar no Mosteiro, fará um mês de estágio ou de experiência dentro do claustro. Concluído este tempo, decidirá se deseja avançar. A comunidade também faz a sua avaliação em relação à jovem, depois deste período.
Postulante - O postulantado marca um tempo de preparação para o início da vida religiosa clariana, e tem a duração de um ano, em geral; pode ser prolongado, se for necessário.
Noviça: Concluído o tempo do postulantado, numa cerimônia familiar, a jovem recebe o hábito clariano, marrom, com o véu branco, a corda sem os nós, e a coroa franciscana. Inicia o noviciado, que é um tempo de aprofundamento na espiritualidade e no ideal abraçado, e uma preparação mais intensa para a profissão dos votos na Ordem de Santa Clara. A Irmã noviça já faz parte da família clariana.
Profissão temporária (juniorista) - Terminado o noviciado, que dura dois anos (e pode ser prolongado por algum tempo), a noviça, com plena liberdade, fará os votos temporários de pobreza, castidade e obediência e clausura, por três anos. Este período de juniorato poderá ser prolongado por mais três anos.
Profissão perpétua de votos solenes: Enfim, chega a última etapa. Com este período a irmã é integrada definitivamente na Ordem de Santa Clara, prometendo perpétua fidelidade como resposta ao amor incondicional de Deus. A irmã costuma permanecer até o fim de suas vidas no mosteiro que ingressou. Somente deixa o local no caso de ser transferida para uma nova fundação ou prestar auxílio em outro mosteiro.
Texto do livro “Nas pegadas de Clara de Assis”, das Clarissas do Mosteiro de Nazaré em Lages (SC) |