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       São Paulo, 22/11/2008, 07:25          
 

                Hanseníase ganha campanha
no rádio e na TV

Cartaz que o governo federal vai distribuir

Por Aguinaldo Ap. Campos, especial para este site

Brasília (DF) - Aconteceu na capital federal, de 01 a 04 de julho, a “Reunião Anual de Hanseníase 2008”. A equipe do Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase compareceu ao evento que reuniu profissionais ligados à área de Dermatologia Sanitária, em especial, os coordenadores estaduais e municipais especializados em Hanseníase, além de ONG’s, autoridades governamentais e imprensa.

Na solenidade de abertura, o senhor Frutuoso, representante do CONASS, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde, falou da necessidade de reorganização do programa “Saúde da Família”, responsável pela grande maioria de atendimentos à saúde e lembrou que o CONASS tem a responsabilidade, dever e cuidado por aqueles que fazem a assistência à saúde. “É preciso fortalecer a atenção primária e que a informação chegue a todos os pontos desse país.”, finalizou.

O presidente do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, MORHAN, Artur Custódio Moreira de Sousa, comemorou as ações do movimento social que completa 27 anos. Disse que agora é preciso discutir a questão da reabilitação dos pacientes e que a avaliação e controle da Hanseníase precisam ser sempre objetos de discussão.

Tomando a palavra, Isabel Maria Madeira de Loureiro Maior, Coordenadora Geral da Coordenação Nacional de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência da Presidência da República, lembrou que em 2008 comemoram-se 60 anos dos Direitos Humanos no Brasil e que a “Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência” será aprovada pelo Congresso Nacional, o que significa dizer que os direitos do deficiente ficarão acima dos direitos gerais. Ainda comentou que, além de direito, a saúde deve proporcionar mais que o tratamento: “Se alguém tiver seqüelas, que possam ser revertidas e a pessoa voltar para o seu cotidiano, para a ressocialização.” e arrematou dizendo: “Ainda vemos medo e discriminação pelas pessoas com Hanseníase. Isso os Direitos Humanos não perdoam. A diversidade deve ser preservada”.

Em seu pronunciamento, a Coordenadora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, do Ministério da Saúde, Dra. Maria Leide Wan-Del-Rey de Oliveira, comemorou os avanços no sentido de controlar a doença no país. Insistiu em que só se deve pensar em eliminação para 2011 e que isso exige um aumento no número de detecções para que, então, haja diminuição e controle efetivos. “Eu queria que todas as secretarias de saúde dos municípios estivessem integradas, unidas para esse combate. A Hanseníase é uma doença que não acaba com a alta. Isso requer atenção por parte do paciente também. E, na outra ponta, é preciso trabalhar a gestão de medicamentos”. Ao final, disse que é preciso atacar a doença com sustentabilidade: “Há uma série de resultados de processo que eu espero se tornem resultados de impacto”.

A Campanha: “Saúde, é bom saber!”

Fechando a solenidade, o Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Gerson de Oliveira Penna, apresentou a campanha de combate à Hanseníase, lançada no domingo, 06/07, em rede nacional de TV e Rádio, no horário nobre. A primeira inserção foi feita nos intervalos do programa da Rede Globo de Televisão, “Fantástico”, e, durante a semana, nos intervalos da novela “A Favorita”. Ele Observou que a campanha ficará no ar de 06 a 20 de julho, enfatizando que as peças publicitárias nasceram de discussões sobre o cenário em que a Hanseníase deveria ser trabalhada: “O objetivo é a prevenção com educação fazendo com que a pessoa vá ao posto de saúde ao se apropriar das informações. O conceito da campanha é “Saúde, é bom saber!”. Sua relevância está na informação e humanização”, concluiu. A Dra. Maria Leide ainda teve tempo para pontuar que a Campanha está sendo gestada há 01 ano e que 2 milhões de panfletos serão distribuídos. Disse que é a primeira vez que uma campanha consegue tal suporte e abrangência. “O segundo semestre será de grande mobilização pois haverá muitas demandas por conta da campanha; 50 Secretarias Municipais de Saúde trabalharão com o Ministério de Saúde nas áreas consideradas hiperendêmicas, além de fazer a distribuição de 50.000 CD’s e manuais para os agentes de saúde. Realmente não me lembro de uma atenção à Hanseníase como essa anteriormente.”

Veja as peças da campanha

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CONHEÇA O PROJETO FRANCISCANOS PELA ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE

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