| Imagens Frei James Ferreira Gomes Neto |
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Esq. para dir: Fr. Laerte, Fr. Kitadika e Fr. Almir |
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Frei James F. Gomes Neto em Lubango |
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Frei João Major Serrote é estudante |
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Frei Angelo Vanazzi mora em Katepa |
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Padaria do Projeto Nossos Miúdos |
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Igreja en Lubango |
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Clarissas de Lubango |
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Fraternidade da Porciúncula, em Viana |
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Mercado na Cidade de Malange |
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A nova e moderna Luanda |
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Museu dos Escravos |
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Frei James e crianças em Lubango |
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Aldeia Bola-Cassaxi |
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Igreja em Kangandala |
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Pós-Noviciado em Viana |
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Herança da guerra em Kibala |
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Vista panorâmica de Luanda |
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A visão do Miradouro |

Passei um pouco mais de um mês em terras de Angola. Não tenho a pretensão de fazer uma análise acabada e exaustiva da vida e da missão dos frades naquelas terras. Não posso julgar o que vi ao longo de perto de quarenta dias. O mistério de Angola é bem maior do que as minhas reflexões. Desejo apenas, e somente, partilhar algumas impressões de umas poucas andanças em terras angolanas.
Cheguei a Angola na manhã de 19 de julho deste ano de 2007. Era um dia de sol, como todos os dias do cacimbo (tempo da seca). A viagem havia começado em Guarulhos no dia 18. Na verdade, iniciara antes, dia 17, saindo de Petrópolis com Frei Samuel, passando pelo Mosteiro das Clarissas de Nova Iguaçu que tinham uma pequena encomenda para as co-irmãs de Lubango. Ao chegarmos a Guaratinguetá, pelas 18h00, a televisão mostrava as cenas dantescas do acidente com o avião da TAM. Parecia ficção, mas era realidade. No dia seguinte eu deveria tomar o avião para Luanda com troca de aeronave em Johanesburgo, na África do Sul. O avião aterrou (como dizem os portugueses e angolanos) em torno do meio dia, em Luanda. Aliás, em Angola não há hora precisa. Tudo acontece pelas... e nunca no horário marcado. A impressão que se tem é a de um povo com todo o seu tempo, sobretudo, depois da guerra. Sobrevoamos Luanda. Do alto tudo parecia seco. As casas da periferia eram cobertas de zinco ou outro material preso apenas por tijolos ou pedras. Do alto, e depois de perto, era tudo empoeirado. Ficamos dentro da aeronave da South África Air Lines durante uns quinze minutos antes do desembarque. A chegada no aeroporto não é agradável. O exame dos passaportes, a passagem na alfândega, a demora, as filas... os empurrões... a demora... a demora... a lentidão. E lá fora Frei Sebastião Kremer esperava... esperava. Em Angola há sempre que esperar..
Em Luanda, os frades moram no Palanka, terras da periferia, perto de ruínas de um majestoso seminário dos espiritanos portugueses, benfeitores da Igreja de Angola. Os frades estão convenientemente providos do necessário nos espaços que eram ocupados pelo galinheiro dos espiritanos. O caminho entre o aeroporto e a casa dos frades, quartel general da missão, é longo porque consiste em estradas cheias de buracos, com desvios, sempre de novo buracos, poeira, trânsito caótico. Muitas das vias expressas estão sendo feitas pelos chineses e brasileiros, entre outros. Dias virão em que a cidade de Luanda será rasgada por belíssimas avenidas. Quem viver, verá.
Na sexta-feira, dia 20 de julho, estivemos todos em Viana, onde moram Frei Laerte, Frei Afonso, Frei Serrote e Frei José Urley. Estivemos à noite para um encontro fraterno. Estradas difíceis de serem vencidas com buracos, poeira, buracos de todos os tamanhos. Desculpem se insisto. Viana é um lugar extraordinário. Tornou-se em agosto sede de diocese. Há um sem-número de casas de religiosos e religiosas. As Franciscanas Hospitaleiras construíram lá vários prédios. E há muitos outros religiosos: jesuítas, teresianas... Quando as grandes estradas estiverem concluídas será fácil acessar o município. Lá voltei no dia 2 de agosto para celebrar a festa de Nossa Senhora dos Anjos.
Em Luanda os frades trabalham na Paróquia de São Lucas. Frei Ângelo José Luiz é o pároco. As liturgias e catequeses são dirigidas pelos angolanos e por irmãs franciscanas brasileiras. As mulheres estão sempre vestidas com roupas vistosas e alegres e há cantos na língua de algumas etnias, cantos alegres, repetitivos, com danças e movimentos do corpo. Num domingo, enquanto eu fazia a homilia, um senhor angolano traduzia o português para a língua dos assistentes. Dizia o que eu dizia e, certamente dizia mais do que tinha dito. Enquanto eu olhava o tradutor via que uma andorinha trazia galhos para fazer o ninho no interior da igreja... Há vida nas celebrações, sobretudo os cânticos na hora das ofertas de dons e dinheiro...
Passei os dias 23 a 28 de julho numa belíssima cidade do sul da Angola, Lubango. Fiz a viagem de avião com Frei James do Provincialado e Frei Laerte de Luanda. A finalidade de minha viagem foi fazer algumas palavras às Clarissas do local. Os dois outros confrades foram tomar providências a respeito de um terreno da Fundação que lá existe. Fomos de avião. Sempre há demora de horas para o check-in nos aeroportos. Fizemos uma boa viagem. Viagem de uma hora. Lubango situa-se em torno de 1000 km ao sul de Luanda. Está a 1700m de altura. Lá também havia a seca. O céu sempre estrelado. Instalamo-nos nas Clarissas. Frei James e Frei Laerte haveriam de se ocupar do terreno que a Fundação tem na cidade. Lá se pretende fazer um prédio para o Noviciado. Dizem que Lubango é a menina dos olhos do Provincial Frei Augusto. Os Capuchinhos nos receberam no aeroporto. As Irmãs Clarissas têm um mosteiro agradável. Há muitas angolanas e algumas mexicanas. Estas mesmas irmãs estavam em Kibala. Durante os horrores da guerra houve irmãs que tinham sido seqüestradas e o mosteiro foi fechado. Elas viveram aqui e ali até conseguirem construir o atual mosteiro. Belíssimas as noites africanas de Lubango. Lembrei-me muito do Pequeno Príncipe. Imagino que as descrições de Antoine de Saint-Exupéry a respeito das estrelas, do deserto e do firmamento tenham sido feitas num lugar como este. E à noite fazia frio. Muito frio. Chegava-se a dormir com dois cobertores. Nem sempre se tinha eletricidade e água quente... Aliás, em toda parte nem sempre há água, nem sempre há eletricidade, nem sempre há o que se quer. Lembro-me com gratidão do Capuchinhos. Havia um que tinha o curioso nome de Kitadika... Disseram-me que Lubango, no tempo dos portugueses, se chamava Sá Bandeira... Voltei no sábado 28 de julho para Luanda. As companhias aéreas locais marcam a apresentação no aeroporto com duas horas de antecedência ao momento da partida do vôo. Como foi penoso o acesso à sala de espera em Lubango! Ao chegarmos a Luanda o despacho e entrega das bagagens durou mais de duas horas... Não sabia mais onde achar paciência. Aliás, a viagem a Angola provou minha pouca paciência. Lubango é uma cidade elegante, com belas construções, montanhas escuras nuas, ao fundo... Dizem que a cidade pouco ou nada sofreu com a guerra... Pena que Lubango, a partir de Luanda, só possa ser atingida por avião. É muito longe da capital e de onde estão os frades.
No sábado 28 de julho, chegavam também ao aeroporto de Luanda, pelas 14 ou 15 horas Frei Johannes Bahlmann e Irmãs Amandinas, geral e provinciais, que desejam instalar-se em Angola. Parece que vão morar e trabalhar em Malanje. A casa do Palanka ofereceu refeições para as irmãs que ficaram hospedadas na hospedaria das Clarissas, cuja abadessa é a Madre Fabíola.
Tive um domingo interessante na capital de Angola. Celebrei, às 7h30, na capela das Clarissas. Mosteiro cheio de vocações! Uma única espanhola, a abadessa, e muitas irmãs... Talvez entre professas e noviças mais de cinqüenta. E a afluência de povo é grande. As pessoas precisam ficar de pé, porque não há lugar. Espalham-se dezenas de banquinhos de plástico pelo pátio exterior das freiras. Estão fazendo uma grande ampliação para o fundo e para os lados na capela das irmãs. Sempre de novo as mulheres vestidas com seus panos vistosos e seus turbantes nas celebrações na capela das irmãs. Recolhimento e piedade. Ninguém conversa. Não há entra e sai da igreja. As crianças se sentam nos degraus do altar comportadamente. Ninguém entra na igreja durante a leitura de um texto bíblico ou no momento da homilia do sacerdote. Um povo respeitoso... Há certas pessoas que seguem a missa num missal dominical ou mesmo cotidiano com imensa compenetração. As Clarissas cantam em português, na língua das etnias e alguma coisa em latim. Há danças nas procissões de oferendas e em outros momentos. Graciosas eram, aos meus olhos, as danças das Clarissas em Malanje. Neste mesmo domingo o ministro e assistente nacional da OFS reuniram terceiros franciscanos no quintal dos Capuchinhos, em Nossa Senhora de Fátima de Luanda e falei-lhes a respeito do tema da vocação do franciscano secular. Havia um bom número, também de jovens. Já tinha tido, na semana anterior, dia 21 de julho, um contato com a equipe de dirigentes da OFS em Angola. Espero que a Ordem Franciscana Secular possa fazer seu caminho. Dependerá muito do entusiasmo e dedicação dos nossos frades. Nem sempre os frades conseguem atinar com a importância dos leigos no seio de nossa família franciscana.
Na semana de 30 de julho a 3 de agosto preguei retiro e animei reflexões de estudo para as Clarissas de Luanda. As noviças, e quase todas as irmãs, traziam caderneta, caneta... e anotavam tudo com muito cuidado... Tomei temas em torno da espiritualidade franciscana e clariana (oração, fraternidade, etc). Um auditório extremamente atento.
Tive a alegria de pregar um dia de retiro para alguns terceiros. O retiro foi em Viana. Ao ar livre. Sob uma tenda. Tempo quente, mas não demais. Os participantes seriam uns trinta. Tentei conversar sobre as linhas de base da vida e da missão do franciscano secular. O espaço de Viana é primoroso. O local tinha sido uma estalagem ou hotel. Há umas representações gigantescas de animais no terreno: leões, elefantes... Um local muito curioso e bonito. Pena que os buracos das estradas impeçam rápido acesso...
Num daqueles dias tive ocasião de conhecer a padaria do Frei Márcio, ver os locais, conhecer a casa dos meninos... Belo o trabalho de nosso confrade mineiro. Ele me levou também para conhecer todas as comunidades da Paróquia de São Lucas, nesse Palanka cheio de igrejas crentes, de buracos, de poeira....
No dia 5 de agosto, depois de celebrar para as Clarissas, tive a alegria que animar uma manhã para os catequistas das diferentes comunidades da Paróquia de São Lucas. Tentei pintar o perfil do catequista. Isso se deu no quintal perto do Palanka, sob as árvores, em bancos de concreto. Depois da palestra houve círculo, plenário e missa. Fiquei muito bem impressionado com alguns relatores dos círculos. Alguns daqueles rapazes sabiam exprimir-se com muita propriedade e tinham, coisa rara lá e aqui, senso crítico. Muitos deles estão cursando a faculdade. Seria por aí um jeito de conseguir lideranças em Angola, em Luanda, em nossas missões? Foi uma das manhãs mais proveitosas da viagem. À tarde tive a oportunidade de andar pela Luanda bonita, à beira mar com Frei Evaristo Spengler de Malanje que estava em Luanda com a irmã Tuti. A irmã de Frei Evaristo foi excelente companhia, mostrou espírito de serviço e, quem sabe, um dia tomará a decisão de ser voluntária na África! Nesse dia, Renato, irmão de Frei Evaristo, voltava para o Brasil depois de ter passado um mês visitando o irmão e as terras angolanas. Fiquei impressionado com os prédios do Banco Nacional, as vitrines, as fortalezas e as avenidas amplas e sem buraco. Foi uma tarde de domingo muito agradável. Mais tarde, quase no final da viagem, tive ocasião de visitar as dependências do belíssimo prédio do Banco Nacional construído pelos portugueses. Uma conhecida de uma amiga minha da Guará trabalha no Banco e levou a mim e a Frei Laerte para conhecer os meandros do prédio. Uma beleza!!! Conversamos muito, Evaristo e eu, sobre as coisas da Província. Relembramos o tempo da turma dos gafanhotos na época da Teologia... quando todos moravam no Sagrado e o corredores ferviam...
A partir de 6 de agosto começaria a etapa Malanje que terminaria na sexta-feira, 24 de agosto. Na ida, sempre o tumulto do aeroporto. Na volta as coisas foram mais simples. Lembro-me ainda do avião da Embraer a serviço de uma companhia angolana. Lembro-me dos momentos em que Tuti e Evaristo esperavam a minha partida, todos sentados num aeroporto aos pedaços, todo cheio buracos feitos por metralhadoras quando a guerra devia sufocar as gargantas e matar a esperança...
Nossa missão em Malanje é espaço de trabalho pesado, de vida dura, mas de encantamento. Ali, no Katepa, os frades amam, trabalham, vivem, sofrem, conhecem geradores que quebram, bombas que não funcionam, pegam malária, curam-se dela. No prédio da Katepa há vida... Há cheiro de missão, há gosto pelo povo, tudo pobre, quase miserável… quase Rivotorto. Mas todos gostam de voltar à Katepa. Certamente o Frei Ângelo Vanazzi há de melhorar as coisas... mas deixará um gosto de Rivotorto aqui ou ali. Mateus, um pequeno que manca, trabalha em nossa casa e quer ser frade. Ele reza, estuda e trabalha. E lá também pegam malária... Ah! o mistério e o encantamento da Katepa...
Também em Malanje foi-me dada ocasião de pregar para as Clarissas. Tive a sorte de aí me preparar e preparar as irmãs para a festa de Santa Clara... A abadessa, Irmã Terezinha, é angolana e além de muitas vocações locais há ainda algumas irmãs espanholas. As irmãs trabalham muito... Lutam com dificuldade. Quase não conseguem sobreviver... As pessoas trazem baterias para serem recarregadas... e assim as irmãs ganham uns trocadinhos... Com os frades da Katepa, do Seminário e com Irmãs Franciscanas de São José e das Franciscanas Missionárias de Maria celebramos o trânsito da Mãe Clara na tardinha de 10 de agosto no Mosteiro das Clarissas...
Não é tão fácil colocar no papel as impressões malanjinas. Malanje estava em festa. A Diocese comemorava 50 anos de ereção e o Bispo basco, Dom Luiz Maria, comemorava 25 anos de bispo. Houve, no sábado, 11 de agosto, a missa dos catequistas. Estes são figuras ímpares. Durante o tempo da guerra esses homens simples, quase sem letras e muitos sem letra alguma, cuidaram de preparar os fiéis para os sacramentos quando estes eram possíveis. Alimentaram a fé do povo com sua fé e seu testemunho. Certamente animavam a vida cristã da gente por meio de celebrações. Nenhuma mulher havia naquela assembléia de catequistas. As mulheres, na realidade, não contam muito. Curiosamente na missa em questão não houve leitoras, mas somente leitores. O Bispo entregou aos catequistas das diferentes aldeias diplomas do Vaticano. Havia catequistas humildes, simples, mais jovens e alguns bem velhos. Alguns chegaram para a festa tendo percorrido quatrocentos quilômetros em bicicleta. Gente brava. Esses são os verdadeiros transmissores da fé cristã. Vestiam todos uma camiseta com os dizeres alusivos ao jubileu. E nos pés sapatos furados, no corpo roupa surrada, mas fé no coração...
Tocante, longa e bela foi a celebração do dia seguinte, dia 12, no pátio da catedral. O local tinha sido belamente preparado. Era a grande festa. A missa começou com um pequeno atraso. Os bispos que tinham tomado o avião em Luanda estavam atrasados. Haveriam de chegar no meio da celebração e nela se encaixariam. Vieram numerosos esses bispos. Mas no sol quente estavam muitas religiosas e muitos religiosos. Quantos padres portugueses deram sua vida por Angola! Havia uma figura muito querida, Irmã Celeste, beirando os oitenta anos, Franciscana de São José. Estava lá com seu tailleur azul marinho, roupa de domingo... Havia a tambula...a procissão de oferendas... enorme... que não acabava... mandioca, fungi, laranjas, frutas, cabritas e bodes, galinhas, muitas galinhas, latinhas de gasosa (refrigerante) danças, alegria... O Bispo fez um resumo da vida da diocese, conciso e bonito... em alguns momentos emocionante. Lá estavam as religiosas que cuidam de escolas, de ambulatórios, de doentes, de crianças. Lá estavam pessoas que ganharam diplomas de honra ao mérito pelo imenso serviço que prestaram com coragem aos cristãos e cidadãos de Malanje, durante o tempo da guerra. Deveríamos aqui nos lembrar de todos os frades nossos que foram dando sua vida pela gente de Malanje e de outras regiões de Angola. Lembramo-nos dos primeiros, cada um com seu estilo e seu jeito e que são lembrados com carinho. Não estive em Kibala. Parece que ali havia qualquer coisa de místico ou de mítico. Os que viveram a guerra ali o sabem muito bem...
(Texto publicado no informativo interno Comunicações, da Província da Imaculada Conceição. A segunda parte será publicada no dia 15 de novembro) |