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Foi membro da primeira Academia de Letras, a famosa “Academia dos Felizes” que funcionava no Pátio do Colégio.
Ele é padroeiro de todos os que trabalham na Construção Civil, pois foi o engenheiro, mestre de obras, construtor do famoso Mosteiro da Luz, que a Unesco declarou como patrimônio da Humanidade.
Como pessoa humana extraordinária pedia a todos que tratassem com maior carinho e respeito os escravos e foi o corajoso defensor da justiça, quando foi protestar contra a condenação do soldado negro Caetaninho, condenado à morte pelo governador, por um pequeno conflito, sendo na ocasião expulso para o Rio de Janeiro. O povo se revoltou, cercou o palácio do governador, que intimidado pela população revogou o decreto de expulsão e o povo foi buscá-lo em triunfo, reconduzindo-o a São Paulo.
Muitas vezes eleito para funções fora de São Paulo pela Ordem Franciscana, como mestre de noviços, visitador das fraternidades; tanto o bispo, como a Câmara Municipal intervinham não permitindo a saída dele de São Paulo.
Pela sua confiança profunda na intercessão de Maria, introduziu as tão conhecidas “pílulas de Galvão” para socorrer as pessoas atribuladas por doenças renais ou mulheres com graves problemas para engravidar, ou de gestação muito complicada; todos obtinham a graça tão desejada. Não se trata de pílulas de farmácia, mas devocionais. Ele escrevia num papel a antífona: “Virgem Maria, que após o parto, permanecestes intacta, Mãe de Deus, intercede por nós”. Durante duzentos anos estas pílulas continuaram sendo distribuídas discretamente pelas irmãs do Mosteiro da Luz e milhares de graças foram alcançadas. Os milagres aconteceram, veio a beatificação e agora a canonização é a realidade tão esperada por todos nós.
João Paulo 2º, ao beatificá-lo, chamou-o de “Homem da Paz e da Caridade”. Neste nosso Brasil, tão cheio de diferenças sociais, de tantos conflitos e de uma violência cada vez mais incontrolada, que Santo Antônio de Sant’Ana Galvão inspire a todo povo brasileiro, uma cultura profunda da paz e ele, que primou pela Caridade, tão querido por todos pelo seu modo gentil e carinhoso de tratar todos as pessoas, nos anime a viver a sério o grande mandamento de amor ensinado pelo Divino Mestre Jesus!
Que o Papa Bento 16, ao canonizá-lo aqui em nosso país, nos dê de fato o grande presente do “primeiro santo nascido no Brasil’ e proponha a todo o povo brasileiro de ter em Frei Galvão um modelo de vida para todos os cidadãos desta pátria, desta “Terra de Santa Cruz”.
Observação final: Depois da morte de Frei Galvão, em 1822, a Província da Imaculada Conceição do Brasil, à qual ele pertenceu, com a proibição do Marques de Pombal de receber novos religiosos nas diversas ordens e congregações, foi reduzida no final do século 19 a apenas um frade: Frei João do Amor Divino. Hoje, ano de 2007, esta mesma Província Franciscana é a mais numerosa das províncias franciscanas do mundo todo, com mais de 450 frades. Deus seja louvado!

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