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Frei Mário Luiz Tagliari, diretor do Sefras.
Há dez anos, Frei Reynaldo Ameixeira começava
um trabalho pioneiro, tanto na Igreja do Brasil como no Convento
São Francisco. E por ser novo, era polêmico e desafiador.
Junto com José Roberto, o Betinho, hoje nosso funcionário
no escritório do Sefras, Frei Reynaldo não desanimou
e, mesmo depois de viver o seu calvário, quando estava
quase cego, nunca abandonou o projeto, que resumia a experiência
do “beijo no leproso”, vivida por São Francisco
há mais de 800 anos.
Há uma década, nascia o Centro Franciscano de
Luta contra a Aids - o Cefran. Eram tempos difíceis:
a Aids assustava e carregava com ela preconceitos, medos e sofrimentos.
O câncer ainda continua matando mais do que Aids, mas
o impacto da doença foi tão forte que o foco só
mudou um pouco quando chegaram os coquetéis para dar
esperança de vida às pessoas no mundo inteiro.
A doença, contudo, não se estagnou. Pelo contrário,
é assustador o crescimento entre as populações
mais pobres, mulheres, jovens e até idosos. Gostaríamos
muito de estar vivendo um tempo de cura da Aids depois de dez
anos do nascimento do Cefran, mas o desafio continua.
Nosso trabalho é voltado para as pessoas carentes e seus
filhos, através do novo Centro Infantil de Luta contra
a Aids, o Cefranzinho. Para continuarem lutando pela vida, essas
pessoas precisam de ajuda. Além de remédios e
alimentos, como leite, elas precisam de apoio espiritual e psicológico.
O Cefran é este norte na vida delas. Basta ver os relatos
de assistidos que confessam a sua condição somente
nos grupos de apoio do Cefran. Não podem contar com a
família e os amigos, com raras exceções.
O Cefran é o seu novo lar. É assim que queremos
esta obra: acolhendo e amenizando o sofrimento destes filhos
de Deus.
A todos, funcionários, voluntários, estagiários
e assistidos, dou os parabéns, em nome da Província
Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil,
por estes dez anos de luta e solidariedade!
Paz e Bem!
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