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       São Paulo, 15/03/2010, 16:55          
 
 

 Um pouco de sua história 

O programa de apoio aos portadores de HIV foi desenvolvido por Frei Reynaldo Ungaretti Ameixeira (foto ao lado), em 1994. Para não parecer um trabalho pessoal, ele buscou a aprovação do Definitório da Província e do guardião do Convento São Francisco de São Paulo.

Quem o acompanhou de muito perto e forneceu todos os dados foi José Roberto Pereira, o Betinho, que com ele trabalhara no Pró-Vocações, em Santos.

Frei Reynaldo não queria desenvolver um trabalho parecido com os que já existiam de apoio a soropositivos. Queria algo mais técnico e científico. Ele queria um trabalho que valorizasse o portador do HIV/Aids como verdadeiro ser humano, um ser humano que não tivesse a morte como único caminho para a sua vida sofrida. A grande preocupação de Frei Reynaldo era de não alimentar no soropositivo o estigma de ser um "morto social". Queria trazê-lo de volta à vida.

Ao enviar o texto do projeto para o Definitório, ele escreveu o seguinte: "Pretende este Projeto ser uma resposta franciscana diante daquele que sofre, daquele que luta contra seus próprios sentimentos de culpa, daquele que tem medo, daquele que tem esperança, daquele que confia em Deus, daquele que foi marginalizado pela Igreja e pela sociedade e também daquele que está morrendo de tristeza e infecção e, num último ímpeto de vida, nos estende a mão. A resposta a que nos propomos, através do apostolado do Cefran, é o de abraçar, acolher, ouvir e conduzir, na medida do possível , reflexões vivenciais, de caráter franciscano (e portanto ecumênico) diante da situação enfrentada pelo portador do vírus ou por seus familiares e amigos".

Frei Reynaldo veio a falecer no dia 13 de junho de 1996, exatamente na Festa de Santo Antônio, quando uma multidão lotava a Igreja São Francisco. Sua obra continuou com a equipe que havia montado. O espaço no Convento São Francisco se tornou pequeno para a obra e, no dia 1º de setembro de 2001, ela se mudou para o bairro do Belém, onde está até hoje.

Trata-se de um espaço de 700 metros quadrados de área construída em quatro andares, contando com 14 salas de atendimentos: sócio/terapêuticos, salas de vídeo e lazer, sala de sustentabilidade, de capacitação profissional, farmácia, biblioteca, recepção, área administrativa, capela, depósito e refeitório.


Em dezembro de 2002 foi inaugurada a unidade infantil, o Cefranzinho.


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