Um pouco de sua história
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O programa de apoio aos portadores de HIV foi desenvolvido
por Frei Reynaldo Ungaretti Ameixeira (foto ao lado),
em 1994. Para não parecer um trabalho pessoal, ele
buscou a aprovação do Definitório da
Província e do guardião do Convento São
Francisco de São Paulo.
Quem o acompanhou de muito perto e forneceu todos os dados
foi José Roberto Pereira, o Betinho, que com ele trabalhara
no Pró-Vocações, em Santos.
Frei Reynaldo não queria desenvolver um trabalho parecido
com os que já existiam de apoio a soropositivos. Queria
algo mais técnico e científico. Ele queria um
trabalho que valorizasse o portador do HIV/Aids como verdadeiro
ser humano, um ser humano que não tivesse a morte como
único caminho para a sua vida sofrida. A grande preocupação
de Frei Reynaldo era de não alimentar no soropositivo
o estigma de ser um "morto social". Queria trazê-lo
de volta à vida.
Ao enviar o texto do projeto para o Definitório, ele
escreveu o seguinte: "Pretende este Projeto ser uma resposta
franciscana diante daquele que sofre, daquele que luta contra
seus próprios sentimentos de culpa, daquele que tem
medo, daquele que tem esperança, daquele que confia
em Deus, daquele que foi marginalizado pela Igreja e pela
sociedade e também daquele que está morrendo
de tristeza e infecção e, num último
ímpeto de vida, nos estende a mão. A resposta
a que nos propomos, através do apostolado do Cefran,
é o de abraçar, acolher, ouvir e conduzir, na
medida do possível , reflexões vivenciais, de
caráter franciscano (e portanto ecumênico) diante
da situação enfrentada pelo portador do vírus
ou por seus familiares e amigos".
Frei Reynaldo veio a falecer no dia 13 de junho de 1996, exatamente
na Festa de Santo Antônio, quando uma multidão
lotava a Igreja São Francisco. Sua obra continuou com
a equipe que havia montado. O espaço no Convento São
Francisco se tornou pequeno para a obra e, no dia 1º
de setembro de 2001, ela se mudou para o bairro do Belém,
onde está até hoje.
Trata-se de um espaço de 700 metros quadrados de área
construída em quatro andares, contando com 14 salas
de atendimentos: sócio/terapêuticos, salas de
vídeo e lazer, sala de sustentabilidade, de capacitação
profissional, farmácia, biblioteca, recepção,
área administrativa, capela, depósito e refeitório.
Em dezembro de 2002 foi inaugurada a unidade infantil, o Cefranzinho.
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