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Festa marca os catorze anos do Cefran
Por Moacir Beggo
O Centro Franciscano de Luta Contra a Aids – Cefran – fez nesta quinta-feira (04/09) a última comemoração entre outras festividades durante a semana para celebrar os 14 anos deste projeto, que foi fundado no dia 3 de setembro de 1994. Nesta comemoração participaram funcionários, voluntários e colaboradores. Frei José Francisco de Cássia dos Santos, animador provincial do Serviço Franciscano de Solidariedade – Sefras – falou sobre o significado daquele momento e fez referência a Frei Mário Tagliari, presente na festa e que durante anos esteve à frente deste projeto e agora representa a Província da Imaculada como Definidor e Ecônomo. Frei José também não se esqueceu de citar o frade pioneiro desta obra social: Frei Reynaldo Ungaretti Ameixeira.
A grande preocupação de Frei Reynaldo, que faleceu em 1996, era de não alimentar no soropositivo o estigma de ser um "morto social". Adriana Balbo, coordenadora da obra, mostrou através de um filme momentos que marcaram a obra em 14 anos. Importante lembrar que hoje, o trabalho no Cefran não se limita aos adultos, mas é realizado também através do Centro Infantil de Luta Contra a Aids - o Cefranzinho, que hoje atende cerca de 120 crianças, portadoras ou filhos (as) de portadores do vírus HIV/Aids.
Frei José agradeceu a presença de todos e leu a passagem bíblica de Lucas, capítulo 10 – O bom samaritano - , para ilustrar a sua fala. “Olhando para este texto, que não é por acaso, lembramos que ele está associado à Pastoral da Aids, que temos na Igreja. Mas em cima disso queria ressaltar uma palavra: cuidado. O Cefran nasce num momento em que as pessoas estavam, vamos dizer assim, até que desesperadas diante da epidemia que se alastrava. Frei Reynaldo teve a sensibilidade, há catorze anos, de iniciar este trabalho”, contou Frei José. “O Cefran passou por vários momentos, sobretudo de repensar a ação, porque se nós temos o portador como a referência neste trabalho, nesses catorze anos a epidemia mudou de lugar social, mudou de gênero, ela migrou de lugar na sociedade e tivemos o desafio de acompanhar essa migração”, acrescentou.
Frei José lembrou que o Cefran já tinha feito outras comemorações com os portadores do vírus HIV/Aids. “Este momento nós reservamos para as pessoas que aqui trabalham e para as pessoas que colaboram conosco. Citando a linguagem da parábola e a pessoa que doou as duas medalhas de prata para o cuidado do ferido, lembro que sem as duas moedas de prata nós não somos capazes de realizar o cuidado também. Então, gostaria de agradecer aos colaboradores e funcionários por toda dedicação e todo trabalho aqui realizado. Agradecer as irmãs que têm acompanhado a gente por um longo tempo e nossos voluntários que prestam um trabalho, doam parte de sua vida na construção desse trabalho, que tem como vista o apoio, a solidariedade, o cuidado para aqueles que num determinado momento da vida depararam com essa situação e precisaram e precisam do nosso apoio e nossa colaboração”, frisou, completando: “O nosso carinho e gratidão a todos vocês que trabalham, colaboram, cuidam e que faz esta casa ser um espaço acolhedor no jeito de São Francisco, e que reconhecem naqueles que aqui chegam como o próximo, aquele que é digno de ser amado e também de nos amar”.
O Cefran fica na rua Serra do Jairé, 316, no bairro do Belém. Conheça o trabalho do Cefran, ligue para 6601-7763 e agende uma visita! |