
Frei Clarêncio Neotti, OFM
Quem passa pelo Largo da Carioca não pode deixar de olhar e admirar o histórico e vetusto Convento de Santo Antônio com sua harmoniosa Igreja, repousando a cavaleiro sobre os restos do morro do mesmo nome. É um monumento que dá testemunho de glorioso passado, eficaz presente e esperançoso futuro, por isso digno de ser carinhosamente conservado para as gerações futuras.
Lendo este breve histórico ver-se-á que este monumento pertence não somente à Ordem Franciscana, mas à própria nação, pela sua atuação nos campos religioso, cultural, científico, artístico e político. E se verá também que as gerações de frades que se sucederam no Convento marcaram presença dinâmica na cidade e prestaram incomensurável serviço ao povo.
O velho e vistoso Convento com sua igreja chega garboso aos 400 anos. Todos os dias, sobretudo às terças-feiras, o povo continua a subir numeroso a colina sagrada, reduzida na segunda metade do século passado a mínimo espaço físico. Depois de invocar o Santo como sendo de Lisboa, onde nasceu, e de Pádua, onde morreu, os devotos costumam invocá-lo como Santo Antônio do Largo da Carioca, onde o Santo sempre tem abençoado, socorrido e acompanhado a quantos o procuram para lhe pedir ou agradecer favores. Mais que em qualquer outro lugar, no Largo da Carioca, se ouve, dita de muitas maneiras, a invocação que o Padre Vieira fez em 1658: “Ó Santo Antônio, verdadeiro e universal paráclito! Ó Santo Antônio, piedoso consolador e certíssima
consolação de todos os angustiados e aflitos!”. |