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       São Paulo, 20/11/2008, 06:49          
 

A Fraternidade Franciscana de Agudos, de um modo especial pela iniciativa de Frei Ademir José Peixer, que se dispôs a iniciar as atividades do projeto EnCantando a Vida em união ao projeto educacional Crescendo Juntos, com muita satisfação, na quarta-feira, dia 5 de dezembro, acolheu representantes do poder público local, Secretaria da Educação e o representante regional do Sefras, Frei Jorge Luiz Maoski, e o Animador Provincial do Sefras, Frei José Francisco de Cássia dos Santos, para cerimônia oficial onde se selou a parceria da Prefeitura de Agudos com o Sefras. Para abrilhantar ainda mais a noite, foi realizado um concerto de músicas natalinas com a participação do Coral e da Orquestra do Seminário Santo Antônio e, é claro, as crianças atendidas pelo projeto, que na primeira apresentação já revelaram um bom desempenho, alegria, e dedicação. Na ocasião foram entrevistados Frei José Francisco e a  sra. Fátima Morandini , psicopedagoga, representante da Secretaria da Educação local.

Acompanhe as entrevistas, elalaboradas pelos Seminaristas de Agudos(*):


 Entrevista de Frei José Francisco de Cássia dos Santos 

Seminaristas de Agudos - Como o Senhor vê a integração do poder público de Agudos, o projeto educacional Crescendo Juntos, e o Sefras, através do projeto EnCantando a Vida?
Frei José - Posso dizer com orgulho, em nome de toda Província, que é um motivo de muita alegria e satisfação presenciar a ação do Serviço Franciscano de Solidariedade chegando a mais uma cidade e sendo bem acolhido. No último capítulo Provincial, o Sefras foi mencionado como nova alternativa de ação e nova frente de evangelização. É plausível a atitude da fraternidade de Agudos em se dedicar a tal iniciativa e digo, ainda, que é honrável a atitude da Prefeitura local ao acolher e incentivar tal atitude. Isso reforça o compromisso do Sefras que, em poucas palavras, visa a integração comum e a cidadania, que são elementos fundamentais na construção de uma sociedade mais fraterna. Religiosamente, o Sefras almeja e ousa ser o agente social em prol da construção do Reino de Deus.  Parcerias, assim, mostram que no mundo atual é preciso somar forças, criar raízes fortes e profundas para se trabalhar pelo bem.

Seminaristas – Na sua opinião, a música é um recurso significativo se usada na formação infantil?
Frei José - A arte, de um modo particular a música, ao meu ver é uma dimensão da expressão da alma humana.Vejo a música como um instrumento fabuloso que contribui na formação humana em diversos aspectos: raciocínio lógico, conhecimento histórico e  intelectual, disciplina, coordenação e vai mais além: trabalha com os sentimentos, chega a ser transcendente e leva ao encontro com um enorme arcabouço cultural. Por envolver as mais diferentes dimensões do ser humano, considero-a de grande relevância. Durante a infância, com o desenvolvimento das diferentes áreas de nosso cérebro, somos capazes de captar facilmente conhecimentos diversos e unir esse potencial das crianças com o universo musical é, sem dúvida, possibilitar grande expectativa e meios de crescimento para a vida.

Seminaristas - O senhor acha que o EnCantando a Vida pode vir a ser um instrumento de inclusão social na vida das crianças agudenses ?
Frei José – Creio que  todo trabalho que visa dar oportunidades e levar a pessoa a adquirir conhecimento e desenvolver aptidões, seja qual for o meio, é uma ferramenta de inclusão. No caso música, é  possível a interação da criança com o trabalho em equipe e, ao mesmo tempo, individual, social e cultural. Ela é um incentivo que deve motivar as crianças a serem protagonistas de  seu futuro e capacitá-las para a vida em todos os seus âmbitos, formando-as como cidadãs, sem contar que é um recurso formativo que, se receber investimento contínuo e futuro, pode resultar no surgimento de grandes talentos.

Seminaristas - Participando da Primeira apresentação oficial do EnCantando de Agudos é possível acreditar no bom êxito desse trabalho?
Frei José - Sem fazer comparações, mas pelas realidades que já presenciei no Sefras, posso dizer que cada lugar possui suas características e, conseqüentemente, seus tipos de perfil. A realidade social da Baixada Fluminense, por exemplo, é diferente da metrópole paulista, sobretudo, na região do Glicério que, naturalmente, é outra se comparada a Agudos. Apesar de os problemas urbanos serem parecidos, existe em cada região algumas particularidades e pontos que merecem mais atenção: a cultura é diferente bem como a violência social sofrida. Vendo as crianças de Agudos, posso dizer que este é um solo fecundo. O interesse das crianças é notável e surpreendente, bem como o interesse das mesmas, em pouco tempo de trabalho, já foi possível realizar uma apresentação muito boa. Sem dúvida,  o trabalho em Agudos possui um futuro promissor.

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