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       São Paulo, 20/11/2008, 07:56          
 
 








 
 

 




11/11/2006


Por Frei Gustavo Medella e Moacir Beggo

Agudos (SP) - Com tranqüilidade e muita segurança, Frei César Külkamp provoca: “Nós precisamos rever a nossa forma de estar no mundo, a nossa forma de vida hoje, quais os desafios, para que o nosso testemunho seja de fato mais verdadeiro para tantas inquietações que o mundo nos coloca hoje”. A exemplo de Frei Nestor Schwerz, Frei César disse, nesta entrevista exclusiva, que a Província apenas está se despertando para a questão da formação permanente.
Definidor e Secretário Provincial para a  Formação e Estudos, Frei César foi quem coordenou o trabalho de elaboração do texto das Diretrizes da Formação, estudado nesta sexta-feira (dia 10), no Capítulo Provincial, que está sendo realizado no Seminário Santo Antônio de Agudos (SP).
Natural Ituporanga, onde ingressou no Seminário Menor de sua cidade, em 82, para cursar o ensino fundamental, Frei César fez o ensino médio em Agudos. Seu ingresso na Ordem dos Frades Menores se deu ao ser admitido no Noviciado de Rodeio, em 88. Depois de sua ordenação sacerdotal, em 95, passou a trabalhar com a educação no Colégio dos Canarinhos, em Petrópolis, onde ficou 9 anos, e com a formação: ficou 3 anos em Agudos e agora está completando três anos no Postulantado de Guaratinguetá,  triênio em que também fez parte do governo da Província à frente do Secretariado para a Formação e os Estudos. Acompanhe!

Site Franciscanos - Por que foi escolhido o tema da Formação para o Capítulo de 2006?
Frei César – O tema deste Capítulo é  “Formação: desafios e transformações”. Foi escolhido porque, dentro de uma dinâmica da própria Ordem e o que ela pede de cada Província, a formação tem sido uma prioridade para as mudanças substanciais que a gente espera de cada frade. Ou seja, fazer de toda a nossa vida um processo de formação, que vai tornar nossa missão mais verdadeira e o testemunho de nosso carisma franciscano mais significativo.

Site Franciscanos – O Sr. pode falar sobre as etapas da formação: pastoral vocacional, inicial, permanente?
Frei César - Os documentos da Ordem já dizem que a formação permanente está na base de tudo: do nosso testemunho, da forma como a gente se coloca no processo de formação continuada para a vida inteira. Daí, certamente, vamos fazer com que o nosso carisma seja um testemunho rico e que possa fazer com que mais jovens e adolescentes acreditem na nossa proposta e venham caminhar e viver conosco esta missão que é bonita. Então, a formação permanente é o húmus de tudo, é o chão de onde deve partir toda a nossa formação. A Ordem entende que a formação permanente é a etapa básica de onde, pelo nosso testemunho, outros vêm caminhar conosco e, daí, surge esta segunda etapa, que é a da animação vocacional. Esta etapa nada mais é do que a vivência do nosso testemunho no meio do mundo, as atividades pastorais que nós fazemos e daí vem a terceira etapa, que é a desses jovens que querem caminhar conosco. A nossa Regra pede que sejam examinados e preparados para a missão. Vem, então, a grande tarefa da formação inicial.


Continuação