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Provincia Fraternidades Carisma Sefras SAV Missões Multimidia
       São Paulo, 20/11/2008, 15:18          
 
 
Entrevista
 
 
 
 
Depoimento
 
 
 
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   

OS JUBILEUS DE FREI ELZEÁRIO

1930
Ingresso na Ordem Franciscana
1934
Profissão definitiva na Ordem
1935

Ordenação Sacerdotal - Petrópolis (RJ)

1960

Jubileu de Prata - Lages (SC)

1985

Jubileu de Ouro - Mosteiro Trapista (PR)

1995

Diamante - Gaspar (SC)

2000

Ferro - Angelina (SC)

2001

90 anos de idade - Gaspar (SC)

2005

75 anos de franciscano

2005
70 anos de padre
2006

95 anos de idade - Gaspar (SC)

2007
96 anos de idade - Gaspar
2007

78 anos de vida religiosa

2007

72 anos de padre


NA FÉ, A FONTE DA JUVENTUDE

No término de nossa conversa, entreguei ao Frei Elzeário a vela decorada dos seus 72 anos de ministério sacerdotal, uma vez que ele não esteve presente na celebração dos jubileus, em Rondinha. Ficou feliz com o presente e comentou que, no dia seguinte, 8 de dezembro, ia comemorar os mesmos 72 anos de sua primeira missa. Sugeri, então, ao Frei Germano que esse fato fosse lembrado na liturgia da solenidade da Imaculada Conceição.

Durante a viagem de retorno a São Paulo, Moacir foi transcrevendo a gravação da entrevista e, nas pausas, fomos comentando suas palavras. Algumas delas vão ficar gravadas para sempre em nossa memória, e Deus permita, no coração. Podemos até discordar de alguma de suas opiniões e de sua maneira de encarar as coisas. No entanto, o que nele é irrefutável é sua atitude vigorosa diante da vida, perto de completar um século de existência. Ele tem ‘uma’ causa e dá a vida por ela. Talvez falte à nossa geração este mesmo vigor, porque ainda não descobrimos uma causa. Ou porque entregamos apenas uma parte de nossa vida àquilo que acreditamos.

Por ocasião do falecimento dos confrades, costumo redigir um Boletim online com a notificação da morte, dados biográficos, as atividades na evangelização e os traços mais marcantes do frade menor. Cada um revela, a seu modo, uma pequena parcela do carisma franciscano. Nem sempre tive a graça de conhecer ou conviver com muitos deles e aí recorro à ficha autobiográfica e ao testemunho dos confrades.

Infelizmente, só percebemos e avaliamos a grandeza e também os limites de cada pessoa, na sua ausência após a morte. Entre nós há um estranho constrangimento e, talvez até uma certa indiferença em reconhecer e valorizar as qualidades e os valores dos que convivem conosco. Talvez só na eternidade nos veremos tal como somos de fato. A visita e a conversa com Frei Elzeário me fizeram pensar e refletir que não nos faltam exemplos e referências de vida. Ele, Frei Eugênio e tantos outros estão aí, ao nosso lado, a nos indicar o caminho da fidelidade.

Parte da entrevista de Frei Elzeário à Revista "Cruzeiro do Vale", em abril de 2004

Apresentação
A comunidade católica de Gaspar acostumou-se às celebrações de missas, quase diárias, de frei Elzeário Schmitt, 92 anos, na Paróquia da Igreja Matriz São Pedro. Para ele, a idade não “pesa”; afinal, “existem, além da resistência física, a resistência psíquica a condições adversas, que em minha vida nunca foram poucas”, afirma o caçula de uma família de 14 filhos, dos quais sobrevivem, como ele, mais um irmão de 101 anos e uma irmã com 96. Natural de São Pedro de Alcântara SC, frei Elzeário estudou no Seminário dos Franciscanos em Rio Negro, PR. Em Rodeio SC, fez o “noviciado”, ou o ano de preparação para o ingresso definitivo na Ordem Franciscana. Ele também estudou Filosofia em Curitiba e Teologia em Petrópolis RJ, ordenando-se sacerdote em 1935. Já na Europa, lecionou num seminário da Ordem na Bélgica e cursou Filosofia Românica (línguas neolatinas) na Universidade “Kaiser Ludwig”, na Alemanha. Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, teve interrompido seus estudos na maior universidade católica do mundo, em Lovaina, na Bélgica. Em meio à tragédia da guerra e tuberculoso, frei Elzeário atravessou a França e a Espanha, para chegar a Lisboa, onde, por outro meio milagre, achou vaga num navio que o trouxe de volta ao Brasil. Curado da tuberculose, ele foi professor de línguas no histórico “Colégio Diocesano” em Lages. Seus pendores, porém, iam mais para a cura d’almas, campo em que, desde 1949, continua até hoje nas paróquias franciscanas da Província a que pertence. Sobre as mudanças na Igreja, ele diz: “pode haver mudança de moldura, mas sem que a fé sofra abalos”. Frei Elzeário escreveu, até agora, 14 livros e livretos, todos no campo da Espiritualidade e da História.

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