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       São Paulo, 04/02/2012, 13:48          
 
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Frei Aurélio, o pioneiro

Frei Aurélio Stulzer nasceu na cidade de Carnaíba, Paraná, no dia 29 de julho de 1909. Foi o fundador dos trabalhos da Pastoral da Saúde no município de Vila Velha, em 1980. Seus amplos conhecimentos fitoterápicos o motivaram a empregar plantas nos tratamentos dos enfermos.

Escreveu vários livros de fitoterapia, além de relatar suas visitas aos fiéis. Morreu no dia 13 de julho de 1995, enquanto dormia, aos 86 anos de idade, vítima de insuficiência cardíaca.

Deu nome ao Lar Frei Aurélio, na Praia da Costa, que foi fundado um mês depois de sua morte. Hoje, a entidade atende a 60 crianças. Seu túmulo encontra-se no Convento da Penha, em Vila Velha.

Num relato que fez em 1983, ele explica como se tornou fitoterapeuta:
“Ultimamente venho me interessando pela fitoterapia. Lastimo que nunca, antes, tivesse tido uma iniciação. A evolução  levou-me a ser fitoterapeuta. Aprendi a eficiência das ervas medicinais como se prepara a tintura-mãe e dela como se faz a homeopatia. Como começou? Numa das férias, ouvi, acidentalmente, uma prima por afinidade dizer que se curara de inflamação nos ovários com chá feito de pega-pega, erva rasteira, que gruda na roupa e tem os mais variados nomes nas diferentes regiões. Em Santa Catarina é pega-pega, em São Paulo é amor-do-campo, e no Espírito Santo e Minas é carrapichinho; santo remédio para as inflamações internas e com ele já consegui ajudar alguma pessoa. Um dia, dando assistência religiosa aos enfermos de Guaratinguetá, encontrei uma senhora desesperada. Fizera cesária, os pontos andavam inflamados, o médico não aparecia (estava na Geral). Animando-a, eu lhe disse que ali não  tinha competência para ensinar remédio, mas que quando voltasse para casa, usasse um chá fraco de amor-seco. Ao lado encontrava-se uma enfermeirazinha, a Graça, que me falou:
- Então, isto serve para mim!
- E o que você sente?
- Inflamação dos ovários. A casa de mamãe tem.
- É o remédio indicado.
Quinze ou vinte dias depois me encontro com a Graça:
- Então, o remédio ajudou?
- Estou boa! Cansei de tomar um montão de remédio de médico. Não adiantou nada. Agora estou boa!
Um ano depois, engravidada, dava à luz a um menino.

No início recomendava para os males da coluna a plumbago littoralis (o famoso pega-pega) e com a fama fui obrigado a desdobrar a minha botica. Descobri no método ultra-antigo da acunputura os tais “pontos-de-alarme” e venho ajudando, eficazmente, nossos pobres doentes, doentes de organismo e doentes de bolso. Fica, porém, tudo na fase pré-médica, quer dizer, para os males do dia-a-dia de pessoas, que por não serem eles fatais, os vão levando em dores e negligência.