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Com alegria e gentileza
"Na visão de Francisco e Clara, somos servidores
do Cristo pobre. Estamos servindo a Senhora Pobreza. Unimo-nos
a Jesus pobre para ajudá-lo a cuidar de sua Esposa,
o Povo sofredor. É uma alegria poder chegar para
comunicar o bem: somos como pessoas que estão trazendo
presentes longamente esperados. Estamos comunicando um bem
que nos faz felizes e que achamos que, comunicado, também
vai fazer os outros felizes.
Por isso, é fundamental recordar o ensinamento da
Regra não bulada: E guardem-se os frades de se mostrarem
tristes externamente e com o rosto sombrio como os hipócritas,
mas se mostrem jubilosos no Senhor e aprazíveis e
dignamente alegres (RNB 7,17). Damos o alegre testemunho
de já estar vivendo a vida fraterna que vai ser nossa
felicidade no céu. Quem vê o Bem que é
Deus em toda parte consegue ver o bem de Deus até
nas pessoas em que a maioria só vê deficiência
e mesmo maldade. Quem presta um serviço nunca é
altaneiro, nem estúpido, nem áspero. Insistia
para que os frades não julgassem a ninguém
e não olhassem com desprezo os que vivem no luxo
e se vestem com rebuscamento e fausto exagerado, porque
Deus é Senhor nosso e deles, e tem o poder de chamá-los
a si e de torná-los justos" (LTC58). Nenhum
exemplo vai arrastar se as pessoas perceberem que quem está
dando o exemplo não é feliz, não comunica
o que transborda de seu coração.
Frei José Carlos Correa Pedroso, do livro "Projeto
Franciscano de Vida".
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