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FRANCISCO NA ARTE
Francisco de Assis é o santo mais representado tanto na
escultura como na pintura. Por quê? Ele é o maior herói
religioso depois de Jesus.Cristo. No seu modo de ser natural,
ele foi pródigo, nobre, jovial, cordial, magnânimo, generoso,
amigo, cavaleiro, penitente, terno e fraterno.
Criou uma resolução de amor e por isso mesmo tornou-se
um reformulador social e eclesial. Permanece para sempre
nas representações da humanidade porque tinha consciência
historial. Um homem cheio de encontro, de amor, de brilho,
sem cair no pieguismo. Para o povo e para os artistas, ele
é a visualização das virtudes que sonhamos. Ele é a teologia
da imagem. O que é a teologia da imagem?
É perceber que a transparência é o carisma maior. Ele
é o que é! Onde passa, toca, fala e acolhe alguma coisa
nasce. Ele é o Santo do Amor, da Paz e da Convivência. Ama
intensamente e deixa que o Amor viva intensamente nele.
O Amor se fez forma nele e o estigmatizou. Ele incorporou
todos os dons que um humano poderia receber do divino.
As imagens, quadros e esculturas sobre Francisco querem
dizer o quê? Elas são uma constante recordação de que precisamos,
cada dia, encher a nossa vida do Belo e do Bom. Ele é uma
coisa boa de 'se ver! Olhar o santo é encher-se de graça.
Não é a adoração de um ídolo, mas é abraçar um Modelo
Referencial de Grandeza!
Ele desejou ardentemente fazer o bem. Quem faz ardentemente
o bem em vida continua fazendo o bem após a morte. Quem
ama intensamente sempre se eterniza em todas as representações.
Quem não vive para si mesmo ultrapassa a barreira do tempo
e se atualiza numa obra perene. Ele teve a firme e forte
vontade de realizar tudo o que queria, por isso permanece.
Ao vê-lo, nós refazemos a nossa vontade, às vezes tão despedaçada.
Olhamos para ele para cuidar do Espírito. Hoje, o mundo
das agências "top-model", olha para a representação humana
para cuidar de quê?
Ele transmite urna energia divina vivendo no humano. Ele
é a expressão simples da pureza de coração, da mansidão,
da fortaleza, do amor fecundo. Ele é uma sensibilidade suspensa
no ar, numa vitalidade que transparece.
Num coração aberto para o Absoluto, o Pai sempre deposita
sua beleza. Os artistas percebem isso com mais facilidade
e mostram que o Espírito sempre trabalha na Imagem.
Quem vê um belo panorama se enamora... Se nos colocarmos
diante do vazio como apaixonar-se?
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