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> CANONIZAÇÃO
Numa manhã bonita de sol, um milhão
de pessoas testemunhou no Campo de Marte, em São
Paulo, o Papa Bento 16 canonizar de Frei Galvão,
o primeiro santo brasileiro e o franciscano desta
Província da Imaculada Conceição.
Foi também a primeira vez que um Papa deixou
o Vaticano para canonizar um santo fora de Roma. Toda
a celebração foi feita em português
para milhões de brasileiros acompanharem pelos
meios de comunicação.
O Cardeal D. Odilo Scherer fez a acolhida no início
da celebração hoje a Igreja
reconhece publicamente a santidade de Frei Galvão
e o Cardeal José Saraiva dos Santos,
prefeito da Congregação da Causa dos
Santos leu um histórico da vida do franciscano
desta Província da Imaculada Conceição,
o paulista que se tornou santo 185 anos depois de
sua morte em 1822.
Em seguida, o Papa pronunciou a fórmula de
canonização: Em honra da Santíssima
Trindade, para a exaltação da fé
católica e o crescimento da vida cristã,
pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos
Santos Apóstolos Pedro e Paulo e nossa, depois
de ter refletido longamente, invocado o auxílio
divino por muitas vezes e ouvido o parecer de muitos
de nossos irmãos no Episcopado, declaramos
e definimos como Santo o beato Antônio de Sant
Ana Galvão, e o inscrevemos na Lista dos Santos,
e estabelecemos que, em toda a Igreja, ele seja devotamente
honrado entre os santos. Em nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo. Frei Galvão
foi inscrito na glória dos Santos como: SANTO
ANTÔNIO DE SANTANA GALVÃO.
Na seqüência da celebração,
Sandra Grossi de Almeida e seu filho Enzo, beneficiado
pelo milagre que transformou Frei Galvão em
santo, levam ao altar as relíquias de Santo
Antônio de Sant'Anna Galvão. Irmã
Célia Cadorin, responsável pelo processo
de canonização, beijou o Papa.
Na sua homilia, o Papa Bento 16 disse que Frei Galvão
era zeloso, sábio e prudente, uma característica
de quem ama de verdade". O Papa também
lembrou à multidão no Campo de Marte
que a fama de imensa caridade de Frei Galvão
não tinha limites.
"A conversão dos pecadores era a grande
paixão de nosso santo", acrescentou Bento
16 sobre o frade franciscano e foi muito aplaudido
quando disse: "Alegra-me que através dos
meios de comunicação minhas palavras
e expressões do meu afeto possam entrar em
cada casa e em cada coração. Tenham
certeza: o papa vos ama. E ama porque Jesus Cristo
vos ama.
Frei Galvão nasceu em 1739 de uma família
profundamente piedosa e conhecida pela sua grande
caridade para com os pobres. Batizado com o nome de
Antônio Galvão de França, depois
de ter estudado com os Padres da Companhia de Jesus,
na Bahia, entrou na Ordem dos Frades Menores em 1760;
diz biografia difundida pela Santa Sé.
Foi ordenado Sacerdote em 1762 e passou a completar os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte ocorrida a 23 de Dezembro de 1822.
A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como «filho e escravo perpétuo».
Além dos cargos que ocupou dentro da sua Ordem e na Ordem Terceira Franciscana, ele é conhecido sobretudo como fundador e guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como «Mosteiro da Luz», do qual tiveram origem outros nove mosteiros.
Além de Fundador, Frei Galvão foi também o projetista e construtor do Mosteiro que as Nações Unidas declararam Patrimônio cultural da humanidade.
Enquanto ele ainda vivia, em 1798 o Senado de São Paulo definiu-o «homem da paz e da caridade», porque era conhecido e procurado por todos como conselheiro e confessor, além de o franciscano que aliviava e curava os doentes e os pobres, no silêncio da noite.
Frei Galvão convida-nos a crescer em santidade e na devoção a Nossa Senhora da Conceição e deixa a todos nós brasileiros a grata mensagem de sermos pessoas da paz e da caridade, sobretudo para com os pobres e os marginalizados.
O religioso foi beatificado pelo Papa João
Paulo II no dia 25 de outubro de 1998.
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