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Dentre a galeria dos nossos frades falecidos, escolhemos
dezessete: seis da
antiga custódia e província, e onze da província
restaurada. Alguém poderia
perguntar: Porque estes frades? Certamente muitos outros deveriam
ser lembrados.
O primeiro motivo é o de destacar alguns frades que,
de modos diversos,
tornaram-se uma referência para o seu tempo. O segundo,
é o de revelar, que por
sua vida e trabalho, eles representam as diferentes formas
e dimensões do mesmo
e único carisma franciscano: o pregador itinerante,
o enfermeiro dos pobres,
o catequista, o construtor de igrejas e mosteiros, o botânico,
o pacifista, o cientista,
o missionário, o restaurador da vida religiosa, o cura
dos pobres e doentes, o
pároco abnegado, o mestre da filosofia, o teólogo,
o místico, o profeta, etc.
Há sempre o dilema e o risco de se acentuar o fazer
em detrimento do ser, porque,
em geral, o que fica para a posteridade são as obras
deixadas ou a importância
da pessoa para um determinado tempo da história. No
entanto, é quase impossível
separar estas duas dimensões numa mesma pessoa, pois
o que é exteriormente
"grande", em geral nasce "pequeno", se
esconde na dinâmica evangélica da
semente, e só muito tempo depois se revela como realização
e sinal do Reino de
Deus. Numa outra galeria, deveriam ser destacados aqueles
que por sua vida e
santidade, no anonimato, tornaram-se "sal da terra e
luz do mundo". Estiveram
neste mundo como "fermento na massa" e como "grão
de mostarda", fazendo
germinar e crescer o Reino de Deus. Cremos, porém,
que tanto uns como outros,
foram sinal e testemunho de que a vida é dom e graça
de Deus.
Todos estes personagens falam desta divina aventura e, suas
vidas tornaram-se
indicação segura do caminho que devemos seguir.
(Frei Régis
Daher)
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