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O Rito da Admissão, anteriormente chamado de “vestição”, celebra o início deste tempo de conhecimento e experiência do carisma de São Francisco e de sua espiritualidade. Dois sinais marcam esta escolha e decisão: a recepção do hábito franciscano no dia em que o jovem postulante, oficialmente, inicia sua vida na Ordem dos Frades Menores. O segundo sinal desta inserção é o título pelo qua cada um passa a ser chamado, como qualificação de sua pessoa: “Frei”, que significa “irmão”. Assim, por exemplo, Frei José, Frei Antônio, Frei Mário...; conservando, porém, o seu nome de batismo.
Mais do que meras palavras, são duas as dimensões que indicam a essência do tempo de noviciado: conhecimento e experiência. “Conhecimento mais profundo e vivo de Jesus Cristo, das exigências radicais do seguimento e do chamado divino à vida franciscana” (RF 191). Continua o discernimento e o aprofundamento (já iniciados nas etapas anteriores do Aspirantado e Postulantado) da própria decisão de seguir a Jesus Cristo na Igreja e no mundo de hoje segundo o espírito de São Francisco. Isso significa também aprofundar-se no conhecimento de si mesmo, “purificando suas motivações, examinando suas intenções e discernindo sua aptidão para a vida franciscana” (RF 190, 194).
“Experimenta mais profundamente a forma de vida franciscana, [...] a vida própria da Ordem participando da Fraternidade local e integrando-se gradualmente na Fraternidade Provincial” (RF 192). Por isso, durante este ano, os noviços intensificam a vida em comum, entre si e com a Fraternidade Formadora da casa (o guardião, o mestre e o vice-mestre dos noviços e os demais frades). Durante o ano, participam também de algumas atividades na própria comunidade eclesial e nos eventos e celebrações das outras casas franciscanas da região. Por isso, no final do Rito de Admissão, o Ministro Provincial, depois de ter acolhido esses oito jovens para esta experiência, confia-os ao cuidado desta fraternidade local para “viver teórica e praticamente, na Igreja e na Ordem, uma comunhão mais profunda com a humanidade de hoje na sua realidade histórica, social, política, cultural e religiosa” (RF 195).
Este “conhecimento mais profundo e vivo” se traduz no dia-a-dia, no estudo e reflexão da Teologia da Vida Religiosa, da Regra dos Frades Menores, das Constituições e Estatutos Gerais da Ordem, sobretudo dos escritos de São Francisco de Assis. Simultaneamente ao estudo, o noviço se dedica diariamente à leitura e meditação da Sagrada Escritura, sobretudo do Evangelho, de modo que “sua mente e seu coração se transformem pela força da Palavra de Deus” (RF 197). Portanto, o desafio maior é exatamente o de “conhecer (mente) para amar (coração)”, um dos imperativos da vida franciscana.
Por outro lado, o noviço deve buscar “o desenvolvimento do aspecto contemplativo, na fidelidade à oração pessoal e comunitária, e para a vivência mais profunda do mistério pascal na celebração ativa e cotidiana da Liturgia, a exemplo de Maria, e dos exercícios de piedade recomendados pela sã tradição da Ordem”. Ao mesmo tempo, a vida do Noviciado acontece na prática da vida evangélica, no exercício permanente da comunhão fraterna e na participação das atividades próprias dos frades: trabalho manual para o sustento da casa, o cuidados pelos idosos e enfermos, os serviços domésticos, o esporte e o lazer.
Os noviços iniciam a construção de um projeto pessoal de vida franciscana que os demais frades já procuram viver na Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Portanto, é com alegria e muita esperança que acolhemos esses novos irmãos em nosso meio, como manifestação da mesma e única vocação que todos recebemos de Deus.
Na foto acima, da esquerda para a direita: Marcos Porfírio da Silva, Thiago Sobral Ferreira, Jonas Faccin, Luciano Fidelis, Luiz Gustavo da Silva, André Manoel da Silva, Cleomar Tyburski e Evaldo Ludwig. |