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Frei Aldolino assume a Paróquia Bom Jesus dos Aflitos em Sorocaba
Por Moacir Beggo
Sorocaba (SP) - A Paróquia Bom Jesus dos Aflitos de Sorocaba tem um novo pároco. A posse foi dada, neste sábado (8/03), a Frei Aldolino Bankhardt durante a celebração eucarística, presidida por Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, Arcebispo de Sorocaba, às 19 horas. Frei Adolino assumiu o cargo no lugar de Frei Wilson Zanetti, falecido no dia 6 de janeiro passado, e terá como vigários paroquiais Frei Carlos Guimarães e Frei José Coelho. O governo provincial esteve representado na celebração pelo Definidor Frei Mário Tagliari.
Depois do Evangelho deste domingo, foi lido o termo de posse e, em seguida, Dom Eduardo colocou a estola em Frei Adolino para marcar este compromisso. Na homilia, o Arcebispo lembrou a tradicional presença franciscana em Sorocaba e não escondeu a sua admiração pelos frades. “Com muita alegria presido esta celebração e dou posse a um filho de São Francisco de Assis. Quero lembrar que os frades têm uma presença muito significativa em Sorocaba. Eles desbravaram a cidade a partir da então Paróquia de Santa Rita e se destacaram por muitos trabalhos e, sobretudo, pela imensa dedicação ao povo de Deus”, disse Dom Eduardo. Os primeiros franciscanos que chegaram à cidade foram Frei Conrado Schiwiora e Frei Zeno Kohr, no final de 1936.
Frei Aldolino, que é natural de Jaraguá do Sul (SC), esteve nos últimos quatro anos trabalhando no Convento da Penha, em Vila Velha (ES). Para ele, a missão que assume não é exclusiva. “Junto comigo assumem esta paróquia, na qualidade de vigários paroquiais, meus confrades Frei Carlos Guimarães e Frei José Coelho. Se a responsabilidade primeira é da pessoa do pároco, o trabalho efetivo de pastoreio, a animação de todas as quatro comunidades da paróquia, será uma ação conjunta dos frades, como convém a uma equipe e como é característica de nossa forma de vida franciscana de viver, de trabalhar e de ser”, disse.
A Missa foi concelebrada ainda por Frei Cid Tadeu Passos, que é pároco da Paróquia de São Francisco de Assis. Os frades da fraternidade do Bom Jesus dos Aflitos atendem ainda a Paróquia de Santo Antônio, que tem como pároco Frei Vilmar Alves da Silva.
Após a celebração, o povo foi convidado para uma confraternização no salão paroquial.
Íntegra da Mensagem de Frei Aldolino Bankhardt
Meus queridos irmãos e irmãs!
Ao ser investido pelo Arcebispo Metroplitano Dom Eduardo Benes na missão e no cargo de Pároco da Paróquia Bom Jesus dos Aflitos de Sorocaba, três pensamentos predominantes se fazem presentes em minha mente e no meu coração.
1. O primeiro pensamento é de susto e inquietação. Tenho a firme convicção de que se estou assumindo o cargo de pároco desta paróquia, isto não está acontecendo em função de virtudes, qualidades e méritos pessoais que possam ter motivado a minha escolha ou indicação. Não, pois conheço bem minhas fraquezas e minhas limitações!...
Se ouso assumir esta missão, o faço na consciência clara de estar atendendo uma insistente solicitação do Governo Provincial e dos meus confrades aqui da fraternidade de Sorocaba, diante da necessidade criada com o falecimento do finado pároco Frei Wilson Zanetti, de saudosa memória.
Procurei ver na circunstância do momento, na necessidade da Paróquia e do povo, o apelo de Deus, me pedindo abnegação pessoal, na disposição de servir. E é nesta atitude de fé e de serviço que me coloco à disposição da Arqudiocese de Sorocaba e do Povo desta paróquia, na missão de pároco, confiando muito mais na graça de Deus, do que contando com minhas qualidades pessoais.
2. O segundo pensamento é de gratidão e alegria. Gratidão pelo carinho fraterno com que fui acolhido pelos meus confrades aqui de Sorocaba que me encorajaram no sim para esta missão e diariamente me sustentam com sua força e experiência. Gratidão pela acolhida alegre, simples e confortadora com que o Sr. Arcebispo dom Eduardo me recebeu e me encorajou quando de nosso primeiro encontro pessoal na Cúria Metropolitana. Gratidão pela acolhida simpática e muito fraterna com que fui recebido entre o clero desta Arquidiocese na primeira reunião do clero deste ano. Gratidão pelo carinho, alegria e esperança que brilhar no rosto das pessoas das quatro comunidades.
Gratidão toda especial aos funcionários da paróquia e às lideranças das comunidades que, com paciência e carinho, desdobraram-se nestas semanas, auxiliando-me a encontrar os primeiros caminhos da vida paroquial.
Se as exigências e os desafios da missão de pároco me angustiam, o carinho e o apoio da acolhida por parte de todos me conforta, me encoraja e me enche de alegria e esperança, na certeza de que muito da força do pastor brota também do apoio, e do carinho das ovelhas.
3. O terceiro pensamento é de disposição para o trabalho, numa serena alegria e esperança. Minha confiança, alegria e esperança se baseia na consciência de que não estou assumindo esta paróquia sozinho. Paróquia não é só o pároco. Junto comigo assumem esta paróquia, na qualidade de vigários paroquiais, meus confrades Frei Carlos Guimarães e Frei José Coelho. Se a responsabilidade primeira é da pessoa do pároco, o trabalho efetivo de pastoreio, a animação de todas as quatro comunidades da paróquia será uma ação conjunta de todos os frades, como convém a uma equipe e como é característica de nossa forma de vida franciscana de viver, de trabalhar e de ser.
Minha confiança e alegria repousa e muito na contatação da riqueza humana e evangélica existente na vida das comunidades da paróquia com as quais já tive a grata satisfação de contactar, conviver um pouco e celebrar.
Olhando para frente empenho aqui minha disposição para trabalhar e servir. E neste sentido faço a todas as pessoas, desta paróquia, a todos os grupos, pastorais, movimentos, lideranças e conselhos das quatro comunidades da paróquia um apelo e uma convocação: unir forças, mentes, corações em torno de um projeto comunitário de fé, testemunho evangélico de serviço e partilha, em comunhão com as diretrizes de pastorais de nossa Arquidiocese, priorizando a promoção e defesa da vida na necessidade dos mais sofredores, que é o desafio e ideal maior do projeto do Reino e modo de servir de Francisco e Clara de Assis.
Finalizo agradecendo a presença e o acolhimento de nosso Arcebispo, neste momento, de todo o povo das comunidades aqui presente. Gratidão por esta presença de fé e de acolhida e ao mesmo tempo de comunhão paroquial. Na gratidão deste acolhimento, peço a bênção de nosso pastor Dom Eduardo, as orações de todo povo e a bênção de Deus por intercessão de nossa mãe Maria Santíssima, São Francisco de Assis e Santa Clara, para que eu possa ter muita sabedoria, discernimento e paciência no desempenho de minha missão.
Muito obrigado! |