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Ensinamentos e Admoestações
Sobre Paz e Bem
Peçamos humildemente a Jesus Cristo que nos conceda
alegrar-nos só nele, viver modestamente, menosprezar
as inquietações do mundo, manifestar-lhe todas
as nossas necessidades, a fim de que, protegidos por sua
paz, possamos um dia viver na pacífica Jerusalém
do céu. Auxilie-nos aquele que é bendito e
glorioso pelos séculos eternos. E toda alma pacífica
diga: Amém! Aleluia! (3Ad 6d).
Busca a paz dentro de ti, em ti mesmo; se a encontrares,
terás paz com Deus e com o próximo (5Pn 16a).
Os olhos misericordiosos do Senhor estão sobre os
que procuram a paz (5Pn 16a).
Coisas necessárias a qualquer justo: a paz do coração,
a separação dos bens terrenos, o silêncio
da boca, o êxtase da contemplação, a
lembrança da própria fragilidade (Pp 18c).
O azeite é o mais excelente de todos os líquidos;
a paz de consciência excede o gozo dos bens temporais
(Ft 15a).
Quem possuir a paz do coração merece de verdade
ser chamado filho de Deus Pai, ao qual, juntamente com seu
Unigênito, diz na hora da morte: Pai, nas tuas mãos
entrego o meu espírito, porque da paz do coração
passa à paz da eternidade (23Pn 18a).
Quem em vida estabelecer com o Senhor a aliança
da reconciliação, depois, no reino celeste,
repousará na formosura da paz (9Pn 15c).
De Deus provém todo o bem que nós possuímos
(6Pn 12b).
O bem é sempre simples (l0Pn 13a).
Jesus Cristo é o Bem, o bem substancial, de quem
todas as coisas prendem bondade. Tudo o que há e
se move, vive ou existe no céu, como nos anjos, na
terra ou debaixo da terra, no ar, na água, dotado
de inteligência e de razão, procede daquele
Sumo Bem, causa de todas as coisas e fonte de bondade (Ft
9a).
A coroa de todo o bem é a humildade (1Qr2 4c).
Afasta-te do mal, mas isto ainda não basta: é
preciso praticar o bem (5Pn 16a).
Note-se que há quatro espécies de orgulho:
quando alguém possui um bem e julga ter ele vindo
de si mesmo; ou, se dado por Deus, considera-o dado em razão
dos seus méritos; ou jacta-se de possuir o que não
possui; ou despreza os outros e procura pôr em evidência
o que possui (11Pn 3a).
Do Livro "Ensinamentos e Admoestações
de Santo Antônio de Pádua", Vozes, 1999.
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