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23/03/2008
Mais de mil pessoas nos bastidores da Festa da Penha

Os números da Festa da Penha

600 mil pessoas
É o público esperado nos dias do evento
Mil voluntários
É o número estimado de pessoas que estão envolvidos nos preparativos da festa em homenagem à padroeira do Estado
Mais de mil pessoas
Devem participar da Corrida da Penha
100 mil
Hóstias serão distribuídas nas missas
7 mil pessoas
Devem participar dos dias de Oitavário
40 ministros
Participam a cada dia das celebrações
150 mil
É o número de pessoas que participam da Romaria dos Homens
14 km
É o percurso percorrido na Romaria dos Homens
100 mulheres
Fazem parte da equipe responsável pela organização da Romaria das Mulheres
20 mil balões
Serão soltos na Romaria das Mulheres
5 mil
É o número de pessoas que devem participar da Romaria dos Motociclistas
30 pessoas
Vão atuar coletando doações dos fiéis durante as celebrações
Mil marmitas
Serão servidas nos três dias de festa: 300 no sábado, 400 no domingo e mais 300 na segunda-feira
R$ 6,00
É o preço de cada marmita
15 pessoas
Vão trabalhar nas duas barracas de comida e bebida no campinho
50 ambulantes
Cadastrados vão atuar na Festa da Penha
250
Funcionários da prefeitura de Vila Velha devem atuar na festa, como garis, agentes de trânsito e da saúde, entre outros

Vila Velha (ES) - A Festa da Penha já é uma festa tradicional e consagrada, um sucesso de público. Só este ano, estão sendo esperadas em torno de 600 mil pessoas. Mas pouca gente faz idéia da multidão que atua de forma praticamente anônima, nos bastidores desse megaevento religioso.

São mais de mil pessoas envolvidas diretamente nos preparativos da festa, dos padres e ministros das paróquias até os voluntários que ajudam a cuidar de cada detalhe da programação.

Eles formam equipes organizadas e dividem bem as tarefas. "A cada ano, aumenta mais o número de voluntários. Esse é o sentido da festa, que não visa ao lucro, mas sim ao acolhimento, à confraternização", anima-se o frei Bertolino Tholl, guardião do Convento da Penha.

Correria

Há quem esteja responsável apenas pela decoração do palco instalado no Convento da Penha, por exemplo. "Temos um grupo de oito pessoas só para a ornamentação do altar. Esta semana está a maior correria, para que tudo dê certo", conta a economista Meire Montania Balan, 50 anos, que faz esse trabalho há seis anos.

Para realizar a coleta de doações nos dias de festa há outra equipe de 30 pessoas. Outras 60, da Associação dos Amigos do Convento, vão trabalhar nas barraquinhas de comidas e orientando o público nas celebrações.

Tem gente que vai colocar a mão na massa, literalmente, para garantir outro ítem imprescindível nos festejos da Penha. Vinte mulheres, abrigadas num mosteiro em Colatina e conhecidas como irmãs Clarissas, estão cuidando da fabricação das 100 mil hóstias que serão distribuídas aos fiéis.

Romaria

E imagine como é assumir a organização de uma romaria. A equipe da Romaria das Mulheres tem mais de 100 pessoas.

"É tudo bem dividido. Umas ficam com a decoração do Penha Móvel. Outras, com a parte do trio elétrico e da encenação. Há uma equipe só para cuidar dos mais de 20 mil balões que serão soltos este ano", revela a engenheira civil Maria José Tabachi, que já se dedica há 11 anos à Festa da Penha.

Funcionários da prefeitura de Vila Velha também entram no esquema para organizar o evento. São cerca de 250 pessoas, entre eles o pessoal da limpeza, do trânsito e da saúde.

Regras mais rígidas para motoqueiros

Eles ocupam grande parte das estatísticas de acidentes de trânsito nas grandes cidades. Sabem que precisam de proteção extra para enfrentar as avenidas e estradas, cada vez mais perigosas. Por isso, há uma romaria só para eles: os motociclistas. No ano passado, a procissão teve mais de 4,5 mil motos. O bancário Luiz Fernando de Macedo Monteiro, 48 anos, participa há 9 anos e está na organização este ano. No dia-a-dia, ele já pilota com um terço pendurado na antena. "O motociclista, em especial aquele que trabalha com a moto, é o que mais se arrisca. A romaria é uma chance de pedir a bênção de Nossa Senhora para o ano todo". Desta vez, a procissão vai ter novidades e normas mais rígidas. A idéia, segundo Luiz Fernando, é carregar a imagem da santa num triciclo. "Este ano, vamos pedir aos motociclistas que não façam manobras radicais e percorram o trajeto em silêncio, orando dentro do seu capacete". No final da celebração, aí sim, motores acelerados e o tradicional buzinaço.

Texto de Paula Stange em "A Gazeta"


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