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11/12/2008
12 DE DEZEMBRO: NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Fr. Valdecir Schwambach

No dia 12 de dezembro, celebramos Nossa Senhora de Guadalupe, também considerada Padroeira da América Latina. A seguir apresentamos breve descrição de como teve início esta grande devoção do povo mexicano e de toda a América Latina a Maria.

Um pouco de narrativa sobre Nossa Sra. de Guadalupe
A partir de Carlos SUSIN. Aqui se conta. A narrativa de N. Sra. de Guadalupe. REB. Fasc. 206, vol. 52. Petrópolis: Vozes, 1992. p. 259-281.
A perfeita Virgem Santa Maria, Mãezinha de Deus, apareceu em Pepeyac, também chamada Guadalupe. Primeiro apareceu a Juan Diego (pobre e digno); depois apareceu sua preciosa imagem diante do bispo D. Frei Juan Zumárraga.

Foi no ano de 1531, logo no início de dezembro, que Juan Diego, subindo a montanha, de madrugada, ouviu cantar sobre a colina, muitos pássaros com precioso som. Disse ele: “Sou porventura digno, sou merecedor do que ouço? Quem sabe talvez eu esteja sonhando”.

O indiozinho ouve que sobre a montanha uma voz o chamava. “E quando chegou no alto da colina, quando o viu uma Senhora que ali estava de pé, chamou-o para que fosse para perto dela. E quando chegou à frente dela, muito admirou de que maneira sobre toda ponderação avantajava sua perfeita grandeza: seu vestido reluzia como o sol, como que desprendia raios. E a pedra, a laje sobre a qual estava de pé, como que rebrilhava com os raios. O resplendor era como de preciosas pedras. Como esmeraldas, como jóias parecia. A terra como que relumbrava com os resplendores do arco-íris na neblina. E os arbustos e cactus e demais ervazinhas que ali costumam sedar, pareciam como esmeraldas. Como turquesa parecia sua folhagem. E seu tronco, seus espinhos,  reluziam como o ouro.

Em sua presença se prostrou. Escutou seu alento, sua palavra, que era extremamente enobrecedora, sumamente afável, como de quem o atraía e o amava muito. Disse-lhe: ‘Escuta, filho meu o menor, Juanzin. Para onde vais?’ e ele lhe respondeu: ‘Minha Senhora, Rainha, Menininha minha, lá chegarei, à tua casinha de México Tlatilolco, para seguir as coisas de Deus que nos dão, que nos ensinam os que são as imagens de Nosso Senhor: nossos sacerdotes’”.

Em seguida, assim disse ao indiozinho, o pequeno (mais desamparado): “Muito quero, muito desejo que aqui me levantem minha casinha sagrada, onde O mostrarei, O exaltarei ao manifestá-Lo. Dá-lo-ei à gente em todo meu amor pessoal, em meu olhar compassivo pessoal, em meu auxílio pessoal, em minha salvação (e defesa) pessoal. Porque eu, em verdade, sou vossa Mãezinha compassiva, tua e de todos os homens que nesta terra estais reunidos (em comunidade), e das demais variadas estirpes de homens, meus amadores, os que a mim clamarem, os que me buscarem, os que confiarem em mim. Porque aqui escutarei seu pranto, sua tristeza, para remediar, para curar todas as suas diferentes penas, suas misérias, suas dores”.

Juan Diego, por algumas vezes, relatou o que se passara ao senhor bispo. Este, por fim, depois de ouvir o que o indiozinho insistentemente lhe relatava, do local do encontro, do pedido da Senhora,  pede um sinal que comprove o desejo da “Menina Celestial” pela construção de sua casa sagrada.

Num dia , tendo conversado com a Rainha Celestial, Ela o mandou que subisse ao cimo da colina; lá ele haveria de ver variadas flores. Deveria cortá-las e colocá-las juntas, depois descer e trazer à presença da Menina Celestial.

Era tempo de inverno. Ao subir a montanha, Juan Diego admirou-se pela variedade de flores, pela sua beleza. Espalhavam perfume suavíssimo. Tratou de cortá-las, juntá-las, colocá-las na dobra de seu manto. Neste local somente abundavam pedregulhos, abrolhos, espinhos, cactus...

Desceu a colina e veio trazer à Menina Celestial. E quando Ela as viu, as tomou e depois, as colocou novamente todas juntas na dobra do manto de Juan Diego; e lhes disse: “Meu filhinho menor, estas diversas flores são a prova, o sinal que levarás ao bispo. De minha parte lhe dirás que veja nelas meu desejo, e que por isso realize meu querer, minha vontade”.
Chegando à casa do Senhor Bispo, depois de aguardar por longo tempo, foi levado a sua presença e relatou tudo o que a Senhora havia lhe pedido. E disse que tinha consigo o sinal que o Bispo lhe pedira que trouxesse. Estava com ele o sinal de que precisava para que fosse realizada a vontade da Menina e disse: “Aqui as tens (as flores). Digna-te recebê-las”.
Assim que estendeu o manto e as flores caíram pelo chão, em seguida no manto, apareceu de repente a amada imagem da Perfeita Virgem Santa Maria, Mãezinha de Deus, na forma e figura que está ainda hoje conservada em sua casa, em Tepeyac, que se chama Guadalupe.
O Bispo, e todos os que presenciaram isto, ajoelharam-se e admiraram muito. Os olhos de todos encheram-se de comoção.

Rapidamente deu-se início a construção da “casinha sagrada” da Meninha Rainha em Tepeyac, onde ela se fez ver por Juan Diego. O senhor bispo transladou a imagem da Amada Menina Celestial para lá, para que todos a pudessem ver e admirar sua preciosa imagem. Todos vinham apresentar suas orações, e muitos se admiraram da milagrosa maneira em que tinha aparecido, pois nenhum homem pintou sua querida imagem.


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