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02/06/2009

Frei Valdecir Schwambach

No mês de junho, dedicado pela devoção ao Sagrado Coração de Jesus, celebramos a figura de Santo Antônio, um “homem enamorado de Cristo e do seu Evangelho”, conforme afirmou sobre o Santo o grande Papa João Paulo II.

Português de nascimento, pois nasceu na cidade de Lisboa em 1195, é mais popular entre nós com “Santo Antônio de Pádua” – cidade italiana – pois foi lá que teve sua última residência e onde atualmente se encontram para veneração, suas relíquias. Ao ser batizado, ainda criança, recebeu o nome de “Fernando”. Viria a ser chamado de “Antônio” somente mais tarde, quando ingressou na Ordem dos Frades Menores por devoção ao patriarca dos monges, Antão, que era o titular da capela onde recebeu o hábito franciscano.

O frade Antônio, em sua humildade, era muito atento aos serviços domésticos. Quando não se achava em oração na capela, servia os frades, lavando panelas e pratos depois das refeições feitas em comum no convento.

De uma memória invejável, Antônio não poderia ficar “escondido” por muito tempo. Sua eloqüência e capacidade de referir-se a passagens da Sagrada Escritura tornou-se clara a todos quando, de improviso, precisou fazer o sermão numa ordenação sacerdotal de um frade dominicano.

Além de pregador, foi também nomeado em seguida professor de Teologia de seus confrades. Francisco assim escreveu a ele: “... Apraz-me que ensines a sagrada teologia aos irmãos, contanto que, nesse estudo, não extingas o espírito de oração e devoção, como está contido na Regra (Escritos de S. Francisco). Apesar de sua humildade, Antônio é grande pregador; tem vocação para o púlpito, para convencer corações, trazer à conversão a muitos que estão desviados do caminho de Deus; os indiferentes ao Evangelho encontravam na Palavra de Jesus um arrimo para a vida. Seus sermões, além de ser ouvidos por grandes públicos, provocavam uma reforma nos costumes de seus ouvintes. Nesta época, Antônio residia em Pádua, na qual já era muito popular.

Depois de muitos sermões proferidos, na primavera de 1231 suas forças físicas estavam cedendo. Neste ano ele se recolheu na companhia de outros frades, num lugar retirado em Camposanpietro. Percebendo que sua vida terrena estava chegando ao fim, pediu que o levassem de volta a Pádua, na qual não conseguiu mais entrar com vida. No dia 13 de junho de 1231 partiu desta vida para a outra. Estava apenas com 36 anos de idade. Em seus funerais houve grande demonstração de devoção e os paduanos sempre consideraram suas relíquias como o mais precioso bem que possuem.

Foi canonizado um ano depois de sua morte pelo Papa Gregório IX. Em 1946 Pio XII o declarou Doutor da Igreja. As inúmeras graças que de Deus obteve para seus devotos lhe renderam o título de “taumaturgo”.


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