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24/06/2009
A BELEZA DE UM NASCIMENTO

Todo nascimento é cercado de expectativas. Quando uma mulher está grávida, torna-se o centro dos olhares, das conversas e das admirações. Muito raramente uma mulher grávida passa despercebida de nossos olhares. Sabemos que ali se gera um novo ser. Algo totalmente novo está ali sendo gestado no silêncio do ventre feminino.

A vida da mulher gira em torno do pequeno ser que ainda não veio à luz, mas que já tem força para fazer o corpo da mulher adaptar-se às novas necessidades, bem como exigir desta atenção vinte e quatro horas por dia em relação a tudo que diz respeito a sua vida. Não deve mais pensar somente em si mesmo, no corpo dela há um outro ser que vai tomando forma.

Graças aos avanços no campo da ciência, pode-se explicar como se dá o processo que origina uma nova vida. Mas me parece que isto não nos subtrai o direito de contemplarmos a beleza, a força da vida e a bondade de um doador de toda a vida que se manifesta em cada recém nascido. Ninguém se gera a si mesmo, é um dom recebido...
Cada humano que vem ao mundo traz consigo inúmeras possibilidades de viver a vida que lhe foi dada. Alguns, por circunstâncias da própria vida, fazem desta uma tragédia para si mesmo e tristeza para outras pessoas. Felizmente, podemos verificar que uma parcela significativa dos humanos com suas opções de vida, fazem a outros felizes. São verdadeiramente humanos e humanizam a outros.

Felizmente, faz parte de nossa humanidade São Francisco de Assis, Santa Clara, Gandhi, Madre Tereza, João Paulo II, São João Batista que neste mês de junho celebramos. Esta lista poderia estender-se a perder de vista. Da mesma humanidade que gera homens que matam, saem homens que conduzem o humano para a salvação, que apontam caminhos para a vida, que indicam o caminho que Jesus quis que todos seguissem.

João Batista apontou o caminho. Não se fez O caminho, pois sabia que O caminho viria depois dele: Jesus Cristo, O Salvador. Quando João nasceu, todos os vizinhos e parentes ouviram falar como o Senhor tinha sido bom com para com Isabel, mulher estéril (cf. Lc 158). Ao verem a criança recém nascida, todos que moravam na região montanhosa da Judéia foram tomados de medo e se perguntavam o que viria a ser este menino que nascia no povoado deles.

Frei Valdecir Schwambach, ofm


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