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07/10/2009

Aconteceu dia 28 de junho, às 19h30, na Casa Verde, no Convento da Penha, o Seminário sobre “A Palavra de Deus na Liturgia”. Foi uma iniciativa da equipe de liturgia do Convento que vem ao longo desses anos capacitando melhor as lideranças que assumem os ministérios litúrgicos.

Esta capacitação já está acontecendo junto ao Ministério da Eucaristia (ministros extraordinário da eucaristia), ao Ministério da Musica (instrumentistas, cantores/as, Salmistas) e agora se estendo com o novo Ministério dos Leitores e Animadores da Palavra de Deus.

Estavam presentes as diversas equipes ministeriais que participam da liturgia no convento (ministros, leitores, salmistas, músicos, cantores/as), voluntários e iniciantes (pessoas convidadas nas missas no convento); os assessores do seminário: Fabiano Rossi e Mateus Maretto, ambos da Paróquia São Francisco de Assis, Itapoã; a equipe de coordenação da liturgia, Frei Florival e Frei Valdecir Schwambach, nosso guardião.

Desejamos boas vindas a todos, cantamos e rezamos a Palavra de Deus que diz: “Amarás o Senhor teu Deus com o todo o coração, com toda a alma, com todas as forças. E trarás no teu coração todas as palavras que hoje te ordeno...” (cf. Dt 6, 4-9).

Frei Valdecir fez a sua consideração de abertura ao seminário. Intensificou esta proposta de formação aos participantes e desejou perseverança e coragem. Agradeceu a todos, em nome dos freis (Ari Praxedes, Claudius Guski, Atamil Vicente de Campos, Pedro Engel, Florival Mariano de Toledo) a iniciativa do encontro, organizada pela equipe de coordenação da liturgia.

Conforme a preparação para esta data, mencionada acima, foram apresentadas pequenos discursos sobre “a Palavra de Deus na Liturgia”, assim como “a Palavra de Deus falada e ouvida” e também “a Arte do bem falar e Expressão Corporal”.

Do primeiro discurso – a Palavra de Deus na Liturgia - apresentado por Frei Florival, ofm, baseado no artigo sobre “A Palavra na Liturgia, de Pe. Valter M, Goedert, professor de Liturgia no Itesc, destacou as seguintes idéias:

1. É na liturgia que se encontra a “o lugar privilegiado” do anuncio da Palavra de Deus, pois ali, a Assembléia está reunida em nome de Deus para exercer seu ministério batismal, confiantes na economia da salvação, mistério Pascal de Cristo;

2. “Na liturgia a Palavra é acolhida como Palavra sagrada na atualidade do mistério da salvação.”

3. “A Palavra de Deus é recebida pela Igreja e na Igreja. Por meio dela, Deus comunica sua Palavra permanente a nós e por nós, tornando-a presente e eficaz.” Portanto podemos afirmar que o Evangelho, a boa nova de Cristo “deve ser a fonte da pregação, e os ouvintes devem deixar-se converter pela Palavra, a fim de poder anunciá-la com autoridade.”

4. Somente por essa escuta da Palavra é que se verificará a sua eficácia na ação no mundo: “presença de Cristo no ato da proclamação”; “pelo conteúdo da mensagem implicar sua ação salvífica”: paixão, morte e ressurreição; e pelo empenho da Igreja em conceber, dialogar, transmitir essa boa nova.

5. A Plenitude dessa Palavra chega à celebração litúrgica, principalmente na Eucaristia: “Tomai e comei, tomai e bebei. Isto é meu Corpo, isto é meu Sangue... Fazei isto em memória de mim”.

6. “A própria liturgia se transforma em pregação da Palavra de Deus. Aqui, a Palavra adquire a máxima intensidade no significar e no comunicar a ação salvífica de Deus. Aqui a comunidade encontra o modo mais eloqüente, chegando a cobrar uma resposta à proposta divina.”

7. A acolhida da Palavra não se faz de qualquer jeito. Ela deve ser acolhida de maneira tal que faz germinar dentro da gente uma nova semente que gerada produzirá muitos frutos. Como diz a poesia cantada e celebrada: “È como a chuva que lava, é como o fogo que abrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal... (cf.: Is 55,10-11).”

8. “... É necessário que esta Palavra seja acolhida na obediência da fé (Rm 1,16). A partir de então, o cristão se torna testemunha dessa Palavra (At 4,20) e sua vida se torna ação de graças e palavra de gratidão (Cl 3,15-17).”

9. “É a escuta da Palavra que faz nascer a fé. A Igreja não nos legou um livro, mas a Palavra. Por isso, é verdade que a salvação não requer, pura e simplesmente, a leitura da Bíblia, e sim que sejam ao menos ouvidas as realidades da salvação tais como a Igreja as proclama.”

10. “Se a leitura pessoal da Bíblia é importante, a escuta da Palavra é indispensável para ser encontro direto com o Senhor, realmente presente em sua palavra proclamada (SC 7 e 33).”

11. “É preciso efetivar a criação de um clima de escuta da Palavra, numa atitude de oração e de espera. A insistência sobre a eficácia da Palavra divina não diminui a necessidade de disposições objetivas.”

12. A Palavra de Deus é dirigida a nós. Quem fala é Ele mesmo!

13. O cuidado com a proclamação da Palavra e o mesmo em ouvi-la nasce da força do Espírito Santo. Ele é o inspirador, o defensor, e iluminador que está intimamente ligado a nós para acolher este mistério de amor.

14. Na fé, como dom, escutamos a Palavra, a acolhemos e depois a restituímos, porque é graça e “se de graça recebei, de graça daí.”

15. Chegando aos finalmente vamos concluindo que a Palavra de Deus é: “revelação: a ela se adere com a fé (2Tm 3,15); promessa: a ela se adere com esperança; regra de vida: a ela se adere com amor (Dt 6,6ss); Dom no qual Deus se oferece livremente: acolhendo-o, entra-se em comunhão com Ele.”

16. Por isso, concebendo essa totalidade, conforme as palavras do autor deste artigo: “convém acolher a Palavra "com a alegria do Espírito" (Ts 1,6), "Com docilidade" (Tg 1,21); ela deve "habitar em nós" (Cl 3,16), "cumpre em nosso meio seu curso" (2Ts 3,1). Em outros termos, é preciso acolher a Palavra de modo a deixar-nos modelar por ela, a abandonar-nos à sua força divina.

Do segundo discurso – A Palavra falada e ouvida – Fabiano Rossi, jornalista deixou explicitar as seguintes idéias, baseadas no texto do autor John w. Osborne: Aprenda a falar bem e impulsione sua carreira:

1. Um dos primeiros passos para uma boa apresentação/leitura é o domínio do medo de falar em público. Mas você se engana se acha que é o único que passa por isso. Muitos apresentadores e animadores também lidam diariamente com esse medo e precisam aprender a controlá-lo.

2. A maneira mais concisa de lidar com isso é uma postura positiva. Os medos mais comuns são:
- do público;
- do ridículo;
- de dar vexame;

3. Medo do público é uma atitude mental e pode ser substituído pela confiança, que é outra atitude mental.

4. Nós somos programados a partir de experiências passadas. Ou seja, se você gosta de falar em público, você foi programado para tal. Se a idéia de falar em público o apavora, é porque você teve alguma experiência negativa quando criança. O incidente pode tê-lo submetido a críticas ou ao ridículo por seus companheiros, professores ou pais, resultando num impacto negativo em sua auto-imagem.

5. A auto-imagem é a essência da personalidade humana e controla a sua atuação em qualquer área. Ela nada mais é que a sua foto interna. É a combinação de todas as crenças a respeito de si mesmo e baseia-se na interpretação de todas as suas experiências passadas. A maneira como você sente sua auto-imagem determina a sua auto-estima. E aí sim, começa a ser exposta ao público e a interferir em suas aparições públicas como posturas inadequadas. Se você tiver uma auto-estima elevada quando ao falar em público, demonstrará atitude positiva, com confiança e equilíbrio. Se ao contrário, tiver uma baixa auto-estima, você terá medo e ficará nervoso, porque estará atuando em uma área que lhe é desconfortável. Mas sobre isso falaremos em detalhes mais a frente.

6. Como falar de maneira eficaz? Normalmente, a forma como você se apresenta causa mais impacto à platéia do que as palavras que profere. No nosso caso, estamos proferindo A Palavra de Deus, o que a torna mais importante do que todo o restante. Mesmo assim, uma postura inadequada interfere diretamente no entendimento do que está sendo proclamado.

7. Quando fala para uma platéia, você usa tanto o canal verbal como o não-verbal para transmitir a mensagem. E para transmiti-la com sucesso você precisa de habilidade em ambos os canais.

8. O uso da voz para enviar mensagens positivas à assembléia fará você parecer mais confiante, animado, relaxado e articulado. Isso acontece pelo uso adequado dos atributos de sua voz, ritmo, interrupções, entonação e volume para apoiar a sua leitura. Mas, além disso, treinar repetidas vezes e ouvir bem o que se está lendo, são atitudes primordiais para que se atinja um bom resultado final: o entendimento pleno da mensagem por quem está ouvindo.

Da terceira apresentação - “A Arte do bem falar e Expressão Corporal” - por Mateus Maretto, estudante em Comunicação e artes Cênicas. Assistimos a uma dinâmica de apresentação da qual surgiu algumas colocações:

1. Mostrar através da fala e expressão corporal o conteúdo da Palavra. Em nosso caso a Palavra de Deus;

2. Preparar-se com antecedência para apresentar o novo que é a Boa noticia e estar adequadamente paramentado transmiti-la;

3. Com a proposta da dinâmica, as pessoas presentes tinham a missão de ir à frente de todos, apresentarem seus nome e dizerem uma frase.

4. Assim aconteceu e foi uma surpresa bastante grande. O medo de se expressar em público foi evidente; a improvisação gerou uma euforia coletiva. Gargalhadas, silêncio e expectativas em ouvir, ver e sentir a expressão de cada um.

5. Foram mais de 70 pessoas a se apresentar e isto já nos deu uma pequena visão do é falar em publico e o modo como a fazemos. Foi um ensinamento eloqüente e necessário para percebermos o valor de se preparar adequadamente (fisicamente e espiritualmente) para realizar a grandeza desse ministério de proclamar a Palavra de Deus.

Terminado os discursos foram feitos alguns encaminhamentos para o próximo encontro de formação:

1. Foi entregue uma folha para preenchimento dos dados pessoais e observação dos serviços ministeriais assumidos no convento da Penha;

2. Convocação para a formação dos Leitores e Animadores que atuam no convento. Esta capacitação será realizada nos dias 23 a 27 de agosto, na Casa Verde, às 19h30.

Dados os encaminhamentos necessários surgiram ainda alguns testemunhos diante da proposta realizada e com votos de louvores para que continuemos a criar e recriar meios para atingir o objetivo da Equalização no Convento da Penha junto aos colaboradores na dimensão litúrgica.

Frei Valdecir, guardião do convento, nos deu a benção sob a proteção de Nossa Senhora da penha e continuamos com a confraternização pelo mês de junho que celebramos Santo Antonio, São João Batista, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São Pedro e São Paulo. Foi nos servido uma deliciosa canjica!

A equipe de coordenação agradece a todos que se envolveram direta e indiretamente para que esse evento se realizasse. O nosso muito obrigado!



A equipe de coordenação é formada pelos seguintes membros: Glorinha e Genilson, José Geraldo, Geraldo Pimenta, Fátima, Terezinha (Zuca), Roselene e Frei Florival.


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