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13/05/2010

Como surgiu esse encontro das mães aqui no convento da Penha

A Missa das Mães surgiu de forma espontânea há cerca de 40 anos com as mães que subiam ao convento com seus filhos para agradecer e pedir bênçãos para as famílias.

Os freis notaram que na Missa do sábado, na véspera do dia das Mães às 15h30 havia um número de mães muito grande e que também elas traziam flores de suas casas para ofertar para Nossa Senhora.

E conversando com elas ficou sabendo que eram mães principalmente do interior do estado, que não podiam vir para a Festa da Penha e aproveitavam o sábado que era véspera do dias das mães para vir à capital (Vitória) fazerem compras e aproveitavam para vir ao convento e traziam de suas residências flores para Nossa Senhora.

Com passar dos anos foi aumentando a afluência de pessoas que foi necessário transferirem para o pátio do campinho.

A celebração das Mães no Convento passou a contar com uma organização quando foi criada a Romaria das Mulheres, então o guardião do Convento, nos convidou para organizar a Missa e que nós passamos a chamar de Romaria das Mães ao Convento da Penha.

Por este motivo não conseguimos criar um local para a Romaria sair, pois as pessoas chegam e querem subir logo para o Convento, continuando o costume de trazer flores para ofertar a Maria.

A Romaria conta com a participação das mulheres, maioria delas mães que trabalham nas comunidades e sobem ao convento para prestar uma homenagem a Mãe de Jesus e nossa, como também comemorar o dia das mães.

Por Zezé Quintaes
do Santuário, Paróquia Nossa Senhora do Rosário

Por Frei Florival mariano de Toledo, ofm

No dia 8 de maio, às 15 horas, no campinho do Convento da Penha aconteceu mais uma demonstração de fé e devoção à Nossa Senhora da Penha. Um grande número de mães, acompanhadas com seus filhos (as) e esposos, amigos (as), para celebrar o dia das mães junto aos pés de Nossa Senhora da Penha. Às 13h30 já começava a chegar as pessoas para aguardar o momento da celebração eucarística. São pessoas de vários lugares da cidade de Vila Velha, de Vitória e Serra. Trouxeram faixas com dizeres, saudando as mães e à Nossa Senhora. São paróquias, comunidades que se organizam em comitiva, para rezarem junto com Maria, a Senhora das Alegrias. Esta celebração alcança a cada ano sempre mais pessoas. Já é um costume as mães trazerem flores para serem abençoadas. O campinho se torna um verdadeiro jardim colorido, pois a diversidade é grande. São flores naturais, artificiais. Um verdadeiro caminho de flores como sugere a Alegria de nossa Senhora sendo a mãe do Salvador, Jesus Cristo.

A celebração tem um clima diferente em relação às demais romarias acontecidas aqui no Convento. Esta traz um caráter próprio: são mães que comemoram a maternidade na maternidade de Maria; incondicionalmente dedicadas aos seus filhos, filhas e esposos, na sociedade cumprindo o mandamento do amor e vivendo os ensinamentos de Jesus que disse: “Ide e evangelizai”. Não faltam testemunhos de garra e coragem! São mães de todas as idades, raças, cantos e cidades. São vozes sofridas, esperançosas, alegres e temidas. É um olhar de entrega humilde e silenciosa. Com suas flores em suas mãos plantam com seu canto e devoção o amor que nunca se acabará. Traduzem o servo sofredor e a alegria daquele que ressuscitou.

A preparação dessa missa acontece com animação acolhendo aos que chegam; cantos alegres e conhecidos para que todos soltem a sua voz e louvem ao Senhor e celebrem o cântico dos que caminham na esperança da Ressurreição: “Teu sol não se apagará! Tua lua não terá minguante! Porque o Senhor será a tua luz, ó povo que Deus conduz.”

A liturgia preparada com antecedência agrega varias equipes: equipe de músicos e cantores/as do Convento; os ministros da Eucaristia, assim como os coletores das ofertas (das Paróquias e do Convento); os leitores e leitoras da Palavra; a equipe de dança e encenações; a equipe de ornamentação; a equipe de som; os animadores da Celebração; fotógrafos e finalmente os frades com o Guardião do Convento Frei Valdecir Schwambach. Foi realizada sob a coordenação de Zezé Quintaes, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, do Santuário.

A Celebração

Depois de acolher as mães, as Comunidades com suas faixas e dizeres, de rezar e cantar silenciou nossas vozes. Com o canto “Minha alma dá glórias ao Senhor” (do Padre Zezinho) assistiram a uma coreografia sob olhar materno que nos recorda a mãe do Senhor, como sugere a letra e a musica dessa composição, apresentada pela equipe de dança do Santuário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário. Em seguida a Introdução a Missa, Presidida pelo Frei Valdecir, guardião do Convento.

Poema Mulher

Saber Viver
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Homenagem

No decorrer da missa, na homilia, frei Valdecir declamou uma poesia para as mães de Cora Coralina, intitulada “Poema Mulher".

Destacou ainda, que as mães devem assumir a vocação divina dada a cada uma delas e abraçarem isto como oportunidade de serem sinais de Deus mesmo dentro de suas famílias.

Mesmo que muitas famílias passem por tantas dificuldades, se há uma mãe serena, amorosa e atenta aos filhos dentro de casa, as coisas se resolvem mais facilmente.

O mundo carece de amor verdadeiro de mãe, que transparece aos filhos na dimensão do cuidado, da atenção, do colocar-se no lugar do outro. Características estas tão próprias de mãe.

Depois da comunhão, uma criança, representando todos os filhos entoou uma canção para as mães: “De onde vem essa magia, essa e energia de viver. Esquecendo-se de si dando vida a um novo ser. Tanto amor tanto carinho, que suporta o cansaço e a dor. Tantas noites mal dormidas, madrugadas acordada por amor...” (Letra e música: Verônica Firmino e Luan de Carvalho). Os filhos presentes abençoaram suas mães e juntos soltaram a voz no refrão que dizia: “Minha mãe, eu te amo tanto, minha mãe, canto pra te agradecer...”.

Em seguida Frei Valdecir encaminhou o rito da benção das flores que as mães trouxeram e fez uma dedicatória singela e emocionante entoando o refrão: “Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer. Como é grande o meu amor por você.”  

Assim foi a celebração do dia das Mães no Convento da penha, neste ano de 2010. Às Mães que proporcionaram esse momento de graça o nosso muito obrigado! Que Nossa Senhora da Penha continue alimentando em vocês a ousadia e coragem de serem mães.
Paz e bem!


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