Na
tarde do dia 2 de agosto, aproximadamente às 15.30h, na casa
do Noviciado, em Rodeio, faleceu o nosso confrade, aos 91 anos
de idade, em conseqüência de isquemia cerebral. Dias antes o
Guardião, Frei Olivo Marafon, havia enviado um comunicado sobre
a gravidade de seu estado de saúde. Desde o dia 27.07 seu estado
agravou-se muito, em conseqüência da falta de circulação sangüínea.
Em 1999 recebeu implante de marca-passo, em SP. Posteriormente,
em Rodeio, diagnosticou-se câncer de próstata e passou a usar
sonda urológica. Nos seus últimos dias estava em estado vegetativo,
sendo alimentado por soro e sem nenhuma percepção de estímulo
exterior.
DADOS
PESSOAIS
Nascido na cidade de Anta Gorda, RS, no batismo recebeu o nome
de Francisco. Recebeu o hábito franciscano, como terceiro, em
17/03/1927 (73 anos de vida franciscana). Era o 4º confrade
mais idoso da Província, mas o 1º em tempo de religioso. Professou
como terceiro em 19/03/28. Na 1ª Ordem, recebeu o hábito em
22/03/1931 e fazendo a 1ª profissão em 10.06.1932. Professou
solenemente em 10/06/1935.
CASAS
ONDE VIVEU E ATIVIDADES 1927: Rio Negro,PR (cozinheiro);
1928 - 30: Curitiba/Bom
Jesus (cozinheiro); 1931: Rodeio (cozinheiro,hortelão);
1932 - 40: Petrópolis (cozinheiro
e hortelão); jun/40 - 42: Luzerna (cozinheiro
e “factotum”); 1943 - 45: Três Arroios,
RS (factotum); 1946 - 53: Rodeio (hortelão
e lavoura); 4/53 - 56: Blumenau (sacristão
e faxina); 1957: SP-Pari (sacristão); 1958 - 61: Amparo,SP (cozinheiro
e factotum); 1961 - 93: Curitiba/Bom
Jesus (cozinheiro e sacristão); 1994: Rodeio/Eremitério 1995 - 2000: Rodeio/Noviciado.
O FRADE
MENOR
Frei Celso, nos seus 91 anos, certamente “combateu o bom combate”.
Viveu os seus 73 anos de vida franciscana com toda simplicidade,
fidelidade e devoção. Era um religioso feliz na sua consagração:
o seu ser-franciscano, ao longo de tanto tempo, tornou-se conatural.
Parecia ter nascido para ser frade. Adquiriu uma sabedoria natural
e serena para temperar trabalho e oração, de modo que, pela
devoção fazia tudo com a mesma densidade, sem nada negligenciar.
Em 93, quando ainda estava no Bom Jesus, em Curitiba, pediu
ao então Ministro Provincial, Frei Estêvão, para viver um ano
no Eremitério, em Rodeio. Diante da ressalva apresentada pelo
Provincial, quanto ao rigor do frio lá nas montanhas, e da dificuldade
de sua saúde e idade, ele observou: “Não há problema. No Eremitério
ou em Curitiba, um dia eu vou morrer, tanto faz o lugar!”. E
junto de Frei José Bertoldi e Frei Eduardo Schuster ele não
só sobreviveu aquele ano, feliz em poder dedicar-se à oração,
mas viveu mais sete anos.
“Servo bom e fiel, vem alegrar-te com teu Senhor” (Mt 25,21)
R.I.P.