Faleceu em Avelar (RJ), depois de ter sido levado ao hospital
local, em consequência de uma forte crise de tosse. No dia 2
de julho, Frei Conrado já havia sido internado no Rio de Janeiro
com estreitamento do esôfago, problema que o acompanhou durante
muitos anos.
DADOS
PESSOAIS Nascimento:
13/02/1916 (87 anos), em Hermuelhein, AL. Nome
de batismo: Johannes Peter Rosbach. 1936:
Ingressou no Seminário de Garnstock, Bélgica, onde permaneceu
até 1939, para os estudos ginasiais. 2ª
Guerra Mundial: Serviu como soldado e foi
prisioneiro em campos russos durante 5 anos. Neste período,
organizou celebrações católicas junto aos padres, também prisioneiros,
e depois na ausência deles. 1950:
Retornou ao Colégio de Garnstock para a continuação e conclusão
dos seus estudos. 12/05/1951:Chegou ao Brasil. 19/12/1951:Aos 35 anos de idade, recebeu o hábito franciscano
no Noviciado, em Rodeio - SC (51 anos de vida franciscana).
20/12/1952:
1ª profissão dos votos temporários. 1953
- 1954: estudos de Filosofia, em Curitiba-PR. 1955
- 1958: estudos de Teologia, em Petrópolis-RJ. 20/12/1955:
profissão solene dos votos perpétuos. 16/12/195:ordenação sacerdotal (45 anos de ministério sacerdotal).
1959:Estágio Pastoral, no Convento S. Antônio-RJ.
O FRADE
MENOR
Homem de caráter calmo, sereno, amável e bondoso. Todas as pessoas,
coanfrades, amigos e paroquianos, tinham grande estima por ele.
Não em função de grande dotes intelectuais ou por obras e realizações
feitas, mas por sua bondade. Inspirava sempre a noção de alguém
centrado nas coisas essenciais.
Em Cabo Frio e Avelar, onde viveu a maior parte de seus anos,
era amado e respeitado por todos, como amigo, irmão e pai. Solícito,
trabalhador, humilde, desapegado. Viveu com simplicidade, servindo
como verdadeiro frade menor.
Certamente os anos passados nos campos de prisioneiros durante
a guerra, deixaram nele marcas profundas, sobretudo em sua saúde,
e que a mão de Deus soube transformar em virtudes. Quando D.
Paulo Evaristo Arns, em Garnstock, foi encarregado de examiná-lo
nos estudos para o encaminhamento ao Brasil, apresentou-o ao
Ministro provincial, com as palavras: "Ele conheceu as maiores
provas que a Providência costuma impor a um missionário e não
se deixou vencer por elas".
O legado próprio de Frei Conrado é aquela capacidade humana
e religiosa de não se deixar determinar pelo que é negativo
da vida, acolhendo e integrando o sofrimento como superação,
crescimento e abertura para a vida. R.I.P.