Nasceu
no dia 9 de maio de 1918, em Curitiba, Estado do Paraná, Brasil.Estudos
primários no Colégio Bom Jesus, em Curitiba e, a partir de 1929
completou os estudos secundários no Seminário franciscano do
Rio Negro, Estado do Paraná. No dia 20 de dezembro de 1934 ingressou
no Noviciado, em Rodeio, Estado de Santa Catarina. No dia 20
de dezembro de 1935 fez a Profissão simples, em Rodeio. Nos
anos 1936 e 1937 estudou filosofia em Rodeio e Curitiba. Nos
anos 1938 a 1941 estudou teologia, em Petrópolis, Estado do
Rio de Janeiro. No dia 10 de maio de 1939 fez a Profissão Solene.
No dia 12/07/1941 foi ordenado sacerdote, em Curitiba.
Determinado pelos Superiores aos estudos especiali-zados de
teologia, teve de interrompê-los para assumir a cátedra de Teologia
vaga em Petrópolis por enfarto do professor, exatamente no início
do ano letivo.
Leciona Teologia em Petrópolis de 1943 a 1950. Especializa-se
em Teologia em Freiburg, na Alemanha, e defende tese doutoral
suma cum laude no dia 22 de maio de 1953. Retorna ao Brasil.
Professor de Teologia em Petrópolis de agosto de 1953 a maio
de 1963.
Em Petrópolis: Diretor do Departamento de Catequese da Diocese.
Assistente da Juventude Estudantil Feminina da Diocese. Fundador
do curso de Iniciação Teológica (CIT) para religiosas e leigos,
o primeiro desse gênero no Brasil, que durou até os anos do
pós-Concílio, quando se abriram os cursos oficiais de teologia
também para religiosas e leigos. Conferencista. Participou como
conferencista de todo o movimento teológico assun-cionista e
os vários Congressos, inclusive assistiu à Proclamação do Dogma,
em novembro de 1950. Em julho de 1956 recebeu o título de “Lector
Generalis” da parte da Ordem. Em julho de 1958 foi nomeado Membro
da Pontifícia Academia Mariana Internacional. Em janeiro de
1956 foi eleito Definidor (Conselheiro) na sua Província franciscana,
a Província da Imaculada Conceição. Reeleito Definidor provincial
em janeiro de 1959. Organizou e executou o primeiro congresso
teológico brasileiro, em Salvador (Bahia) em janeiro de 1956.
Em maio de 1963 foi eleito Definidor Geral para a América Latina.
Em Roma, participou das reuniões teológicas dos Bispos brasileiros
durante o Concílio. Foi assessor pessoal do então Ministro Geral
da Ordem, Frei Agostinho Sépinski, para assuntos do Concílio
(Sépinski era “Padre Conciliar”).
No dia 3 de novembro de 1965, tendo sido Sépinski nomeado bispo
e Delegado Pontifício, foi eleito pelo Definitório geral Vigário
Geral da Ordem para terminar o mandato de Sépinski. Foi nomeado
“Padre Conciliar” na Quarta Sessão do Concílio. Preparou e executou
o Capítulo Geral da Ordem em maio de 1967 e foi eleito Ministro
Geral. Participou com voz e voto, eleito pela União dos Superiores
Gerais, como representante dos religiosos nos Sínodos de 1967
(o primeiro), 1971, 1974, 1977.
Preparou e executou o Capítulo extraordinário da Ordem em Medellin,
em 1971. Preparou e executou o Capítulo eletivo de Madri, em
1973, quando reeleito Ministro Geral da Ordem. Preparou e executou
o Capítulo extraordinário de Assis em 1976, comemorativo dos
750 anos da morte de São Francisco. Nomeado pelo Papa membro,
com voz e voto, da Conferência de Puebla, México, 1979. Termina,
por força dos Estatutos, seu segundo mandato de Geral no Capítulo
de Assis, celebrado em Pentecostes de 1979.
Retorna à Província e passa a morar em Petrópolis. Pregador
de retiros, orientador de Capítulos gerais e provinciais. Num
Capítulo de uma Congregação franciscana colombiana, em Bogotá,
recebeu por emergência um marca-passo. Embora o marca-passo
lhe seja necessário, nunca se deu bem com ele. Passou a ter
tonteiras, contínua sonolência e dores de cabeça. Teve de recolher-se
e não mais aceitar compromissos.
Autor de vários livros, além das Encíclicas como Ministro geral.
Particularmente conhecidos são: O Pensamento Franciscano, A
coisa com Deus, Como vejo a Ordem hoje, traduzidos em todas
as línguas modernas. Tem em torno de 15 mil páginas datiloscritas,
frutos de sua meditação diária. É doutor Honoris Causa por quatro
universidades.