17/01/2006
Dom Frei
Carlos Schmitt *27/01/1919 +16/01/2006
Nosso
confrade faleceu ontem, 16, por volta das 18 horas, no Hospital
Santa Isabel, em Blumenau, em conseqüência de um
derrame sofrido dia 13. A febre alta não o deixou mais,
e o quadro foi se complicando gradativamente. Hoje serão
celebradas duas missas exequiais em Blumenau: às 8 horas,
no Hospital Santa Isabel, onde ele foi capelão por 11
anos; e às 10 horas, na Catedral São Pedro Apóstolo,
presidida pelo bispo diocesano, D. Angélico Bernardino.
Após a missa, segue-se o translado para Gaspar, sua terra
natal, onde será velado até às 16 horas,
quando acontece a terceira missa exequial seguida do sepultamento.
DADOS
PESSOAIS
Nascimento:
" 27.01.1919, em Gaspar-SC (86 anos de idade).
Nome de batismo: Stanislau.
Filiação: Nicolau Miguel Schmitt e Cecília
Hostin Schmitt. O casal teve 9 filhos (3 homens e 6 mulheres),
dos quais, D. Carlos era o sétimo.
Cursou os quatro anos do Ensino Básico na Escola
Paroquial de Gaspar
23.01.1931, aos 12 anos de idade, ingressou no Seminário
São Luís de Tolosa, em Rio Negro-PR.
FORMAÇÃO
FRANCISCANA E MINISTERIAL
Em maio
de 1934, foi transferido para o Colégio São Luís
de Tolosa, em Vlodrop, Holanda, pertencente à Província
da Santa Cruz da Saxônia, Alemanha, onde continuou os
estudos do Ensino Médio.
Em maio
de 1938, retornou ao Brasil e, em 11.07.1938 recebeu o hábito
na admissão ao Noviciado Franciscano, em Rodeio-SC (67
anos de vida franciscana).
Em 14.07.1939,
ao término do noviciado, fez a primeira profissão
religiosa dos votos temporários.
Ainda em
1939, iniciou o primeiro ano do Curso de Filosofia em Rodeio,
e em 1940, o segundo ano, em Curitiba-PR.
1941-1944
- Estudos de Teologia, em Petrópolis-RJ.
Em 14.07.1942,
a profissão solene dos votos perpétuos na Ordem
Franciscana.
Em 29.11.1942,
ordenado diácono, por D. José Pereira Alves, em
Petrópolis-RJ
Em 28.11.1943,
ordenado presbítero, por D. José Pereira Alves,
em Petrópolis-RJ.
(62 anos de ministério sacerdotal)
1944, o
quarto ano do curso de Teologia, em Petrópolis.
ATIVIDADES
NA EVANGELIZAÇÃO E MINISTÉRIO EPISCOPAL
1945
- Curso e treinamento para a pregação de Missões
Populares, em Petrópolis.
Nestes
dois últimos anos, exerceu o ministério na Capela
de Pau Grande, na Baixada Fluminense.
1946-1947
- Seminário São João Batista, em Luzerna-SC,
prefeito de estudos.
1948-1950
- Seminário N. Sra. de Fátima, em Rodeio, prefeito
de estudos.
1951-1954
- Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá-SP,
professor.
1955 -
Convento e Paróquia Santo Antônio, em Florianópolis
- preparação para as missões populares.
1956-agosto
1960 - Guardião e pároco, em Xaxim-SC.
Em 29.08.1960,
eleito bispo de Dourados-MT, pelo Papa João XXIII.
(45 anos de ministério episcopal)
Em 28.10.1960,
ordenado bispo, em Roma, pelo Papa João XIII.
08.01.1961,
início do ministério episcopal, em Dourados
(9 anos na diocese).
Em 21.02.1970,
renúncia do ministério na Diocese de Dourados.
De 04.05.1970
a 31 de outubro de 1975, bispo auxiliar de Lages-SC.
1975-2006
- Capelão dos Hospitais Santo Antônio e Santa
Isabel, em Blumenau-SC.
O frade
menor:
- Em seu relato auto-biográfico, de 1982, D. Carlos
comenta alguns fatos que o marcaram durante os primeiros anos
de seu ministério sacerdotal. Preparado para atuar
na pregação das Missões Populares, em
duas ocasiões, a obediência o conduziu para trabalhar
nas casas de formação. Suas duas únicas
experiências pastorais aconteceram como padre jovem,
na Baixada Fluminense e nos quatro anos em Xaxim. Nem por
isso, deixou-se tomar por amarguras ou magoas. Não
há qualquer palavra de crítica ou ressentimentos.
- Inúmeras vezes abdicou de seus ideais pessoais, como
frade e sacerdote, para atender as necessidades da Província,
mesmo já como estudante em Rio Negro, quando foi enviado,
aos 15 anos, para os estudos na Holanda. No entanto, sentia-se
muito gratificado por ver um bom número de frades,
entre os seus ex-alunos.
- Por fim, relatou que o que mais gostava de fazer era o atendimento
individual dos fiéis, ao modo de "Jesus e Nicodemos".
Nos seus 30 anos de permanência no Hospital Santa Isabel,
certamente ele pode exercer profundamente este ministério
tão genuinamente episcopal do "Bom Pastor",
no atendimento e no consolo dos enfermos, administrando os
sacramentos. Ali estava a sua "catedral" e a sua
"sede episcopal", bem ao modo franciscano, no silêncio,
na discrição e na humildade.
- Nosso agradecimento a Deus, por uma vida tão recolhida
e valiosa! Agradecimento extensivo às Irmãs
da Divina Providência do Hospital Santa Isabel, em Blumenau,
que foram para ele a benção da companhia, da
assistência e da caridade sem limites. Deus as recompense!
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