05/06/2001 Frei
Florêncio de Souza *10/10/1919 +05/06/2001
Frei
Florêncio faleceu no dia 05/06, por volta das 20h00, em seu
quarto no Seminário de Agudos, acompanhado de seus confrades,
depois de receber a unção e as orações nos seus últimos momentos.
Desde o início deste ano seu quadro foi se agravando sempre
mais. Em janeiro, exames constataram câncer de próstata. Após
uma pequena cirurgia, apareceram-lhe dores nas costas. Posteriormente,
outros exames detectaram dois pontos (nódulos) na coluna. Em
fevereiro, numa noite após o jantar, caiu no corredor. Nos dias
seguintes sentia muita dor na perna. Constatou-se, então, que
a cabeça de seu fêmur estava trincada. Dali em diante não mais
andou. Ia ao refeitório de cadeira de rodas. Com o tempo a consciência
foi se reduzindo, alternando períodos de melhora e piora, permanecendo,
então, quase sempre no quarto.
Nos últimos quinze dias teve uma melhora notável, lúcido e conversando.
Na véspera de sua morte, o enfermeiro Frei Estevam, ainda o
levou de cadeira para tomar sol e passear.
DADOS
PESSOAIS Nascimento:10/10/1919 (81 anos) em Palmital, município de São
Francisco do Sul – SC. Vestição na Ordem
3ª:28/02/1954
(47 anos de Vida Franciscana). Profissão na
Ordem 3ª: 01/03/1955. 11/08/1998:
fez os votos solenes na Ordem 1ª, depois de receber do Ministro
Geral, a dispensa do noviciado e da profissão temporária.
LOCAIS
DE ATIVIDADES Fevereiro - agosto/1955:
Rio Negro - PR. Setembro/1955
- 1957:Curitiba
- PR. 1958 - março/1959:
Rodeio - SC. 1959 - 1965:Guaratinguetá/Seminário. 1966 - março/1971:
Agudos - SP. Abril - dezembro/1971:Petrópolis - RJ. 1972 - 1975:RJ/Santo Antônio. 1976 - fevereiro/1978:Guaratinguetá/Seminário. Março/1978 -
março1982: Curitiba - PR. 1982:
SP/São Francisco. 1983 - março/1987:
Amparo - SP. Abril/1987 -
2001:Agudos
- SP.
O FRADE
MENOR
Parece que recebeu de Frei Walter Hugo o apelido de “compadre”.
Quase acabou tornando-se um sobrenome. E ele não se ofendia,
até gostava. Provavelmente a origem do apelido se deve às muitas
histórias de “compadres” de sua terra, que ele gostava de recordar.
Aliás, Frei Florêncio era um exímio contador de histórias, sempre
com um fundo de humor e sabedoria. Refletia e recordava fatos
e episódios do passado com vivacidade, revelando profunda capacidade
de reflexão pessoal.
Trabalhou a maior parte do tempo nas lavanderias de nossas casas
de formação, sempre muito zeloso. E por isso mesmo, não raras
vezes, suspeitava que os demais frades não o valorizavam, e
até o perseguiam. Com o tempo, deixou esse trabalho assumindo
serviços gerais de limpeza e refeitório. Em Agudos, nos seus
últimos 14 anos, descobriu uma alegria e realização pessoal:
cuidar dos animais (pássaros, gansos, e gatos), alimentando-os
diariamente, cuidando mesmo dos feridos e abandonados.
Cultivava profunda vida de oração (o rosário, a missa, a meditação),
criando aquela condição da “criança” para entrar no Reino de
Deus (Mt 18,3; Mc 10,15). R.I.P.