16/06/2002
Frei
Alves da Cruz *12/02/1938 +16/06/2002
Faleceu
no dia 16 de junho, por volta das 11h30, no Hospital Santa Helena,
SP. Operado de câncer no pâncreas, fígado e estômago, no dia
08.05, permaneceu 46 dias na UTI, em estado sempre mais grave.
Foi mantido em coma induzido até vir a falecer.
DADOS
PESSOAIS E FORMAÇÃO Natural:
nasceu no distrito de Vargem Alta, município de Cachoeiro do
Itapemirim, ES, em 12/02/1938 (64 anos de idade e 40 anos de
Vida Franciscana). 17/09/1961:ingressou no Seminário São Luís de Tolosa, em Rio
Negro, PR, para o noviciado na Ordem Terceira. 18/09/1962:
fez sua profissão como Irmão Terceiro. Permaneceu em Rio Negro
até fevereiro de 1965. 01/05/1965:
iniciou seu noviciado na Ordem I, em Rodeio, SC. 02/05/1966:
fez sua 1ª profissão religiosa na Ordem I. janeiro
de 1967:transferido para o Seminário
Frei Galvão, em Guaratinguetá, SP, para o serviço de porteiro,
sacristão e limpeza da casa. 07/07/1969:
fez a sua profissão solene dos votos perpétuos, em Rodeio-SC.
Setembro:
do mesmo ano (67), transferido para o Convento Santo Antônio,
no Rio de Janeiro, com a função de porteiro. 1986:
transferido para o Convento do Sagrado Coração de Jesus Em Petrópolis,
RJ, também como porteiro. 1995:
última transférência: para São Paulo, como porteiro do Convento
e Santuário São Francisco.
O FRADE
MENOR
Não é difícil falar dos traços da personalidade de Frei José,
porque não é necessário inventar nada. Como pessoa e como religioso
franciscano, ele foi um homem feliz e realizado. Descobriu a
alegria de servir nas coisas simples da vida. Tantos anos como
porteiro, aprendeu a lidar com as diferenças, sem no entanto,
perder a sensibilidade.
Para seus confrades era uma presença de bondade, alegria, bom-humor
permanente. Quase nunca o víamos de mal humor, nem mesmo quando
estava doente.
Extremamente dedicado à fraternidade, seja pela sua fidelidade
no trabalho, seja pela sua presença na vida das casa e das pessoas.
Quando não estava na portaria, estava na sua pequena marcenaria
confeccionando seus "taus" e crucifixos. Entendia também de
eletricidade e eletrônica. Chegou a fazer um curso quando viveu
no Rio de Janeiro.
Porém, a alma de tudo isto certamente era sua piedade, cultivada
com fidelidade diária numa vida e spiritual séria e empenhada.
Neste ano, sentimos sua falta, de modo especial na Trezena e
festa de Santo Antônio, que ele preparava e organizava com carinho
e competência. Seus amigos da Paróquia e Santuário também sentiram
sua falta, do seu sorriso fácil, generoso e acolhedor.
Hoje, o céu deve ter ficado um pouco mais alegre, pois Frei
José chegou lá! Que ele interceda por todos nós, junto do Cristo,
a quem ele serviu com fidelidade e devoção genuinamente franciscanas!
Frei José, descanse em paz!