21/03/2006
Frei
Pacífico Hillesheim *19/09/1918 +20/03/2006
 DADOS
PESSOAIS
Nascimento: 19.09.1918 (87 anos).
Natural de Varginha, município de São Pedro de
Alcântara (SC).
Nome de batismo: Crisóstomo.
17.02.1936 - Vestição na Ordem Terceira
(70 anos de vida franciscana).
21.02.1937 - Primeira profissão religiosa como
terceiro.
24.10.1939 - Vestição e admissão
ao noviciado da Ordem Primeira.
26.10.1940 - Primeira profissão religiosa na Ordem
Primeira.
26.10.1943 - Profissão solene dos votos perpétuos
na Ordem Franciscana.
ATIVIDADES
NA EVANGELIZAÇÃO
1936-1939:
Rio Negro-PR, sapateiro e auxiliar de lavanderia.
Outubro/39
a fevereiro/1941: Rodeio-SC - sapateiro.
Fev.1941
a 1942: Rio Negro - sapateiro e porteiro
1943 a
fev. 1945: Petrópolis-RJ - porteiro auxiliar e refeitorário.
Março/1945
a março/1947: Ipanema-RJ - porteiro.
Abril/1947
a janeiro/1948: SP/São Francisco - porteiro.
Fev. 1948
a outubro/1949: Rodeio - sapateiro e avicultor.
Novembro/1949
a outubro/1950: SP/Santo Antônio do Pari - porteiro.
Novembro/1950
a maio/1953: Curitiba-PR - sapateiro e refeitorário.
Junho/1953
a fevereiro/1959: S. Amaro da Imperatriz-SC - porteiro e sacristão.
Fevereiro/1959
a 2006: Petrópolis - sapateiro, porteiro auxiliar,
marceneiro, fac totum.
O frade
menor:
Desde
1992, quando começaram os primeiros sinais de esclerose,
inciou também a via cruxis de nosso confrade. Ainda
caminhava pela casa, e as vezes, fugia pela cidade, quando
era recolhido por alguém que o trazia de volta ao convento,
pois já não tinha mais consciência de
quem era e onde estava.
Alguns
anos depois, por volta de 1996, diagnosticou-se o mal de Alzheimer,
e gradativamente foi perdendo os movimentos. Durante algum
tempo ainda ia ao refeitório, acompanhados pelos confrades
e enfermeiro, para fazer as refeições. Nos últimos
anos, já não caminhava mais e permanecia o tempo
todo no quarto e no leito. Frei Aristides Pasquali foi seu
companheiro e seu anjo da guarda em todo este período,
revezando-se com o trabalho de enfermeiros leigos e confrades
estudantes.
No tempo
em que o único calçado dos frades era a sandália
franciscana, era ele um dos nossos exímios sapateiros.
Suas sandálidas duravam uma eternidade. No longo período
de vida e trabalho em Petrópolis, aos poucos tornou-se
um fac totum, responsável por toda a manutenção
e conservação da casa, sobretudo das instalações
de água e energia elétrica. A marcenaria era
outra parte de seu trabalho. As atuais mesas e cadeiras do
refeitório do Sagrado são ainda trabalho de
suas mãos.
Discreto,
tímido, reservado e fiel nas pequenas grandes coisas
da vida franciscana. É modelo dos antigos frades, dos
quais ainda temos a graça de alguns exemplos vivos,
que consagraram a vida pelo trabalho e pela oração.
Descanse em paz!
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