13/11/2000
Frei
Pascoal Kneipp *04/04/1918 +13/11/2000
Por
volta das 9:30 h, do dia 13/11, faleceu o 10º confrade
neste ano jubilar, Frei Pascoal.Internado no sábado,
dia 11, no Hospital da VOT-RJ, com complicações
diversas decorrentes de pneumonia, derrame cerebral, teve falência
múltipla dos órgãos. Já nos últimos
tempos seu estado geral de saúde vinha se agravando.
Perdia progressivamente a memória e a consciência.
DADOS PESSOAIS
Nascimento: 04/04/1918 (82 anos)
Natural: Petrópolis - RJ.
Nome de batismo: João Augusto Kneipp
18/12/1935: Admissão na Ordem - (65 de vida
religiosa)
19/12/1936: 1ª Profissão
19/12/1939: Profissão Solene
30/11/1941: Ordem Sacerdotal - (59 anos de sacerdote)
FORMAÇÃO E ATIVIDADES
1928 - 1935: Seminário de Rio Negro - PR.
1936 - 1937: Rodeio/Noviciado e 1º Filosofia
1938 - 1939: Estudos Filosofia / Curitiba - PR.
1940 - 1943: Estudos Teológicos / Petrópolis
1944: Ano Pastoral, Rio de Janeiro
1945 - abril/1946: S. Sebastião - SP - Vigário
Paroquial
Mai/1946 - 1947: Blumenau - SC - Vigário Paroquial
1948 - 1952: Rio Negro - PR - Professor
1953 - 1956: Agudos / Seminário - Professor
1957 - 1958: D. Caxias - RJ. - Vigário Paroquial
1959 - 1961: Sorocaba / Bom Jesus - Vigário
Paroquial
Dez/1962 - fev/1963: S. José do Rio Preto -
Vigário Paroquial
1963 - 1966: São Paulo / Pari - Vigário
Paroquial
1967: RJ / S. Antônio - Atendente
1968: Paty do Alferes - RJ - Vigário Paroquial
1969 - 1973: Niterói - RJ - Vigário Paroquial
1974: Cabo Frio - RJ - Vigário Paroquial
Jun/1975 - ago/1978: RJ / S. Antônio - Vigário
em Piabetá
Set/1978 - 1982: Cabo Frio - RJ - Vigário Paroquial
1983 - 1994: Paty do Alferes - RJ - Vigário
Paroquial
Jan - jul/1995: Blumenau / Atendente Capelania de V.
Itoupava
Ago - nov/1995: RJ - S. Antônio - Atendente Conventual
Dez/95 - dez/1996: Paty do Alferes - RJ - Vigário
Paroquial
1997: Seminário Frei Galvão - Guaratinguetá
- SP
1998 - 2000: RJ / S. Antônio - tratamento
Às 9:30 h, do dia 13 de novembro do ano 2000, morreu
e, às 18:00 h, depois de uma piedosa missa de corpo
presente, concelebrada por 12 confrades e assistida por um
bom número de fiéis e cinco sobrinhos, foi enterrado
nosso querido professor de Português, FREI PASCOAL.
Foi dada como causa mortis a falência múltipla
dos órgãos ou choque séptico. Já
vinha, nos últimos dois dias, de uma pneumonia, pressão
alta, febre decorrente e, na madrugada do dia 13, tudo culminou
com um derrame cerebral. Morreu deixando nossa vida fraterna
mais pobre e nos corredores do Convento de Santo Antônio
só sobraram o eco de seus passos e de sua voz sempre
forte e sonora.
Não será preciso relembrar, pois já
publicados no anúncio de sua morte, detalhes de seu
itinerário e trabalhos em seus quase 60 anos de sacerdócio
e quase 65 anos como frade menor. Basicamente foi um excelente
educador nos Seminários de Rio Negro e Agudos (que
o digam seus alunos de Português) e serviu em muitas
igrejas e cidades. Filho da imperial Petrópolis, sempre
mostrou especial afeto por Paty do Alferes (onde esteve transferido
por três vezes) e pelo Convento de Santo Antônio,
onde viveu seus últimos anos. Como homenagem a todos
os professores de nossos seminários, vale a pena notar
que seus dois primeiros amores mais assentados foram os seminários
do Rio Negro e de Agudos. Mesmo sem formação
específica, como costumava se lamentar, ensinou Português
e seus alunos sabiam quase de cor as gramáticas de
Carlos Eduardo Pereira e de Napoleão Mendes de Almeida.
Com inusitado rigor, ensinou-nos a amar o idioma pátrio
e a falá-lo escorreitamente. Subia a serra
(ficava irritado) quando um aluno dizia que iria fazer
um passeio. Apoquentado, perguntava se já tinha
comprado as pedras e o cimento. O inocente fazer passeio de
hoje era, na pureza do vernáculo pela qual fadigosamente
zelava, dar ou realizar um passeio ou simplesmente passear.
Nos últimos dois anos, mesmo locomovendo-se com alguma
dificuldade, sempre participou dos atos comunitários
e foi extremamente educado. Nunca reclamava de nada. Achava
que tudo estava, graças a Deus, bem. Costumava recitar
o versinho que foi publicado no n.º 79 do V.P. e que
poderia imortalizar sua lápide sepulcral: A vida
é sempre bela, quando enfeitada de amor. Se para amar
nós nascemos, amemos Nosso Senhor! Antes que
fosse, no sábado, para o Hospital da Penitência,
dei-lhe a Unção dos Enfermos. Reagiu agradecido.
Morreu na segunda-feira. Nós, seus alunos, pranteamos
sua morte e sentiremos muitas saudades de sua vida. Tudo o
que sempre quis ser e que o orgulhava muito, nós testemunhamos
que foi: um excelente professor. Professor de Português.
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