Prematuramente
faleceu nosso querido confrade, no dia 04 de março, por volta
das 18h40, em Lages, SC, em conseqüência de um fulminante infarto.
Pela manhã sentiu dores no pescoço e braços. Frei Ervino o levou
ao hospital. Teve um 1º enfarte. Internado na UTI, passou razoavelmente
o resto do dia, tendo inclusive recebido a visita dos confrades
e do bispo diocesano, D. Oneres. No início da noite teve o 2º
enfarte.
DADOS
PESSOAIS Nascimento:
08/07/1945 (55 anos incompletos) Natural:Rio do Testo/Pomerode-SC. Vestição:19/12/1966 (33 anos de Vida Franciscana) 1ª Profissão:
20/12/1967 Profissão Solene:02/08/1971 Ordenação Sacerdotal:
09/12/1972 (27 anos de minis.)
O APÓSTOLO
Não é difícil dizer algo sobre o frade menor e o apóstolo, Frei
Silvério. Todos os que o conheceram sabem de sua disposição,
da sua alegria, do seu entusiasmo, de seu incansável apostolado.
Como o “outro” apóstolo Paulo, Frei Silvério tinha pressa de
anunciar a Boa-Nova de Cristo! Incansavelmente. E o fazia com
alegria! Na sua ficha autobiográfica de 1982, disse de si mesmo:
“Reconheço que sou um frade tão feliz e fui chamado por Deus
para isso em virtude de sua misericórdia para comigo”. Nos seus
17 anos de trabalho em Lages, com o auxílio do rádio e da TV,
ele foi “longe”, “em cima dos telhados”, anunciando o Cristo
e sua mensagem de salvação. Certamente, ele fará muita falta.
Mas seu exemplo e testemunho vão germinar e produzir muitos
frutos na história da Igreja de Lages e nos corações dos que
o ouviram! Sua morte, para nós prematura, seguramente foi conseqüência
de seu viver: consumiu-se no serviço do Evangelho! Pagou o preço
de sua fé! Tirou as conseqüências de seu apostolado! “Combateu
o bom combate”! Não será nenhum exagero aplicar a ele o testamento
do Apóstolo Paulo: “Para mim o viver é Cristo e a morte é lucro”.
“Servo bom e fiel, descansa em teu Senhor”.
Outro aspecto marcante de sua personalidade era o respeito e
a consideração que manifestava pelas posições alheias. Nos estudos
e pesquisas dos alunos e confrades, tentava respeitosamente
entender os argumentos que lhe eram apresentados em provas e
trabalhos, esquadrinhando todos os ângulos possíveis para, de
algum modo, avaliar positivamente.
Frade simples, modesto e despojado, Frei Simão não sucumbiu
ante a pretensão arrogante da inteligência, mas como São Francisco
o desejava, tornou-se 'ministro de espírito e vida' (Test 3,13).
Certamente a vida e a atividade de Frei Simão estão emolduradas
por aquele supremo valor indicado por São Francisco nas suas
Admoestações, quando diz:
"São vivificados pelo espírito das Sagradas Escrituras aqueles
que tratam de penetrar mais a fundo em cada letra que conhecem,
nem atribuem o seu saber ao próprio eu, mas pela palavra e pelo
exemplo o restituem a Deus, seu supremo Senhor, ao qual todo
bem pertence" (Adm 7,4-5).