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 Frei Taciano Stenzel
* 09.08.1911
+ 10.09.2007
Aos 96 anos de idade, faleceu às 18h30, na UTI do Hospital da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, o segundo confrade mais idoso da Província, Frei Taciano Stenzel, em conseqüência de falência múltipla dos órgãos. Já durante a madrugada o quadro agravou-se até a agonia.
Hospitalizado desde o dia 28 de julho, esteve todo o tempo na UTI, entubado e sedado, mas reconhecia as pessoas e, em algumas vezes, respondia às perguntas. Já no dia 13 de junho, durante a festa de Santo Antônio, ao dirigir-se à igreja para a concelebração, passou mal.
No dia de seu aniversário, em 9 de agosto, foi submetido a uma traqueotomia para retirada de água e secreção dos pulmões, o que se prolongou por quase uma semana.
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| Dados
pessoais e Formação |
Nascimento em Otto-Langendorf (Silésia) aos 09.08.1911.
No batismo recebeu o nome de Theodor.
1927 – Seminário de Garnstock, Bélgica.
11.05.1928 – Chegada ao Brasil – Seminário de Rio Negro, PR até 1929.
21.01.1930 – Vestição e ano de noviciado, em Rodeio, SC (77 anos de vida franciscana).
21.01.1931 – Primeira profissão religiosa.
1931 a 05.02.1932 – Estudos iniciais de Filosofia, em Rodeio.
1932 a 25.01.1934 – continuação dos estudos de Filosofia, em Curitiba, PR.
22.01.1934 – Profissão solene dos votos perpétuos na Ordem Franciscana.
1934 a outubro de 1936 – Estudos de Teologia, em Petrópolis, RJ.
01.05.1935 – Ordenação diaconal.
30.11.1935 – Ordenação presbiteral (72 anos de ministério presbiteral).
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| Atividades |
1937-1940 – Vigário paroquial, Guardião e Pároco, em Angelina, SC.
1941-1944 – Vigário paroquial, em Curitibanos, SC.
1945-1958 – Vigário paroquial, em Rodeio, SC.
1959 – Discreto e bibliotecário, em Concórdia, SC.
1960 (de fevereiro a novembro) – Discreto, em Sorocaba-Santa Rita, SP.
Dezembro 1960 a janeiro 1963 – Discreto, em Chapecó, SC.
Fevereiro 1963 a dezembro 1976 – Vigário paróquia em Coronel Freitas, SC.
Neste período, após a transferência de Frei Hugolino Becker, foi Diretor Geral das Irmãs Catequistas, em Rodeio.
1977-1979 – Atendimento conventual e Confessor, Convento da Penha, ES.
1980-1981 – Vigário paroquial em São Lourenço, MG.
1982 – Atendimento conventual e confessor no Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá, SP.
1983-1991 - Atendimento conventual e Confessor, Convento da Penha, ES.
1992 – Vigário paroquial em Quissamã, RJ.
1992-2007 – Tratamento, confessor e atendimento conventual no Convento Santo Antônio, no Rio de Janeiro-RJ. Nos últimos anos, mesmo em cadeira de rodas, foi nomeado pelo Arcebispo de Niterói, D. Alano Maria Pena, assistente espiritual da Associação das Almas Pequenas, trazida para o Brasil por Frei Otávio Schneider. Atendia as confissões e dava assistência espiritual aos membros da associação que vinham pessoalmente à sua cela. |
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Até antes de sua hospitalização, concelebrava diariamente, em cadeira de rodas, sempre assistido por dois enfermeiros que cuidaram dele nesta fase final. Está sendo velado na igreja e as missas das 7 e 8 horas, já foram celebradas diante de seu esquife. A missa exequial foi celebrada às 9h00, presidida por Frei Clarêncio Neotti, pois o guardião está em viagem no sul, seguida do seu sepultamento no jazigo conventual.
O Frade Menor
- Homem silencioso, comedido, observador atento das coisas e situações. Viveu uma piedade e espiritualidade simples, constante e profunda. Não era de chamar a atenção por grandes qualidades ou talentos especiais. Mas, em tudo, vivia com serenidade e simplicidade de frade menor, sobretudo a dimensão da pobreza.
- Foi um missionário exemplar, dedicando toda sua juventude e grande parte do ministério sacerdotal, nos locais distantes e afastados onde os frades só chegavam no lombo dos cavalos e mulas. Daí nasceu seu grande amor e interesse pela natureza. Gostava de observar e cuidar dos pássaros e aves silvestres e das plantas nativas das matas. Na floresta ao redor do Convento da Penha, passava quase todos os seus momentos de folga.
- Estudioso e leitor assíduo, tinha interesse grande pela história local de onde vivia. Foi um autêntico historiador autodidata. Como poucos, conhecia a história dos nossos antigos conventos.
- Porém, talvez o seu traço mais marcante, seja a disponibilidade e a constância na vida de oração e no atendimento das confissões, mesmo com todas as suas limitações de saúde nos últimos tempos. Nele, aquelas duas dimensões tão marcantes em São Francisco – o amor à natureza e a vida contemplativa – estiveram em harmonia e integradas numa vida fecunda e coerente.
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