Aos
89 anos de idade, por volta das 23h15 do sábado, 19.12, faleceu
no Hospital Santa Tereza, em Petrópolis, depois de quase dois
meses de internação hospitalar. Durante este tempo, esteve aproximadamente
um mês na UTI, com insuficiência renal. Teve uma ligeira melhora
depois de ter sido feita a hemodiálise, mas quase sempre inconsciente.
Durante todo este tempo foi acompanhado pelos confrades e pelos
seus familiares, e no momento da morte estava com ele Frei Marcelo
Paulo Romani. Frei Valdemar faleceu no dia em que completava
70 anos de vida franciscana.
DADOS
PESSOAIS Nascimento:
28.08.1914 (89 anos), em Petrópolis-RJ. Nome
civil: Agostinho Romeu do Amaral. 1927
- 1932: Seminário de Rio Negro-PR - Estudos
iniciais. 19.12.1933:
Admissão ao noviciado (70 anos de vida franciscana). 20.12.1934:
1ª Profissão temporária. 1935:
Estudos de Filosofia, em Rodeio-SC. 1936
- 1937: Continuação dos estudos de Filosofia,
em Curitiba-PR 20.12.1937:
Profissão solene dos votos perpétuos na Ordem Franciscana. 1938
- 1940:Estudos
de Teologia, em Petrópolis-RJ. 26.11.1939:Ordenação sacerdotal (64 anos de ministério).
ATIVIDADES
NA EVANGELIZAÇÃO janeiro-junho
de 1941: Secretário do Ministro provincial
e Redator da Vida Franciscana, em Curitiba-PR. julho-setembro
de 1941: Secretário do Ministro provincial
e Redator da Vida Franciscana, em São Paulo - Convento S. Antônio
do Pari. 1941-1966:
Professor (de português, matemática, física e química) no Colégio
Santo Antônio (25 anos de magistério) e vigário paroquial, em
Blumenau-SC. 1967
- abril de 1974: Capelão dos Irmãos Franciscanos
na Casa São José, em Vila Itoupava-SC, e vigário paroquial na
Paróquia de Itoupava Norte. maio
1974-agosto 1978: Capelão do Juvenato dos
Irmãos Maristas, em Mendes-RJ. setembro
1978 - 2003:Vigário
paroquial, atendente conventual e confessor, na Paróquia do
Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis-RJ.
O FRADE
MENOR
Frei Valdemar tinha uma personalidade incomum. No seu relato
auto-biográfico de 1982 e 1998 dizia que tornou-se frade com
um desejo de adquirir "um grande e vasto saber". E deve ter
feito isto, com tal intensidade, que segundo ele, já no ano
de noviciado (1934) teve uma crise nervosa "causada pelo esforço
de acabar com certas dúvidas acerca da existência de Deus, com
repercussão na saúde para a vida toda".
Sua história pessoal tem muito do seu homônimo Santo Agostinho,
a mesma inquietação em saber e conhecer do mistério de Deus
e da própria vida. Nesta busca, tornou-se um intelectual profundo.
Sua biblioteca particular acumulou três mil livros, que mais
tarde doou ao Instituto Teológico. Traduziu para Vozes alguns
volumes das obras de C.G. Jung, pois era conhecedor profundo
e exato da língua alemã.
Ao lado disto, não deixou de ser um homem de Deus e do povo,
sempre muito prestativo, disponível e paciente nos seus 70 anos
de fidelidade na vida franciscana.
Certamente, agora na presença eterna do Sumo Bem, ele pode contemplar
e amar a Unidade Simples que buscou entender nesta vida, com
todo o coração e com toda a alma. R.I.P.