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A Vocação
Matrimonial
1 - DESENVOLVENDO O TEMA
Toda pessoa tem uma vocação, isto é,
um chamado de Deus para se realizar e ser feliz, no conjunto
dos viventes. E não uma vocação qualquer,
mas vocação ao amor e à santidade. Deus
não chama uns para a perfeição e outros
para a mediocridade. O que Deus faz a sempre perfeito. Assim
é que, por diferentes caminhos, ou diferentes estados
de vida (casado, solteiro, consagrado ou sacerdote), todos
são chamados à santidade e à plenitude
da caridade.
Para quem tem fé, o matrimônio também
é vocação: um chamado de Deus ao dom
de si no amor recíproco e aberto à vida. Quem
não tem fé, não tem como sentir-se chamado
pois desconhece o Interlocutor divino que o chama
nem tem a quem responder. Mas, na fé, sentimo-nos chamados
por Deus a um caminho e a uma plenitude que só ele
pode dar.
Não é bom para o homem ficar só,
disse Deus, nem é bom para a mulher (Gn 2,18-25). Façamos
o homem nossa imagem e semelhança e os
fez homem e mulher; em seguida os abençoou (Gn 1,26-28).
O casal humano nasce dessa bênção original.
E nasce com a vocação de formar uma comunhão
de vida no amor, seja para amparo mútuo, seja para
sobrevivência da espécie humana.
A serviço desse amor mútuo do casal está
o sacramento do matrimônio. O amor do homem à
sua esposa, e o amor da mulher ao seu marido deveriam ser
tais que pudessem lembrar o amor imenso e gratuito que Deus
oferece a cada pessoa e a humanidade inteira. Sobretudo deveria
lembrar o amor de Cristo por sua Igreja. Igreja que tem sua
dimensão doméstica em cada lar: a Igreja doméstica.
O casal humano torna-se o berço da vida e da família.
E esta constitui a célula fundamental da sociedade.
Deus confia ao casal o cuidado desse milagre que se chama
Vida a vida indefesa e nascente de cada pessoa. Nesse
clima de amor e cuidado, a pessoa pode nascer, crescer, firmar-se.
2 - APROFUNDANDO O ASSUNTO
Não é bom que o homem esteja sozinho.
Vou fazer para ele uma companheira que lhe seja semelhante
(Gn 2,18). E o homem exultou feliz reconhecendo-se nela: Está
é osso dos meus ossos e carne da minha carne
(Gn 2,23), Sob a luz deste texto, tente perceber como esta
vocação vem acontecendo hoje na convivência
entre homens e mulheres. Imagine como Deus se sente olhando
para essa paisagem humana? Tente perceber também como
é que você se sente diante de presente que Deus
põe em sua vida através do sexo oposto.
Na linguagem de Francisco de Assis chama a atenção
sua maneira respeitosa, positiva é nobre como se refere
à mulher. Chega a comparar-se com uma mulher humilde
que Deus assume como esposa fecunda (2Cel 16).
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