Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 02/09/2010
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4 de  julho de 2009

OS AMIGOS DO NOIVO
Mt 9, 14-17

Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles (Mt 9,15)

Que beleza uma festa de casamento! Não essas festas apenas com bebida, comida e ostentação de poder, festas vazias totalmente vazias. Numa festa de bodas um emaranhado de histórias que se entrelaçam. O noivo e a noiva, os familiares, os amigos, as flores, a música, a alegria e os amigos do noivo e da noiva. Quando estes últimos chegam é só alegria. Cada um tem alguma coisa a dizer ... ao noivo que foi seu colega de escola, à noiva que havia ressuscitado depois de uma longa enfermidade. Os pais dos noivos, normalmente falando, não conseguem controlar a alegria e a emoção. Haja coração!

Jesus, o noivo das bodas do Reino, circulava entre os seus. Bebia de nossa água, comia à nossa mesa, se vestia com nossas roupas. Gostava de contemplar os lírios dos campos, os pássaros dos céus e o ondular dos trigais. Certamente tinha prazer em levantar o rosto, na barca, no lago de Tiberíades e ser afagado pelo sol da manhã ou pela brisa da tarde. Veio tentar celebrar bodas de casamento com a humanidade toda. Veio ser o esposo. Bem no alto da cruz, vestido da nudez mais transparente, ele era o esposo da humanidade e mais especificamente daqueles que haveriam de ser lavados pelo seu sangue. Lá estavam sendo celebradas as primeiras fases das núpcias do Cordeiro. Todos os místicos sempre viram Jesus como o Esposo de suas almas...

Durante a vida de Cristo os apóstolos tiveram o Esposo. Não havia necessidade de jejum. Era preciso aproveitar sua companhia. Os fariseus legalistas não podiam degustar a alegria da presença de Cristo e estavam preocupados com a observância de preceitos e prescrições. Tudo vazio. Tudo sem vida. Reclamavam porque os discípulos de Jesus não jejuavam. Aos fariseus se associaram os discípulos de João Batista.

Jesus é o pano novo que não pode ser colocado em roupa velha. Jesus é o vinho novo que não é aceito por odres envelhecidos. Esse esposo que circula na terra dos homens cria o novo, esse novo que vem à tona quando as pessoas de despem de convicções mesquinhas e os hábitos gastos. A novidade de Jesus não cabe em nossas categorias. Ele nos força a viver uma grande novidade que nada tem a ver com mesmice e rotina...

O cristãos, no regime da fé, vivem a alegria da presença do Esposo no meio da vida do mundo.

Primeira leitura: Gn 27, 1-5.15-29

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