Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 10/02/2012
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28 de  julho de 2009

O BEM E O MAL...
Mt 13, 36-43

O bem e o mal, o trigo e o joio, essas coisas convivem. Não se pode separar, ao menos por enquanto.  A vida nos ensina a lição da paciência.  Jesus  é colocado diante do dilema. Extirpar o mal? Separar o mal do bem? E optou por esperar o tempo da colheita. Ali o trigo seria levado para os celeiros eternos e o joio queimado.

Nas pessoas retas bate um coração que sabe o que certo e o que é menos certo.  Há sempre um incômodo quando o mal quer dominar o bem.

Quando Jesus pede paciência, quando solicita que demos tempo ao tempo não está querendo que sejamos coniventes com o mal.

Sonhamos com uma família bonita, unida, cheia de harmonia.  As coisas não acontecem como previmos. O chefe da família em momentos de desemprego bebe desatinadamente. Não escuta conselho algum. Deteriora o clima da casa com palavras quase indecorosas e com uma postura que desune.  Feita a correção fraterna não há grandes melhoras.  Paciência.  Joio e trigo...

Pode acontecer que tenhamos querido que nossos filhos tivessem uma postura de nobreza, de dignidade. Um ou outro entra no mundo da contravenção e do crime. Esse que mata na esquina é filho de uma família, da nossa família, sangue de nosso sangue... será que um dia ele não vai melhorar? Será? É  a ovelha negra...

Ai estão nossos agentes de pastoral, lutam, correm. Nem sempre são discípulos do Senhor. Não é que sejam maus, mas não buscam tocar as fímbrias do manto de Cristo. Não “qualificam” bem a ação pastoral da Igreja.  Sua qualidade de cristãos deixa a desejar.

E esses tantos que fizeram uma promessa de viver o Evangelho, de observar o Evangelho, de dia e de noite, na tristeza e na alegria. Aí estão eles. Não são maus. Mas perderam um pouco o primeiro amor, esqueceram  os traços do rosto do Altíssimo. Não é que sejam joio... mas puxam para baixo o ideal de um seguimento luminoso do Mestre Jesus.

Vivemos tempos novos que exigem diálogo, paciência e tolerância.  Eis a palavra... tolerância... Não fomos encarregados de julgar e condenar, mas de conviver com as pessoas, viver de tal forma que  o  mal, por assim dizer,  core de vergonha.

Neste altura da vida da Igreja quem pode mesmo distinguir o grão do trigo?

Não temos que julgar. Ao Senhor cabe esta tarefa!

Primeira leitura:  Ex 33, 7-11; 34,5-9.28

 

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