O bem e o mal, o trigo e o joio, essas coisas convivem. Não se pode separar, ao menos por enquanto. A vida nos ensina a lição da paciência. Jesus é colocado diante do dilema. Extirpar o mal? Separar o mal do bem? E optou por esperar o tempo da colheita. Ali o trigo seria levado para os celeiros eternos e o joio queimado.
Nas pessoas retas bate um coração que sabe o que certo e o que é menos certo. Há sempre um incômodo quando o mal quer dominar o bem.
Quando Jesus pede paciência, quando solicita que demos tempo ao tempo não está querendo que sejamos coniventes com o mal.
Sonhamos com uma família bonita, unida, cheia de harmonia. As coisas não acontecem como previmos. O chefe da família em momentos de desemprego bebe desatinadamente. Não escuta conselho algum. Deteriora o clima da casa com palavras quase indecorosas e com uma postura que desune. Feita a correção fraterna não há grandes melhoras. Paciência. Joio e trigo...
Pode acontecer que tenhamos querido que nossos filhos tivessem uma postura de nobreza, de dignidade. Um ou outro entra no mundo da contravenção e do crime. Esse que mata na esquina é filho de uma família, da nossa família, sangue de nosso sangue... será que um dia ele não vai melhorar? Será? É a ovelha negra...
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Ai estão nossos agentes de pastoral, lutam, correm. Nem sempre são discípulos do Senhor. Não é que sejam maus, mas não buscam tocar as fímbrias do manto de Cristo. Não “qualificam” bem a ação pastoral da Igreja. Sua qualidade de cristãos deixa a desejar.
E esses tantos que fizeram uma promessa de viver o Evangelho, de observar o Evangelho, de dia e de noite, na tristeza e na alegria. Aí estão eles. Não são maus. Mas perderam um pouco o primeiro amor, esqueceram os traços do rosto do Altíssimo. Não é que sejam joio... mas puxam para baixo o ideal de um seguimento luminoso do Mestre Jesus.
Vivemos tempos novos que exigem diálogo, paciência e tolerância. Eis a palavra... tolerância... Não fomos encarregados de julgar e condenar, mas de conviver com as pessoas, viver de tal forma que o mal, por assim dizer, core de vergonha.
Neste altura da vida da Igreja quem pode mesmo distinguir o grão do trigo?
Não temos que julgar. Ao Senhor cabe esta tarefa!
Primeira leitura: Ex 33, 7-11; 34,5-9.28 |