Os discípulos de Jesus devotam uma especial veneração a Maria, sua mãe. Compreende-se: o Deus altíssimo que queria percorrer nossos caminhos, sentar-se a nossa mesa e viver nossa vida, ser nosso irmão precisava de um ninho para lançar raízes, um ventre que acolhesse, alguém que desse tudo para poder dar-se em inaudita entrega a todos os queriam iluminar com sua luz e salvar com sua vida. Por isso, desde todos os séculos, ao lado do Filho encarnado, o Deus belo e grande teve o sonho que criar uma mulher toda especial para Mãe do Filho Unigênito feito carne. E, por desígnio especial, a mulher que esconderia em seu seio o Verbo de Deus teria que ser plena de toda transparência e graça, a Imaculada desde a sua conceição.
Os católicos brasileiros devotam um carinho todo particular à Nossa Conceição Aparecida. A Senhora Aparecida tem como característica ser a Senhora da Conceição e aquela outra característica particular da imagem “encontrada”, “aparecida” no Rio Paraíba. Tocantes, emocionantes e delicadas as cenas vistas no Santuário do Vale do Paraíba. Homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, sadios e doentes se dirigem ao santuário para homenagear a Mãe do Mestre, a intercessora de todos nós. Na verdade, não concebemos nossa vida sem a devoção mariana. Faz parte de nossa vida a prece do ângelus, a consagração do dia à Mãe, a piedosa e quase diária recitação do terço e o canto das ladainhas. Mais do que isso, aprendemos de Maria as lições do discipulado: acolher a Palavra, levar todas as coisas ao fundo do coração,
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reconhecer a humildade de nossa condição, admirar a transparência de Maria e a certeza de que da Glória a Assunta Maria nos prepara o caminho e vive nos dizendo que devemos fazer tudo o que seu Filho pedir.Os cristãos não adoram Maria, nem imagens mas colocam-se numa postura de veneração para com aquela que é a arca da nova aliança e o templo santo de Deus.
Lemos sempre com muita alegria palavras do Papa João Paulo II na Homilia de Dedicação da Basílica Nacional de Aparecida, em 1980: “Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e na ação da mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para aquela que, permanecendo virgem, gerou por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo? (...) A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus. Fazei o que ele vos disser (Jo 2, 5). E como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a Mãe de Deus e nossa”.
Outras leituras: Ester 5, 1-2; 7,2-3.
Apocalipse 12, 1-5.13.15-16 |