“As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade”. Com esta observação, Lucas dá a entender que havia pessoas que acolhiam as palavras de Jesus porque se davam conta de que ele falava não por falar, mas porque sua fala tinha uma fonte diferente, seu interior habitado por Deus, ele falava com autoridade.
Na Igreja é importante a Palavra. Não pensamos aqui numa leitura fundamentalista da Bíblia. Deus grande e belo quer entrar em comunicação com os seus. Jesus é a Palavra, o Verbo de Deus. Ele é o Verbo feito carne que habitou entre nós e nos falou.
Jesus falou aos seus de muitos modos. Em seu nascimento fala que Deus se torna pobreza para estar com os seus. Deus precisa do seio de uma mulher, de pão, de atenção. Ouvir a Deus com atenção é adotar em sua vida da trilha da pobreza e do despojamento como Francisco. Deus, no Jesus suspenso entre o céu e a terra, fala até onde vai seu amor por nós. Deus nos leva a sério porque seu Filho morre de amor e essa é uma fala revestida de autoridade.
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Entre o nascimento e a morte, Jesus fala por seu modo de ser: simples, admirativo, atento aos mais abandonados.
Fala por sua palavra e fala pelo seu silêncio. Há o silêncio dos anos de vida oculta, trabalhando, vivendo com sua família, simplesmente estando com o Pai. Fala quando não responde aos que o acusavam, fala quando fica calado diante dos inimigos, fala quando fica calado diante do Pai calado na hora da morte. “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
Há palavras fortes: “Vem e segue!” “Teus pecados te são perdoados!” “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”! “Isto é o meu corpo que é dado por vós” Sim, com que autoridade ele falava.
Jesus fala com autoridade porque sua fala vem do Pai. E, assim, ele pensa poder atingir o mais profundo das pessoas de tal sorte que, com a força de sua Palavra, elas reorganizem sua vida e lepidamente queiram buscar esse Pai que ele revela e que as ama sem limites. |