Jesus começa sua missão. Os apóstolos o acompanham em suas andanças. Observam seu modo de agir. Jesus percebe neles êxitos e deficiências.
A multidão se apertava ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. E havia tanta gente que Jesus subiu na barca de Simão. Sentou-se como um mestre e começou a ensinar as multidões. Jesus faz isso no meio da vida, no meio de pescadores que lavam suas redes, que contam suas histórias, que falam do sucesso e do fracasso na pescaria. Homens no meio dos homens. Jesus se senta na hora de pregar. Senta-se como Moisés na montanha. É o Mestre que fala da cátedra. Fala das coisas de Deus, do coração de Deus, do Pai que o conhece, do Pai que ama os pescadores e os pecadores. Fala a Palavra que deve chegar a produzir frutos nessa multidão que se parece a ovelhas sem pastor.
Os apóstolos haviam pescado a noite inteira, sem sucesso. Agora Jesus pede entrem mar adentro. Maravilha, os que nada pescaram na noite passada, na Palavra do Senhor, agora não sabem o que fazer com tantos peixes, tamanha quantidade que as redes se rompiam.
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Os apóstolos obedeceram a ordem do Mestre sem certeza alguma de sucesso. Ao contrário, desconfiavam. Por isso, dois sentimentos tomam conta deles: espanto e medo. O pobre Simão diz então: “Senhor, afasta-te de mim porque sou pecador!” Sentimento de culpa. Ele não tinha acreditado no Mestre e agora encontrava-se nessa situação de pecado de desconfiança.
Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens. Momento de vocação, de chamamento. O pescador de peixes foi se aproximando de Jesus e agora é convocado a pescar homens, sem medo, sem receios porque o próprio Jesus estará com eles. Um chamamento que precisava de uma resposta. Simao, Tiago e João estavam ali. “Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus”.
Pais e mães de família, sacerdotes, catequistas, educadores da juventude são chamados a exercerem o mandato de Cristo, sua ordem de evangelizar. Os que são chamados são instrumentos de Deus no meio do mundo. Pertencemos à Igreja dos que são chamados para se colocarem a serviço do Mestre. Não há outra alternativa. |