Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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23 de fevereiro de 2010

O PAI DE TODOS
Mateus 6,7-15

Um dos temas mais importantes da vida cristã é certamente o da oração.  Nas poucas linhas do evangelho proclamado na liturgia de hoje há algumas indicações sobre o tema. O texto de hoje é extraído do sermão da montanha de Mateus. 

O primeiro evangelista gosta de insistir no tema da oração feita no silêncio do quarto. Os discípulos de Jesus não podem fazer como os pagãos, ou seja, usar palavras demais. O Pai, o paizinho, conhece aquilo de que necessitam os seus filhos. O cerne da oração é a manifestação da dependência do Senhor. Isto agrada ao Pai: sentir que os seus confiam nele. Liturgias longas, longos textos, muitas palavras na oração certamente estão em contradição com o ensinamento de Jesus.

A oração do Pai nosso tem duas partes bem nítidas.   Primeiro pedimos pelo seu nome, pelo reino e pela sua vontade.  Na segunda parte são colocados os nossos interesses: o pão, o perdão das ofensas, o não cair em tentação e a libertação do mal.

Há um mundo novo em construção. Os discípulos de Jesus querem o nome do Pai seja exaltado em todos os cantos da terra, que as vozes das gargantas dos homens e das mulheres louvem o Altíssimo e Bom Senhor.  Pedimos que se instaure uma nova ordem de coisas: os humildes sendo reis, os soberbos derrubados de seus tronos, os pacificadores sendo reis.

Jesus, o nosso Mestre, deu a vida pela instauração do Reino e os filhos do Pai do céu não cessam de pedir que o Reino se firme e que a vontade do Pai seja feita. Na segunda parte da Oração do Senhor pedimos por nossas necessidades: esse pão cotidiano que não pode ser estocado, porque o Pai  que cuida dos lírios dos campos e dos pássaros dos céus, no-lo dá cotidianamente. Pensamos também nessa Eucaristia cotidiana que fortalece nossa vida.  Cotidianamente, de manhã cedo, ao meio do dia, à noite, antes da comunhão esse pedido é cheio de significado: O pão nosso de cada dia nos dai hoje...

E sempre essa necessidade que o Pai perdoe as faltas que cotidianamente repetimos. Não temos condições de pedir o perdão de uma vez por todas. Será necessário fazê-lo todos os dias, todas as horas, incessantemente.  E o Senhor Jesus vinculou o entendimento a esta nossa solicitação ao esforço que fazemos de colocar o manto do perdão sobre aqueles que nos ofendem. Que o Senhor nos livre de cair em tentações e nos livre do mal!

O Pai nosso não é apenas uma prece a ser repetida, mas uma programa de vida do cristão.  Esta oração inspirará todas as preces e orações da Igreja.
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